Química

16 de setembro de 2009

Incubadoras – Entidades ajudam empresas de alta tecnologia a dar seus primeiros passos

Publicado por: Jose Paulo Sant Anna e Antonio Carlos Santomauro
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    Química e Derivados, Incubadoras, Incubadoras de empresas

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    om a ajuda das incubadoras de empresas, profissionais com sólida formação e escassos recursos financeiros conseguem abrir empresas e investir em pesquisa e desenvolvimento. Os quesitos imprescindíveis para iniciar a aventura são apenas dois: uma boa ideia e muito entusiasmo para concretizá-la. Tudo em nome de uma palavra fundamental para o progresso de um país: a inovação. No setor químico, a experiência tem resultado no surgimento de produtos de elevado desempenho, capazes de competir com os lançados pelas milionárias multinacionais. Vale a pena registrar: em torno de 55% do PIB norte-americano provém da alta tecnologia.

    Como definir as incubadoras? São entidades montadas para ajudar empresas em seu estágio embrionário. Elas têm como objetivos selecionar projetos promissores e ajudar os empreendedores a driblar a burocracia para abrir as empresas. Oferecem espaços adequados para abrigá-las e prestam apoio na tarefa da administração. Em paralelo, ajudam a obter os recursos necessários para transformar os projetos em empreendimentos lucrativos. Quase sempre próximas às universidades, permitem a obtenção dos equipamentos de laboratório necessários para a realização dos estudos.

    Ao se falar em inovação, também merecem destaque os parques tecnológicos. Estes abrigam as empresas em fase de consolidação, quase sempre oriundas das incubadoras. Além do acesso à estrutura das instituições de ensino e pesquisa, eles permitem a interação das empresas que abrigam com outras de alta tecnologia, criando ambiente favorável às parcerias. “Por isso, grandes empresas – como Microsoft e Nokia – têm unidades em parques tecnológicos”, conta Josealdo Tonholo, diretor da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).

    De acordo com a Anprotec, hoje existem quatrocentas incubadoras e dezessete parques tecnológicos espalhados pelo Brasil. Outros 34 parques estão projetados e devem ser instalados em breve. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) calcula em seis mil o número de empresas instaladas nas incubadoras nacionais. O número de empregos gerados nas incubadas é de 32 mil e o faturamento estimado em 2008 foi de R$ 3 bilhões.

    Química – Entre as incubadas, as mais numerosas estão ligadas à área de tecnologia da informação, seguidas pelas de produtos médicos e hospitalares. As empresas da área de química são menos numerosas. Nem por isso, pouco significativas. “Mais de 90% das empresas inovadoras do setor químico hoje se desenvolvem em incubadoras. O setor abriga algumas das mais promissoras e rentáveis empresas embrionárias”, diz Tonholo.

    “Com a ajuda das incubadoras, com algo entre US$ 2 mil e US$ 3 mil, gera-se um emprego de nível superior. Fora desse ambiente, são necessários mais de US$ 100 mil”, estima o diretor da Anprotec. Muitas incubadoras estão localizadas junto a regiões conhecidas como polos industriais regionais especializados, como os das indústrias de calçados, têxtil e cerâmico.

    Vertentes mais novas do desenvolvimento da química, como nanotecnologia e biotecnologia, estão entre as de maior possibilidade de sucesso para os empreendedores. “Existem outros segmentos promissores, como os de biocombustíveis e de geoquímica associada a petróleo”, informa Tonholo. O diretor aponta outros mercados diferenciados. O dos fitoterápicos, no qual já atuam diversas novas empresas da Região Norte, tem projetos baseados em ingredientes retirados da biodiversidade da Amazônia. No Ceará, há empreendimentos focados nos chamados nutricêuticos, alimentos com características de medicamentos. Em Alagoas, existe uma incubadora dedicada à produção de feromônios, substâncias ligadas ao mundo dos agronegócios e capazes de atrair animais.

    Nessa lista também podem ser incluídas empresas de adesivos, novos materiais e equipamentos, entre outras. Nem todos os projetos são voltados para o desenvolvimento de novos produtos. Algumas substâncias já no mercado há algum tempo, mas ainda não fabricadas no país, são alvos de projetos de nacionalização. Também existem empresas voltadas à produção de versões mais econômicas de produtos comercializados.

    Estímulo – Contar com apoio oficial é imprescindível para o sucesso das empresas incubadas. Autoridades de diferentes esferas governamentais têm mostrado sensibilidade e lançado alguns programas destinados a estimular a inovação. Um exemplo de porte é o da Lei da Inovação, editada pelo governo federal no final de 2004.

    É preciso ressaltar a ação de órgãos como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), instituição vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), ligada à Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo. As duas instituições contam com vários programas para incentivar empreendedores. Também merece ser mencionado o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, com atuação considerável ao ministrar bolsas de estudos para pesquisadores contratados pelas incubadas.


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