Cosméticos

2 de agosto de 2013

FCE Cosmetique/Pharma: Feira se firma como plataforma de lançamentos globais de ingredientes cosméticos

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, FCE Cosmetique/Pharma: Feira se firma como plataforma de lançamentos globais de ingredientes cosméticos

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    s principais feiras latino-americanas dos setores cosmético e farmacêutico, a FCE Cosmetique e a FCE Pharma, fizeram jus à fama e à crescente importância do mercado brasileiro no cenário mundial destas indústrias. Nas duas exposições, realizadas em São Paulo, de 14 a 16 de maio, e divididas no mesmo Transamerica Expo Center, era comum descobrir entre vários estandes que muitas empresas globais faziam lançamentos simultâneos de novos insumos e sistemas, aproveitando a proximidade de datas de outras exibições internacionais importantes.

    Química e Derivados, Maurício Lopes: Oxiteno lançou emolientes e tensoativos de fonte renovável

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    Essa manifestação de prestígio do mercado brasileiro se fazia ainda mais evidente na FCE Cosmetique, sem dúvida a feira que atraía mais a atenção dos 19.815 visitantes que passaram pelos corredores do centro de exposições, onde 600 empresas ao todo marcaram presença (43 estreantes). Vários expositores lançaram ingredientes que, ou tinham sido recentemente apresentados pela primeira vez na principal feira de cosméticos do mundo, a In-Cosmetics, de Paris-FR (16 a 18 de abril), ou estavam sendo mostrados de forma simultânea com a exposição norte-americana da New York Society of Cosmetic Chemists (NYSCC), em New Jersey, realizada dias 14 e 15 de maio.

    Esta situação é facilmente explicável. Pelo fato de o Brasil ser o terceiro maior mercado consumidor do mundo de cosméticos (atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, com vendas totais de US$ 41,7 bilhões), as empresas não pensam duas vezes em introduzir rapidamente as novidades globais por aqui. E o mais interessante foi ter havido não apenas casos de empresas estrangeiras adotando o procedimento, mas também de fabricantes de ingredientes nacionais, que apresentaram de forma simultânea nas três feiras algumas novidades para os formuladores de produtos cosméticos, como a Beraca e a Oxiteno.

    A Beraca, de São Paulo, tradicional produtora de óleos essenciais da Amazônia, utilizou da estratégia para apresentar o óleo de patauá, extraído desta palmeira amazônica que chega a atingir até 25 metros de altura. Apresentado na feira francesa um mês antes e ao mesmo tempo na FCE e no evento da NYSCC, o óleo refinado do fruto ovoide do patauá, que apresenta transparência, textura leve e é inodoro – ao contrário do futuro concorrente óleo de oliva (possui cadeia semelhante de ácidos graxos e pode substituí-lo) –, tem função hidratante, alto teor oleico (75%) e capacidade de formação de película sobre a pele. “Além de tudo é um fruto exótico, o que o deixa com grande apelo internacional”, ressaltou a gerente de negócios da Beraca, Vanessa Salazar.

    Química e Derivados, Vanessa: óleo de patauá pode substituir o de oliva

    Vanessa: óleo de patauá pode substituir o de oliva

    Ingrediente processado na fábrica da Beraca na Amazônia, o óleo de patauá (Oenocarpus batava) tem sensorial leve, por ser obtido por meio de um método de refino a vácuo, e é indicado para tratamento do couro cabeludo e para produtos de cuidado com a pele e os cabelos. Ainda muito novo no mercado, não tem referência de aplicação, mas muitas empresas demonstraram interesse pelo produto.

    Além do óleo, outro lançamento da Beraca foi um sistema de proteção dérmica denominado DPS (Dermal Protective Active System), que inclui em sua formulação cafeína, catequinas, ácido clorogênico, 6-gingerol e ácido rosmarínico. O sistema ativo tem função anti-inflamatória, antioxidante e antienvelhecimento, ideal para combater o estresse oxidativo e melhorar a função dos fibroblastos em cremes para a pele anti-age e loções firmadoras.

    A outra brasileira que seguiu a mesma estratégia de lançamento global de produtos foi a Oxiteno, que estreava produtos ambientalmente corretos de duas linhas. Do portfólio de ésteres emolientes Oxismooth, a empresa mostrava o grade CP, um isocaprilcaprilato, derivado de ácidos graxos do óleo de palmiste (PKO), empregado para conferir alta “espalhabilidade” e sensorial seco para cremes, loções, protetores solares e xampus. Da mesma linha, o isoamilestearato, além de ter alta “espalhabilidade”, conta com um sensorial (toque) mais rico (oleoso). A linha Oxismooth conta com diferentes tamanhos de cadeias graxas, inclusive uma intermediária de isoamilcocoato, podendo ser usada de 0,5% (em cremes pós-barba) até 30% em óleos corporais, para as mais variadas especificações sensoriais. Além da base em óleo de palmiste, produto importado da Malásia em um volume de 100 mil t/ano, segundo revelou o gerente global de home e personal care, Maurício Lopes, a empresa também usa na composição dos emolientes a cana-de-açúcar.


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