Química

22 de setembro de 2008

Fenasan 2008 – Saneamento mostra competência tecnológica e legislativa em resposta ao alerta da ONU

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Publicado por: Hilton Libos
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    ão poderia ser mais apropriado o slogan aludindo ao advento de uma verdadeira nova era com a abertura de horizontes para o setor de águas e esgotos, na 19ª edição da Feira Nacional de Materiais e Equipamentos para Saneamento – Fenasan 2008, no Expo Center Norte, em São Paulo, entre 19 e 21 de agosto. Segundo os organizadores do evento na Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp), a feira superou as conseqüências previsíveis de sua proposta como o “mais importante evento mercadológico do setor”, para se apresentar como uma pronta resposta da competência tecnológica, legislativa e fi nanceira local ao alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) para a necessidade de universalizar os serviços com qualidade no fornecimento de água potável e coletas de esgotos como ações preventivas de saúde pública, intrínsecas à declaração de 2008 como Ano Internacional do Saneamento.

    O recente estabelecimento de um marco regulatório – por meio da lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007 – como instrumento controlador e fiscalizador das atividades entre operadores de saneamento e prefeituras (leia box na pág 112) e o volume de investimentos já assegurados para o desenvolvimento de projetos de ampliação dos sistemas de águas nos próximos anos são 2008 – setembro – Química e Derivados 109 Texto de Hilton Libos e fotos de Cuca Jorge N os principais agentes catalisadores que aceleram as tendências de aquecimento do setor em um futuro próximo.

    Na opinião do presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp), Luiz Narimatsu, essas novas circunstâncias configuram a realidade ascendente do setor e, naturalmente, despertaram o senso de oportunidade dos empresários para a urgência de colocar as suas linhas de negócios com produtos e serviços em exposição na Fenasan 2008. A demanda por espaço na feira atingiu tal ponto que, na última hora de fechamento dos contratos de vendas dos estandes, os organizadores chegaram a levantar a hipótese de ampliar as áreas para os mezaninos do pavilhão amarelo do Expo Center Norte. Resultado: a abertura da feira contou com a participação de 146 empresas, o que representou o aumento de 40% na soma dos expositores em relação à sua edição anterior.

    Química e Derivados, Luiz Narimatsu,  Associação dos Engenheiros da Sabesp (Aesabesp),

    Fenasan 2008 – Saneamento mostra competencia tecnologica, financeira e legislativa em resposta ao alerta ONU

    A Fenasan 2008 também acabou batendo todos os seus recordes anteriores de público: algo em torno de 15 mil profissionais – de empresários e industriais a administradores, engenheiros sanitários, ambientais, técnicos e estudantes, além de pesquisadores de organismos públicos e da empresa privada, em busca da reciclagem e troca de experiências nos encontros de profi ssionais em torno das tecnologias para conter desperdícios de água potável e os impactos da nova regulação, para esclarecer detalhes do papel da recém-criada Agência Reguladora de Saneamento e Energia no Estado de São Paulo (Arsesp) na aplicação do novo marco legal para o setor.

    Aportes de investimentos – Num mapeamento de investimentos já aportados e previstos para a área de saneamento básico, na abertura da feira o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar da Cunha Tiscoski, anunciou investimentos de R$ 18,5 bilhões para o setor no primeiro quadrimestre de 2008. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, a informação desses investimentos, por si só, denota o potencial de expansão do setor – o que segundo ele justifica a recente criação de um conselho de saneamento ambiental na entidade que dirige.

    O estado de São Paulo tem assegurado o aporte de R$ 7 bilhões para buscar a meta da universalização no fornecimento de água tratada e, até 2010, chegar a pelo menos 84% na coleta de esgoto pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em 367 dos 645 municípios paulistas. Outros investimentos estão sendo destinados ao projeto Programa Onda Limpa – um programa de saneamento financiado por fontes japonesas, no valor de R$ 1,2 bilhão. Trata-se de um conjunto de empreitadas de obras e serviços, com o objetivo de aumentar a cobertura de coleta e tratamento de esgoto dos atuais 53% para 95% nos nove municípios da Baixada Santista, até o início de 2011.

    Sintonia fina: mercado x governo – Diante do volume dos investimentos previstos para saneamento e da expectativa de equilíbrio nas relações que o lançamento do novo marco regulatório legal do setor de saneamento proporciona, os operadores do sistema começaram a entabular suas táticas.

    O diretor da Poly Easy do Brasil, Renato Salomão, foi um dos empresários que aguçou o seu faro para a possibilidade de abertura de novos negócios no ramo de tubos e conexões. “Agora estão estabelecidas todas as condições para o poder público e a empresa privada entrarem em uma fase de sintonia fina”, afirmou o empresário da Poly Easy. De acordo com Salomão, durante os últimos quarenta anos o setor de saneamento instalou aproximadamente 400 mil quilômetros de tubulações na busca da cobertura da meta de 100% do fornecimento de água potável em todas as cidades brasileiras.


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