Tecnologia Ambiental

15 de agosto de 2009

Prévia: FENASAN – Potencial do mercado anima expositores da feira do saneamento

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, FENASAN

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    vigésima edição da Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, a Fenasan, passará longe do pessimismo que sonda a economia nacional e mundial. Pelo menos essa é a convicção da Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp), a organizadora do tradicional evento a ser realizado entre 12 e 13 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo. Segundo o presidente da Aesabesp, Luiz Narimatsu, a procura por estandes surpreendeu e já a três meses do evento todo o espaço da feira estava vendido. Com 152 expositores confirmados, Narimatsu chamou a atenção para a longa fila de espera que se formou de pretendentes a um estande. “Muitas empresas mantiveram a esperança até o último momento de ocupar o espaço de algum desistente, o que foi difícil de ocorrer”, comemorou o dirigente da associação. A razão para o sucesso tem a ver, em uma primeira análise, com a consolidação da Fenasan como a principal feira do saneamento da América Latina. Mas provavelmente seu grande incentivo se fundamente mais numa questão conjuntural: hoje, o saneamento básico no Brasil representa uma grande oportunidade de negócios.

    Química e Derivados, Luiz Narimatsu, Presidente da Aesabesp, FENASAN

    Luiz Narimatsu: houve fila de espera para pretendentes a expor na feira

    “O mercado está muito aquecido e ainda há muito a ser feito no Brasil”, afirmou Narimatsu. Prova disso, além da grande procura por estandes, será a participação de empresas israelenses firmemente interessadas nas oportunidades com o saneamento no Brasil. Os israelenses criaram uma missão empresarial para tentar prospectar novos negócios na Fenasan. “E isso sem falar nos outros estrangeiros, como franceses, italianos e alemães, que estarão representados por várias empresas expositoras e entre os 15 mil visitantes esperados”, completou.

    O clima positivo em torno da feira, levando-se em conta o aspecto conjuntural do setor de saneamento, deve ser mais creditado às expectativas de longo prazo. Isso porque, na atualidade, apesar do bom ritmo de obras, há ainda uma sensação de que muito mais poderia ser feito. Dá até para resumir em números essa situação: apesar de o orçamento federal reservar R$ 4,6 bilhões para investir em saneamento – via recursos do FGTS – em 2009, apenas R$ 34,3 milhões foram contratados no primeiro semestre. A explicação é a de sempre: o alto endividamento dos estados, municípios e empresas de prestação de serviços impede a obtenção do crédito do FGTS administrado pela Caixa Econômica Federal.

    A situação do setor é bem explicada por Gilson Afonso, o presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (Sindesam). Para ele, no primeiro semestre de 2009, as encomendas foram lastreadas em obras de saneamento de alguns municípios e companhias estaduais, poucas delas na relação de obras do famigerado PAC. Projetos com maior velocidade e efetividade para os associados do Sindesam ocorreram com a Petrobras, seguidos por financiamentos do BNDES por meio das parcerias público-privadas (PPPs) para alguns poucos governos estaduais e companhias municipais com saúde financeira. Nesses últimos casos, houve também o pequeno uso do FGTS.

    Química e Derivados, Gilson Afonso, Presidente do Sindesam, FENASAN

    Gilson Afonso: PPPs têm força para universalizar o saneamento

    Apesar de a crise financeira não ter atingido a confiança dos organizadores da Fenasan, a impressão deixada para os fornecedores da área é um pouco diferente. Basta comparar com o cenário e a expectativa anteriores à chegada da “marolinha” ao Brasil. Para o Sindesam, que vinha de um 2008 excelente, isso se refletiu em uma queda brusca no projetado para 2009. Acompanhando o ritmo dos investimentos, o sindicato previa um crescimento de 30% nas vendas. Mas, já no primeiro quadrimestre, o percentual caiu pela metade. Em relação ao mesmo período de 2008, as vendas dos associados cresceram 15%. E a tendência é esse crescimento se repetir no acumulado do ano. “Isso não significa que estejamos voltando aos duros tempos do passado. Pelo contrário, houve apenas um impacto, mas ainda estamos crescendo e tudo leva a crer que o saneamento é o negócio do futuro no Brasil”, ressaltou Afonso.


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