Tecnologia Ambiental

14 de junho de 2012

IFAT ENTSORGA 2012 – Feira alemã aponta queda nos custos de operação das tecnologias ambientais

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Furtado
+(reset)-
Compartilhe esta página

    química e derivados, IFAT, tecnologias ambientais

    E

    sperar muito de uma feira de tecnologia ambiental realizada na Alemanha é compreensível. Afinal de contas, trata-se de país modelo no assunto, que fornece água potável de excelente qualidade para sua população, capta e trata 100% do seu esgoto (atendendo às exigentes normas europeias de remoção de nutrientes) e lida com muita eficiência com seus resíduos domésticos e industriais, reciclando e gerando energia com sua incineração. Nesse cenário ambientalmente correto, mais compreensível ainda é afirmar que a tradicional Ifat Entsorga 2012, ocorrida de 7 a 11 de maio em Munique, correspondeu com folga à expectativa dos interessados em conhecer o melhor da tecnologia para manter o planeta mais limpo.

    química e derivados, ifat entsorgaCom 2.939 expositores, de 54 países, confortavelmente distribuídos em 215 mil metros quadrados do belo e funcional centro de exposições de Munique, por onde passaram 125 mil visitantes, a Ifat foi grandiosa não apenas em seus números finais, mas também em inovações tecnológicas. Não que a feira tenha sido palco de sistemas revolucionários para tratar água, esgoto, resíduos ou gerenciar matérias-primas (seus focos oficiais). Isso até mesmo porque o grau de evolução tecnológica na área já está bem elevado e praticamente todas as demandas atuais são bem atendidas. Mas era incontestável a boa quantidade de aperfeiçoamentos de sistemas e produtos, de competidores reforçando estratégias e, até mesmo, de anúncios importantes ao mercado.

    Nesse último aspecto da Ifat, chamou atenção a presença, com um grande e movimentado estande, da alemã Basf, que foi à feira mostrar seus planos globais para o mercado da água. Além da importância do anúncio se dever ao fato de a empresa ser a maior indústria química do mundo, e que agora conta com uma unidade de negócios na área (Basf Water Solutions), o interessante na exposição foi a divulgação da entrada do grupo no campo das membranas de ultrafiltração, o que só comprova o potencial de crescimento dessa tecnologia e o firme propósito da empresa alemã de se tornar provedora de soluções mais completas para água.

    Em agosto de 2011, a Basf comprou a conterrânea inge GmbH, importante fabricante de membranas e skids de ultrafiltração. Além de já ter extenso portfólio de produtos químicos para tratamento de água potável, efluentes e água industrial, como floculantes, coagulantes, inibidores de corrosão, anti-incrustantes, biocidas e agentes quelantes, muitas vezes formulados sob medida para demandas industriais específicas, a Basf com a aquisição agora conta também com uma solução física de futuro. E isso justamente por, entre outras vantagens, diminuir a quantidade de insumos químicos no tratamento de água, o que teoricamente pode parecer um contrassenso para uma empresa tão ligada à química como a Basf.

    Mas é só se atentar às explicações do vice-presidente de marketing e gerenciamento de produto da unidade de negócios da Basf, Thomas Kreuzer, para verificar que não há nenhuma contradição na aposta na ultrafiltração. “Era o que estava faltando para a empresa entrar com mais foco no mercado da água. O uso das membranas cresce de forma irreversível em todo o mundo e temos know-how, como especialistas químicos, para melhorar ainda mais o desempenho delas”, disse Kreuzer.

    química e derivados, vice-presidente de marketing e gerenciamento de produto da unidade de negócios da Basf, Thomas Kreuzer, membranas

    Kreuzer: faltavam as membranas para a Basf entrar de vez na água

    E foi o que a Basf já fez nas membranas da inge, segundo continua a explicar o vice-presidente. “A sinergia possibilitou que melhorássemos a resistência da membrana”, disse. Isso foi possível também porque antes mesmo de resolver comprar a empresa, a Basf já era fornecedora da resina principal da membrana, a polieterssulfona (PES). Por ter bastante conhecimento técnico sobre o polímero, conseguiu modificar sua resistência à incrustação (fouling) com o uso de aditivos especiais. “Nesse pouco tempo a membrana já melhorou”, disse.

    A membrana de ultrafiltração é denominada Multibore, com poros de fibra oca (hollow fiber) entre 10 e 20 nanômetros (3 mil vezes menor do que o diâmetro de um fio de cabelo), que combina sete capilaridades individuais em uma altamente robusta fibra, capaz de remover sólidos suspensos, bactérias, germes e vírus de águas poluídas. “Sua robustez aumenta a estabilidade da membrana e elimina o risco de quebra das fibras”, explicou Kreuzer, executivo oriundo da inge GmbH, empresa de Greifenberg, na região de Munique, com dez anos de existência, período no qual foram instaladas várias grandes instalações pelo mundo,

    Uma vantagem competitiva da empresa incorporada é ela ser especializada não apenas na membrana, mas também na construção dos módulos tubulares e nos sistemas compactos integrados (racks) com as membranas. Os módulos são denominados dizzer XL e dispostos em dois modelos, um incorporando as membranas Multibore 0.9; o outro, a Multibore 1.5 m, com 60 m² e 40 m² de área de contato respectivamente.


    Página 1 de 512345

    Compartilhe esta página







      Um Comentário


      1. Gustavo

        Gostei muito dessa reportagem. Parabéns!



      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next