Produtos Químicos e Especialidades

2 de março de 2013

Galvanoplastia – Clientes importam mais peças prontas, mas setor se defende com tecnologia

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Galvanoplastia, nanotecnologia e banhos aumentam competitividade

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    á para imaginar o quanto foi complicada a conjuntura mercadológica enfrentada em 2012 pelos fabricantes de produtos para tratamento de superfícies instalados no Brasil. Basta verificar o péssimo desempenho da indústria de transformação, seu principal cliente, gerando um profundo impacto nos negócios. A indústria automobilística, especificamente, no decorrer do ano, recorreu em larga escala à importação de autopeças, que chegam aqui já tratadas. Nesse caso, a perda é dupla, pois além de ser um cliente extremamente relevante, as montadoras de automóveis são grandes impulsionadoras do desenvolvimento das tecnologias desse setor.

    A competitividade exige, porém, a manutenção do ritmo de desenvolvimento e, para assegurá-lo, os fabricantes dos produtos para tratamento de superfícies parecem hoje privilegiar, em lugar das grandes inovações, os conceitos atualmente indispensáveis da sustentabilidade ambiental e do incremento da produtividade. Nesse segundo quesito, destaca-se a busca pela redução dos tempos necessários aos banhos nos quais há a eletrodeposição.

    Química e Derivados, José D'Amaro, Tecnorevest, temperaturas maiores

    D’Amaro: banhos de zinco com temperaturas maiores

    A Anion, empresa do grupo MacDermid, recentemente lançou um aditivo com o qual é possível reduzir em até 25% o tempo de eletrodeposição em peças niqueladas e cromadas, empregadas em artigos como cadeiras e mesas. “E no segmento anticorrosivo, há cerca de três anos, para produzir um lote de peças internas de automóveis – como parafusos e fixadores, nos quais geralmente são aplicadas ligas de zinco – eram necessárias duas ou mais horas de eletrodeposição; hoje, basta uma hora”, compara Airi Zanini, diretor-geral do grupo MacDermid na América do Sul.

    Segundo ele, essa evolução decorre do desenvolvimento de novos aditivos, tais como abrilhantadores e complexantes, que colaboram com esse ganho. “Na maioria dos processos o que atualmente faz a diferença é o aditivo”, destaca Zanini.

    A Tecnorevest – cuja compra pelo mesmo grupo MacDermid, controlador da Anion, foi finalizada em 2012 – oferece um banho de zinco que permite o desenvolvimento do processo em temperaturas superiores àquelas nas quais ele normalmente é realizado (mais especificamente, banhos até 50ºC). “Com temperaturas maiores, há maior densidade de corrente e, com isso, pode-se trabalhar com banhos de menor duração”, explica José Carlos D’Amaro, diretor da área de platting da Tecnorevest.

    Escala nano – Também a nanotecnologia tem uso cada dia mais disseminado no mercado do tratamento de superfícies, especialmente nas atividades relacionadas às etapas preliminares e posteriores ao tratamento e à pintura.

    Na Henkel, amplia-se o portfólio de produtos para pré-pintura de base nanotecnológica. Inicialmente composto pela linha Bonderite NT-1 – voltada para os fabricantes de produtos da linha branca, mas hoje utilizada também em automóveis –, ela agora inclui ainda a linha TecTalis, especificamente projetada para atender às exigências da indústria automobilística (ambas as linhas contêm nanopartículas cerâmicas).

    Química e Derivados, Marcelo Cardaci, Henkel, nanotecnologia substitui pré-pintura

    Cardaci: nanotecnologia substitui pré-pintura à base de fosfatização

    A Henkel oferece também soluções mais tradicionais de pré-pintura à base de fosfatização, mas elas vêm sendo crescentemente substituídas pela nanotecnologia, como observa Marcelo Cardaci, gerente de negócios da divisão de adesivos automotivos da empresa. “A indústria da linha branca praticamente não usa mais a fosfatização, e cresce o uso da linha Bonderite também nas autopeças”, diz Cardaci. “E já temos no Brasil uma linha que trabalha com a linha TecTalis.”

    Produtos nanotecnológicos, explica, são ambientalmente mais amigáveis, minimizam a geração de borra, consomem menos água e menos energia, pois são aplicados à temperatura ambiente.

    Já a Itamarati, como informa o diretor Douglas Fortunato de Souza, disponibiliza uma solução de base nanotecnológica capaz de aumentar em até quatro vezes a resistência à corrosão dos banhos de níquel. Ela conjuga as vantagens de duas tecnologias tradicionalmente utilizadas para conferir maior resistência aos processos de niquelação: níquel fissurado e níquel poroso (as fissuras e as porosidades auxiliam na adesão do zinco às superfícies). “Individualmente, cada um desses dois métodos tem suas deficiências – referentes, por exemplo, a aplicações nas extremidades – e nossa tecnologia combina as vantagens de ambos”, afirma Souza.

    Na Itamarati, ele prossegue, há outro produto que recorre à nanotecnologia: um passivador para banhos de níquel com ação bactericida, para ser usado, por exemplo, em metais hospitalares.

    Nanopartículas de silício são utilizadas também em passivadores de banhos de zinco: “Mergulha-se a peça zincada em uma solução ácida contendo cromo trivalente e partículas de silício, e a combinação entre zinco, cromo e silício confere uma proteção extra”, explica Maurício Furukawa Bombonati, gerente de GMF (General Metal Finishing), da Atotech.


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      Um Comentário


      1. ADRIANO HENRIQUE DONADON

        GALVANIZAÇÃO PARA PARAFUSO



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