Petróleo & Energia

25 de outubro de 2013

Fenasucro: Sinais de recuperação do setor de açucar e etanol agitam a cadeia produtiva

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Edição de 2012 reuniu público, apesar da crise

    Edição de 2012 reuniu público, apesar da crise

    FENASUCRO – 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética

    Data: 27 a 30 de agosto de 2013
    Horário: 13h às 20 horas
    Local: Centro de Eventos Zanini,  Sertãozinho, São Paulo
    Mais informações em http://
    http://www.fenasucro.com.br/

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    rogramada para 27 a 30 de agosto, a 21ª Fenasucro (Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética) acontecerá em um momento crucial para o setor. Afinal, depois de um longo período de graves dificuldades iniciado com a crise global de 2008 – que contrastou muito intensamente com a euforia vivida nos primeiros anos deste século, quando o então presidente Lula até imaginava o Brasil como uma “Arábia Saudita do biocombustível” –, a indústria da cana-de-açúcar parece agora apresentar sinais de possível retomada dos investimentos e de expansão simultânea dos negócios.

    Química e Derivados, Fenasucro: Sinais de recuperação do setor de açucar e etanol agitam a cadeia produtiva

    Os sinais ainda são insuficientes para indicar uma recuperação sólida e duradoura, especialmente por não haver hoje nenhuma garantia de consolidação do etanol, fundamental para essa indústria, como substituto economicamente viável para a gasolina (em algumas regiões brasileiras até voltou a haver essa concorrência, porém ela não é ainda generalizada por todo o país, nem se sabe por quanto tempo ela perdurará).

    Além disso, os investimentos por enquanto se concentram na etapa agrícola dessa atividade, e não há certeza de destinação de quantidade compatível de recursos para sua vertente industrial, dedicada ao processamento dessa matéria-prima.

    Química e Derivados, antonio-eduardo-tonielo-filho__ceise-br

    Tonielo: setor investiu R$ 8 bi para renovar e ampliar canaviais

    Mas, embora com perspectivas ainda tênues e horizontes pouco definidos, essa atual conjuntura parece injetar algum ânimo nos integrantes do mercado ao qual se dedica a Fenasucro. Caso de Antonio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), entidade – localizada no município de Sertãozinho, cidade sede do evento – que congrega fornecedores de produtos e serviços destinados a esse setor.

    Este ano, prevê Tonielo, a Fenasucro gerará negócios estimados em aproximadamente R$ 2,2 bilhões e isso representará uma expansão de 10% em relação àqueles realizados na edição anterior. A indústria fundamentada na cana-de-açúcar, ele argumenta, retomará investimentos, até porque este ano ela ocupará quase que integralmente sua capacidade de produção.

    Nos últimos dois anos, relata o presidente do Ceise Br, houve no Brasil investimentos de aproximadamente R$ 8 bilhões na renovação e ampliação de canaviais sem ter havido simultâneo investimento na estrutura de processamento dessa matéria-prima. Resultado: “Neste ano, dependendo das condições climáticas, nem será possível moer toda a safra, sobrará cana em pé”, calcula.

    E, assim como se amplia a safra da cana, crescerão também os números referentes aos participantes da Fenasucro, como acredita Fernando Barbosa, diretor desse evento na organizadora Reed Multiplus. Essa expansão, ele ressalva, não terá números muito significativos, ficando próxima a 4% (ver box com mais informações). “Pensando no atual momento da economia e da indústria sucroenergética, estamos satisfeitos com esse resultado”, ressalta Barbosa. “A Fenasucro existe há 21 anos e, nesse período, nós já passamos por momentos até mais difíceis que o atual; agora, esse setor começa a pensar em retomada de investimentos”, observa.

    Gargalo na indústria – Será significativamente maior este ano, afiançam as projeções da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o volume de cana moído na região Centro-Sul, responsável por aproximadamente 90% da produção dessa indústria no Brasil, comparativamente àquele referente à safra 2012/13. Mesmo na safra anterior, aliás, já havia crescido a quantidade de cana processada, revertendo-se então em um movimento de acentuada queda de produção (ver Tabela 1). No auge dessa queda, a falta de matéria-prima resultou em usinas trabalhando com grande capacidade ociosa.


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