Máquinas e Equipamentos

18 de janeiro de 2013

Filtros – Sistemas Autolimpantes e Hiperbáricos modernizam a separação industrial

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Filtros, Sistemas Hiperbáricos, Sistemas Autolimpantes, Separação Industrial

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    o mesmo tempo em que se apresentam como provedores de soluções completas para separações industriais, os fabricantes de filtros buscam oferecer tecnologias capazes de reduzir etapas e desperdícios, minimizar a necessidade de paradas e atender às questões mais específicas. Atualmente, uma das tecnologias mais enfatizadas por essa indústria é composta pelos chamados filtros hiperbáricos, nos quais o processo de filtração é realizado em uma câmara de pressão positiva, e não sob vácuo, ainda mais comum em muitos processos.

    Até mesmo por serem ainda importados, os filtros hiperbáricos por enquanto são utilizados em escala muito pequena no país: basicamente no setor de mineração, no qual a produtora de alumínio Alunorte os emprega no desaguamento de bauxita.

    Mas, em outros países, empresas como a Andritz Separation já têm a tecnologia dos filtros hiberbáricos aprovada em aplicações como na produção de ácido tereftálico e de ácido adípico, entre outras. “Essa é uma tecnologia muito adequada para produtos que requerem operação contínua e com contenção do produto”, destaca Miguel Brito, gerente de indústria de tecnologias de separação da Andritz.

    Segundo ele, por trabalharem com pressão superior, comparativamente aos filtros a vácuo – respectivamente, cerca de 6 bar e 3 bar –, os filtros hiperbáricos são mais eficientes. “E, por confinarem os filtros em vasos de pressão, eles minimizam a exposição do operador e do ambiente ao produto em processamento”, destaca o gerente da Andritz.

    Filtros hiperbáricos, complementa Matthias Hatzenbuehler, diretor-geral da Bokela – que os denomina hi-bar –, em determinados processos podem até substituir diversos equipamentos. Por exemplo, na separação do ácido tereftálico. “Nesse processo, um único filtro hi-bar pode substituir um processo de três estágios com decantadores pressurizados, tanques com agitadores e centrífugas”, detalha.

    A Bokela, conta Hatzenbuehler, desenvolveu um processo de aplicação de vapor superaquecido durante a filtração, capaz de reduzir ainda mais a umidade da torta formada no processo. E compôs com a Andritz o consórcio fornecedor dos filtros hiperbáricos hoje utilizados na Alunorte (que operam, porém, sem a aplicação do vapor). Segundo ele, na China e na Coreia, empresas como Samsung e Pengwei já utilizam filtros hi-bar na produção de ácido tereftálico, e na Alemanha essa tecnologia já é aproveitada por produtores de pigmentos como Merck e Lanxess. Segundo Hatzenbuehler, esses filtros começam a ser utilizados em outras aplicações, como a produção de nitrocelulose.

    De acordo com o diretor da Bokela, equipamentos hi-bar conseguem desaguar partículas mais finas, geram tortas menos úmidas e alcançam maior produtividade. No Brasil, ele pondera, eles ainda são pouco utilizados não apenas por serem menos conhecidos, mas também porque seu preço inicial individual, normalmente já mais elevado, aqui é ainda majorado pelos custos associados à importação. Mas essa análise de custos deve considerar alguns fatores, observa Hatzenbuehler. “Geralmente, os filtros hiperbáricos exigem menos unidades que os sistemas a vácuo”, compara. “Vejo nesses filtros um mercado crescente e muito promissor.”

    Sem parar para limpar – Fatores como a crescente demanda por operações com menos paradas e a redução de descartes conduzem o desenvolvimento da tecnologia de separação de sólidos e líquidos para a substituição dos equipamentos fundamentados em bolsas e cartuchos por aqueles dotados de sistemas de autolimpeza.

    Química e Derivados, Filtros, Alfredo Luz, Gerente de Marketing do grupo Filtração da Eaton

    Luz: autolimpantes para substituir bolsas e cartuchos

    Atualmente, observa Alfredo Luz, gerente de marketing do grupo filtração da Eaton, até os segmentos industriais nos quais é intenso o uso de bolsas e cartuchos – por exemplo, alimentos e tintas – caminham para os equipamentos autolimpantes. “Eles têm custo inicial mais elevado, mas podem gerar economia para qualquer segmento industrial”, justifica.

    Por enquanto, ele ressalva, equipamentos com autolimpeza se adaptam especialmente às indústrias cujos rejeitos são compostos por partículas maiores, e estão presentes em maior quantidade. Quem precisa filtrar partículas menores, abaixo de um micrômetro – caso dos produtores de bebidas e do setor farmacêutico –, ainda tem que recorrer aos bags e cartuchos (aliás, também oferecidos pela Eaton).

    Mas, de acordo com Luz, ao mesmo tempo em que se aprofundam as pesquisas destinadas a substituir esses itens descartáveis nas filtrações mais refinadas, quem trabalha com partículas maiores amplia a demanda por outras tecnologias, por exemplo, pelos filtros metálicos tubulares com sistema de retrolavagem, nos quais os elementos filtrantes são tubos metálicos com poros dimensionados para diversos tamanhos de partículas.

    Na Eaton, conta Luz, esses filtros podem ser configurados em conjuntos integrados, que podem conter entre sete e 28 tubos, cuja capacidade de retenção varia entre um e 1.700 micrômetros. Essa tecnologia é modular, e permite a posterior adição de outros desses conjuntos de tubos.


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      Um Comentário


      1. Realmente uma das melhores vantagens da separação de sólidos e líquidos com um filtro autolimpante sera a não necessidade de parar o processo para o limpar (ou seja, ser continuo). Desconhecia a terminologia de filtros hi-bar, muito obrigado pela boa informacao, e concordo plenamente com o que Alfredo Luz informa: cada vez mais os sectores industriais de tintas e alimentos estão a mudar para equipamentos autolimpantes.



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