Tecnologia Ambiental

8 de agosto de 2011

Fenasan – Feira mostra saídas tecnológicas para melhorar o ambiente

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados, Fenasan 2011, Feira mostra saídas tecnológicas para melhorar o ambiente

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    lgumas centenas de toneladas de lodos e efluentes tratados na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) de La Farfana, em Santiago do Chile, já permitem recuperar a flora e a fauna locais, e beneficiar áreas agrícolas dos arredores que fazem uso de águas descontaminadas nas lavouras, propiciando, ainda, retornar aos rios e córregos 760 milhões de litros de águas limpas e transparentes. O empreendimento, considerado a maior planta de tratamento de efluentes urbanos da América do Sul, causa admiração a qualquer país. Instalado e operado pela Degrémont Sudamérica, a ETE chilena serve de exemplo de ação efetiva de tratamento e de respeito aos recursos naturais.

    Mais perto daqui, em Natal-RN, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está prestes a dar partida a um dos mais modernos sistemas modulares de desinfecção de esgoto por radiação ultravioleta, que permitirá lançar no rio Potengi (rio de camarões, em tupi-guarani) efluentes tratados e descontaminados, para que o principal estuário potiguar volte a ser um grande viveiro de peixes. Fornecido pela ITT Water & Wastewater Latin America, esse sistema, projetado para comportar 180 lâmpadas UV, deverá promover, inicialmente, a desinfecção de 30% do esgoto produzido em Natal, alcançando numa fase final, prevista para 2025, o tratamento e a desinfecção de todos os efluentes daquela capital numa vazão de 2.300 m³/hora.

    Ambos os projetos atestam a viabilidade de reverter a poluição ambiental por meio do tratamento de recursos naturais. Essas e muitas outras tecnologias para tratamento de águas e efluentes domésticos e industriais ganharam destaque na 22ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, a Fenasan 2011, realizada de 1º a 3 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, sob a organização da Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), alcançando êxito em público (mais de 10 mil visitantes) e pela presença de quase 200 expositores.

    Veterano no setor, o engenheiro civil e sanitarista Cícero Fernandes Neto, coordenador da ETE do Baldo, vinculada à Caern, não escondia o entusiasmo perante a possibilidade de ver partir o empreendimento de Natal ainda neste ano. Ao fazer os cálculos dos efluentes que serão descontaminados, ele computou inicialmente o tratamento e a desinfecção de 450 litros/segundo pela irradiação de 180 lâmpadas UV, elevando-se, numa segunda fase, para 675 litros por segundo, até chegar a 2.800 litros/segundo, volume atual de todo o efluente gerado por 900 mil habitantes da capital do Rio Grande do Norte.

    Revista Química e Derivados, Cícero Fernandes Neto, coordenador da ETE do Baldo, vinculada à Caern (esq.) e Paulo Lisboa, gerente de marketing da ITT Water & Wastewater Latin America

    Neto (esq.) e Lisboa: sistema UV para desinfecção em Natal-RN

    Com faturamento anual na casa dos US$ 11 bilhões, a ITT Corporation, um conglomerado de empresas sediado nos Estados Unidos e com negócios em vários setores, até no campo bélico, já construiu pela ITT Water & Wastewater, com sede na Suécia, várias instalações no Brasil, principalmente voltadas a manter despoluídas praias do litoral da Bahia. “O nosso maior sucesso está na instalação de soluções para tratamento e desinfecção de efluentes em santuários ecológicos”, afirmou Paulo Lisboa, gerente de marketing da ITT Water & Wastewater Latin America, empresa que, a partir de outubro, passará a ser denominada Xylem Brasil Soluções para Água e Tratamento de Efluentes.

    As perspectivas de investimento no setor de saneamento no Brasil, segundo Lisboa, são grandes, prevendo contar com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento.

    São justamente essas projeções positivas que estimularam a participação da empresa na feira e a apresentação ao público de uma das mais avançadas tecnologias para desinfecção por radiação UV, a Tak 55, desenvolvida pela Wedeco, adquirida pela ITT em 2004. Instalada nos canais finais das estações de tratamento de efluentes, essa tecnologia tem concepção modular e atua com vazões desde 500 l/h, estando o maior equipamento até hoje instalado pela empresa na Nova Zelândia, dimensionado com 7.776 lâmpadas UV e para vazões até 50 mil m³/h.

    Além do Tak 55, a empresa destacou a nova geração de lâmpadas UV Wedeco Ecoray. Fabricadas com quartzo ultrapuro, em faixas de potência de 350 até 700 watts, são mais estáveis, eficientes e duráveis do que suas antecessoras, e alcançam o máximo de eficiência energética e de transparência.

    Segundo Lisboa, a radiação UV aplicada nos efluentes tratados quebra o DNA dos micro-organismos, impedindo, assim, a sua reprodução. As novas lâmpadas são produzidas com 80% menos mercúrio, com a capacidade de transformar 40% do consumo de energia em radiação UV.


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