Tintas e Revestimentos

18 de setembro de 2010

Feitintas – Cadeia produtiva mostra suas armas para manter os clientes abastecidos e satisfeitos

Mais artigos por »
Publicado por: Hilton Libos
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A

    o encerrar o último trimestre do ano, a recuperação das quebras financeiras provocadas pelas marolas do recente tsunami econômico mundial no setor nacional de tintas e vernizes tende a se sustentar em conformidade com o movimento ascendente do mercado da construção civil – podendo-se até vislumbrar um cenário futuro positivo no Brasil com a temperatura dos negócios aumentando acima do crescimento do PIB. O peso das tintas imobiliárias no setor, aproximadamente 70% no volume global das vendas, torna clara essa antevisão de prosseguimento nos bons tempos, não apenas para o segmento das tintas imobiliárias, mas com repercussão por toda a cadeia produtiva. Esta é a perspectiva geral de mercado que o Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp) se encarregará de transmitir aos participantes da Feitintas 2010 (Feira da Indústria de Tintas e Vernizes & Produtos Correlatos), entre os dias 22 e 25 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

    Apesar de marcar um rápido ciclo economicamente crítico, durante 2009 o consumo interno de tintas imobiliárias atingiu 1,43 bilhão de litros, último elo no acabamento da cadeia de construção civil. As tintas imobiliárias, além de receber alentados investimentos privados e públicos, poderão ainda ter seu mercado fortalecido com a execução dos programas de obras públicas e o aumento das concessões de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal (CEF), acompanhando as taxas de crescimento de 10% na construção civil: até fevereiro passado, esse setor recebeu R$ 5,4 bilhões dos R$ 50 bilhões em recursos da CEF para 2010, totalizando um volume 116% superior ao reservado para o mesmo período em 2009. Com isso, a tendência expansionista do setor de tintas e vernizes deverá ser mantida nos próximos anos, reforçada pelo aumento de demanda previsto com as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, conforme analisam os organizadores desta sétima edição bianual da Feitintas 2010.

    Crescimento e desqualificação – Essa boa notícia para o setor, como atesta Vera Lúcia Bueno, coordenadora da Feitintas, deverá contribuir para reforçar ainda mais a ligação das atividades distintas entre envolvidos na produção e distribuição de tintas e vernizes. “A Feitintas foi pensada para um público certo, mais próximo do consumidor final”, explicou. São revendedores de lojas de tintas e de materiais de construção, funcionários de home centers, profissionais de pintura e pintores artísticos, arquitetos, decoradores, donos de oficinas de repintura automotiva, industriais representantes de montadoras e de concessionárias. “Para conscientizar o consumidor, a ideia é passar para os diversos públicos a importância da tinta e da pintura com o bem-estar, seu valor na arquitetura e na decoração”, explicou, acrescentando que a Feitintas 2010 mostrará por que, em menos de duas décadas, transformou-se em uma referência para novas tecnologias, insumos, equipamentos, embalagens, produtos e serviços nos segmentos de tintas imobiliárias, automotivas, industriais e artísticas, lançamentos, negócios, atualização e capacitação profissional.

    Na esfera da formação profissional, a revelação das autoridades governamentais sobre a necessidade de desacelerar o ritmo de crescimento econômico, entre outras coisas, sob a justificativa da desqualificação da força de trabalho para praticamente todos os setores da atividade econômica, pode ser corroborada no ramo das tintas e vernizes. Por inferência, o crescimento das vendas de tintas com o boom imobiliário redimensionou o valor da capacitação dos profissionais da pintura, à medida que o setor esquenta: já se registra a falta de profissionais bem preparados, capazes de executar o fluxograma de trabalhos com qualidade.

    Química e Derivados, Vera Lúcia Bueno, Coordenadora da Feitintas, Feitintas - Cadeia produtiva mostra suas armas para manter os clientes abastecidos e satisfeitos

    Vera Lúcia: pintores e lojistas precisam conhecer a tecnologia

    “Formação e informação são indispensáveis para se alterar essa situação, para que as expectativas de crescimento do setor não sejam afetadas por esta deficiência”, afirmou a coordenadora da feira. Segundo ela, os consumidores estão mais exigentes e procuram profissionais para fazer o serviço rápido, limpo e muitas vezes sugerindo a inclusão de efeitos especiais. “Para isso é preciso capacitação”, afirmou Vera Lúcia, acrescentando que a Feitintas 2010 levará ao público de aproximadamente 30 mil pessoas workshops e encontros didáticos de capacitação profissional, como o Encontro Brasileiro da Cor; o Encontro Nacional dos Revendedores de Tintas, com o apoio da Associação dos Revendedores de Tintas do Estado de São Paulo (Artesp); e o Encontro de Repintura e Complementos Automotivos. “Naturalmente, a utilização correta e adequada de acessórios é um aspecto de aperfeiçoamento profissional que determina a qualidade final do trabalho de pintura”, comentou Vera Lúcia Bueno. Essa habilitação ou reciclagem de conhecimentos poderá também ser encontrada pelos profissionais interessados nos estandes dos fabricantes de pincéis, rolos, lixas, fitas adesivas, pistolas e ferramentas.

    “A força do segmento de acessórios para pintura na Feitintas é vetorizada por várias empresas expositoras desde a primeira edição da feira e por diversas que estão se apresentando pela primeira vez”, disse Vera Lúcia. Na condição de diretora de eventos do Sitivesp, ela ajudou a montar a primeira edição da Feitintas, em 1998, com pouco mais de duas dezenas de expositores. Na última edição, em 2008, a feira reuniu mais de cem expositores. Embora tenha base sindical no estado de São Paulo, o Sitivesp no decorrer do tempo obteve reconhecimento nacional, isso porque “suas ações proativas não se dirigem apenas para as empresas associadas, mas têm como objetivo a defesa do mercado de tintas como um todo”, explicou Vera Lúcia. Atualmente, o Sitivesp representa 68 empresas pequenas, médias e grandes fabricantes de tintas imobiliárias, automotivas, industriais e gráficas, cuja produção total equivale a 80% da nacional.


    Página 1 de 212

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next