Petróleo & Energia

16 de junho de 2009

Brasil offshore 2009: Feira cresce e atrai estrangeiros – Volume de reservas em alto mar atiça o apetite global e quebra o recorde de participação

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Química e Derivados, Petróleo e Energia, Brasil Offshore

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    om mais de 600 expositores – dos quais 140 empresas internacionais –, a 5ª Brasil Offshore se consagra como a terceira maior feira mundial da indústria offshore, a maior da América Latina e a segunda do país no segmento de óleo e gás. O evento, que vai se realizar entre os dias 16 e 19 de junho, no Macaecentro, em Macaé – base logística estratégica de todas as operações no mar da Bacia de Campos, no Norte Fluminense –, cresceu 18% em relação à quarta edição, tanto em participação como em área ocupada (aproximadamente 31 mil m²).

    Os números da feira, com mais de 1.300 marcas de empresas de 33 países, além do Brasil, indicam a imunidade à crise financeira internacional e à gripe suína, que provocaram desfalques na Offshore Technology Conference – OTC 2009, que é aclamado o principal evento de petróleo do planeta. Um deles foi justamente da Petrobras: a participação da estatal brasileira se restringiu ao pessoal da Petrobras America, com raríssimas apresentações de executivos e técnicos da companhia que estão envolvidos diretamente no desenvolvimento do pré-sal, o tema de maior interesse da indústria petrolífera mundial.

    Química e Derivados, Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore, Brasil Offshore

    Eric Henderson: feira tem mais área e expositores, apesar da crise

    “Apesar da crise, a demanda das empresas interessadas em participar foi intensa e são esperados 45 mil profissionais do setor, o que confirma o evento como o principal produtor e gerador de negócios dessa indústria”, afirma Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore. Ele observa que, a despeito das dificuldades econômicas, houve um crescimento significativo em área, número de expositores e de participantes estrangeiros. “O grupo de empresas é extremamente diversificado, com companhias do porte da ExxonMobil, DHL, Seadrill, Trumpf, Copabo, National Oilwell Varco, entre outras, indicando a importância do evento para o mercado e atestando que a Brasil Offshore continua crescendo”, afiança. A norte-americana ExxonMobil, uma das maiores em óleo e gás do mundo, aparece pela primeira vez nesta edição da feira e é um dos seus destaques.

    De acordo com a coordenadora de Marketing/Operacional da feira, Luciana Essencio, uma nova tenda teve de ser considerada no plano da Brasil Offshore 2009 para abrigar o número de expositores. “A estrutura e a logística envolvidas na organização de um evento dessa magnitude se intensificaram, exigindo um empenho ainda maior dos parceiros e fornecedores para garantir o sucesso do evento.” Entre os maiores estandes estão Petrobras, Schlumberger, Goodyear, Gaia, Fluxo, Odebrecht, Estaleiro Mauá e National Oilwell Varco.

    A Brasil Offshore 2009 reúne empresas dos seguintes países: Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha,Grécia, Irlanda, Is­rael, Itália, Japão, Coreia, México, Noruega, Cingapura, Eslovênia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Holanda, Trinidad & Tobago, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos, além da Venezuela e Índia, que participam pela primeira vez.

    Diferenciais deste ano – Henderson lembra que esta é a primeira edição da Brasil Offshore sob o comando da Reed Exhibition Alcantara Machado, em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Ele lembra que a empresa adquiriu a MG do Brasil no final do ano passado, tornando-se detentora do evento. “Essa mudança traz ganhos importantes porque assegura à feira uma internacionalização ainda maior, uma vez que a Reed Exhibition organiza mais de 500 eventos pelo mundo, entre os quais, a Offshore Europe, um dos principais do setor e que é realizada em Aberdeen, na Escócia”, afirma.

    A parceria inédita com o IBP também é um dos grandes diferenciais da edição deste ano, segundo o diretor. “Isso significa que serão discutidos os temas mais importantes da indústria offshore no país”, afirma Henderson. Maior prova disso é que o IBP acertou com a Offshore Technology Conference (OTC) a realização de uma conferência internacional, intitulada “Brazil Offshore: The Next Frontier”, que faz uma alusão direta às recentes descobertas de petróleo e gás nas camadas do pré-sal, posicionando o Brasil no centro das atenções do mercado de petróleo.


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