Química

19 de outubro de 2008

Feitintas – Linhas base d’agua chegam ao setor de repintura automotiva e ganham destaque na feira

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    emorou, mas finalmente os sistemas de repintura automotiva com base em água começam a chegar ao Brasil. Os 26 mil visitantes que percorreram os corredores do pavilhão  do Centro de Exposiçoes Imigrantes, em São Paulo, entre 17 e 20 de setembro, durante a VI Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos (Feitintas), puderam constatar que as principais empresas desse segmento se apressam em disponibilizar produtos e estratégias comerciais para preencher essa lacuna do mercado nacional. PPG, Dupont e Starquímica  aproveitaram o evento para apresentar seus sistemas de repintura base d’agua, enquanto a Sherwin-Williams, que lançou o seu em dezembro de 2007, esforçava-se para demonstrar a solução em workshops destinados a gestores de oficinas de pintura. A pioneira Glasurit não esta mais sozinha no mercado brasileiro.

    Como relatam representantes dos fabricantes de tintas automotivas, os lançamentos ocorrem para atender a uma demanda por produtos de menor impacto ambiental, solicitação já sentida entre os consumidores brasileiros. Mas os principais incentivadores da tecnologia são as seguradoras, dispostas a apresentar aos seus clientes uma alternativa de pintura ambientalmente correta, e algumas montadoras, já usuárias de tintas originais base d’agua, que estão impelindo suas redes de concessionárias autorizadas a seguir o mesmo caminho,

    Toyota, Honda e Renault são exemplos nesse sentido. O marketing da sustentabilidade, definitivamente, esta em alta.” Hoje, a responsabilidade ambiental já é um importante diferencial de mercado para seguradoras, montadoras e oficinas de pintura”, diz Cezar Rizzo, gerente de produtos da Starquimica.

    Os sistemas base d’agua não são novos. Na Europa, no Japãp, no Canada e nos Estados Unidos já se usa a tecnologia há mais de uma década em substituição aos tradicionais sistemas com solventes, atendendo a exigentes legislações ambientais que limitam a emissão de voláteis livres para a atmosfera. No Brasil, como não há o incentivo legal, os fabricantes de tintas não se sentiam, até recentemente estimulados a importar a tecnologia. Os sistemas para repintura automotiva base d’agua apresentam uma série de vantagens. O primeiro, é claro, é uma redução de até 90% na emissão de solventes. O sistema também reduz riscos à saúde do pintor, diminuindo problemas trabalhistas para as oficinas.

    Permite realizar a limpeza dos equipamentos de pintura com água comum, que pode ser trata e reutilizada. O poder de cobertura é superior aos sistemas com base em solventes, o que gera uma menor consumo de material. Por fim, o acabamento final é superior.

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    Carro repintado com a linha completa lançada pela DuPont

    Por outro lado, os sistemas base d’agua apresentam uma preço inicial entre 25% e 40% mais caro, dependendo do fornecedor. “O custo aplicado, porém, é equivalente, uma vez que o sistema base d’água rende de 30% a 40% mais”, diz Fabrício Vieira, gerente de marketing e produto repintura automotiva da PPG. Outro problema é o fato de as oficinas precisarem adaptar suas cabines de pintura, instalando sistemas de ventilação (sopradores) com maior potência; a manutenção e a limpeza dos filtros de ar devem ser mais rigorosas e é necessário instalar adaptadores de fluxo de ar; e também são exigidas pistolas de pintura exclusivas. Um ponto importante: as repinturas base d’água podem cobrir pinturas originais à base de solvente e vice-versa.

    Química e Derivados, Apresentação da linha Standox, Feitintas - Linhas base d'agua chegam ao setor de repintura automotiva e ganham destaque na feira,

    Apresentação da linha Standox

     

     

     

    Base coat – A norte-americana PPG aproveitou a Feitintas para apresentar ao público brasileiro suas duas linhas de tintas automotivas base d’água, a Envirobase High Performance, que adota a marca PPG, e a Aquabase Plus, com a marca Nexa Autocolor. As duas são base coats compatíveis com as linhas de primers e vernizes com baixos teores de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis) da empresa, que seguem as normas européias de emissão de solventes. Segundo Vieira, a expectativa na PPG é de lançar primers e vernizes automotivos base d’água em dois anos.

    A empresa informa que a Envirobase High Performance e a Aquabase Plus dispensam o uso de sistemas tintométricos, graças a uma tecnologia antisedimentação, resultando em ganho de tempo de preparação, maior produtividade, economia de energia e redução do espaço físico necessário. Outro ponto destacado pela empresa é uma nova tampa dosadora, que facilita a pesagem da cor e evita


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