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14 de outubro de 2009

Flexografia – Conferência destaca cura por feixe de elétrons

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Publicado por: Rose de Moraes
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    s mais avançadas tecnologias para impressão flexográfica foram destaque na Conferência Internacional de Flexografia 2009, primeiro fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo/FTABrasil) e a Reed Exhibitions Alcantara Machado. Realizada nos dias 9 e 10 de setembro no hotel Holiday Inn do parque Anhembi,em São Paulo, reuniu dezenas de palestrantes nacionais e internacionais, algumas centenas de empresários e executivos em busca de inovações para os mercados de banda larga e estreita, bem como de soluções mais sustentáveis.

    Um dos objetivos do evento foi contribuir para a evolução do parque de impressão flexográfica do país, hoje formado por mais de 2 mil convertedores de embalagens flexíveis, etiquetas e rótulos, usuários da flexografia. A forte presença de grandes clientes dos setores de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, petfoods, entre outros, aliada à força produtiva de grandes fabricantes mundiais de filmes flexíveis, certamente posiciona o mercado brasileiro como uma das regiões estratégicas para receber novas tecnologias e para investimentos em novos sistemas de impressão sem engrenagens (gearless), em processos de laminação sem solventes (solventless), incluindo maior interesse pelos mais recentes sistemas de gravação digital de chapas, dentro de padrões mais modernos de eficiência e de sustentabilidade.

    Química e Derivados, O congresso concentrou palestras sobre impressão sustentável , Flexografia

    O congresso concentrou palestras sobre impressão sustentável

    A considerar pelo conteúdo das apresentações, a modernização da flexografia em moldes mais sustentáveis abre novas oportunidades de negócios, mas também representa uma forma de fidelizar e conquistar os exigentes clientes globais e, consequentemente, promove a evolução mais rápida do setor.

    Uma das inovações apresentadas durante as conferências veio da Sun Chemical, sediada nos EUA. Atenta às regulamentações ambientais, cada vez mais restritivas ao uso de substâncias capazes de agredir o meio ambiente, a empresa desenvolveu uma tinta especial para impressão flexográfica de filmes, curada por feixes de elétrons incidentes sobre a tinta, tecnologia conhecida pela sigla EB (electron beam), que dispensa o uso de fotoiniciadores.

    “A tecnologia WetFlex de tintas para EB foi desenvolvida pela Sun Chemical em parceria com a Comexi e a DuPont, e estão disponíveis desde 2007, embora seu desenvolvimento tenha começado no ano 2000 em uma de nossas unidades na Alemanha”, informou José Vitor Rychert, gerente técnico da unidade de negócios Liquid Inks, da Sun Chemical do Brasil, de Guarulhos-SP. Um dos criadores do sistema WetFlex da Sun Chemical, o dr. Volker Linzer proferiu palestra na manhã do dia 9.

    Segundo Rychert, o grande mercado para a introdução das tintas curáveis por EB é ocupado pelas tintas em base solvente, que ainda detêm participação de quase 60% sobre o mercado total de tintas para impressão flexográfica, enquanto as tintas em base água respondem por 35% e as tintas curáveis por ultravioleta (UV) representam 5%. “As tintas de cura por EB atendem os mercados que pretendem se livrar das emissões de voc (compostos orgânicos voláteis), e oferecem qualidade de impressão próxima do alcançado pelas tintas UV”, comparou Rychert. A tinta EB não usa solventes, cura instantaneamente e não deixa resíduos de amônia e de outras substâncias nos substratos ou mesmo nos produtos acondicionados nas embalagens.

    Mais encorpada do que uma tinta para impressão flexográfica convencional, é também menos encorpada em relação a uma tinta pastosa para impressão offset. O grau de viscosidade das tintas para cura por EB impede a interação entre as várias camadas de tintas e cores previstas no processo de impressão, admitindo a sobreposição das tintas, camada a camada. “As misturas das várias camadas de tintas não ocorrem em virtude da própria consistência das tintas, cujas faixas de viscosidade vão desde 150 cps (centipoise) até 300 cps, mas também pela força de coesão da primeira camada de tinta que irá aderir ao substrato plástico”, explicou o gerente. Para efeito de comparação, uma tinta offset apresenta faixas de viscosidade que vão desde 400 cps até 800 cps.

    As tintas para cura por EB têm as mesmas propriedades e composições das tintas de cura por UV, sendo formadas por oligômeros, pigmentos e monômeros, mas apresenta a grande vantagem de não requerer fotoiniciadores, que geram componentes migratórios e odor, não sendo responsáveis, portanto, pela emissão de voc e permitindo impressões de alta resolução com até 80 linhas por centímetro no fotopolímero.

    O conceito de equipamentos para a cura por feixe de elétrons (EB) também foi alvo da conferência proferida por Richard Sanders. Gerente de marketing e vendas para a América do Norte da Energy Sciences Inc.(ESI), considerada líder mundial em sistemas de cura EB, subsidiária da Iwasaki Electric Co., e representada no Brasil pela Intermarketing, o especialista destacou os benefícios para tintas, vernizes e adesivos em embalagens flexíveis, como cura instantânea, maior produtividade, alto brilho e alta resistência e ausência de contaminantes.

    Considerando o grande parque flexográfico do Brasil, ao se adquirir um sistema de cura por EB pode-se eliminar todo o conjunto de secadores acoplados às impressoras flexográficas convencionais, bem como remover o forno. Pode-se apenas desligar esses componentes, transformando uma impressora convencional num sistema híbrido de impressão, como sugeriu o engenheiro Oliver Venezia, vice presidente da Intermarketing Brasil.
    Enquanto a impressão flexográfica convencional oferece capacidade de resolução de imagens em torno de 40 a 50 linhas por centímetro, a impressão flexográfica com cura por EB propicia resoluções na faixa de 80 linhas por cm. “Além de oferecer melhor qualidade final, um sistema de cura por EB custa menos do que um sistema convencional de secagem, sendo que os equipamentos fabricados pela ESI tanto para flexografia de banda estreita como para banda larga apresentam preços entre US$ 400 mil e US$ 700 mil, com velocidade de 500 metros por minuto, com filmes desde 70 cm até 1,65 m de largura”, detalhou Venezia.


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