Cosméticos

28 de julho de 2015

FCE Cosmetique/FCE Pharma: Indústrias investem na otimização de processos e para reduzir custos

Mais artigos por »
Publicado por: Hamilton Almeida
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, FCE Cosmetique/FCE Pharma: Indústrias investem na otimização de processos e para reduzir custos
    Apesar dos números favoráveis de desempenho que vêm registrando nos últimos anos, as indústrias de cosméticos e farmacêutica, acostumadas a taxas de expansão anuais de dois dígitos, já dão sinais de que se preparam para novos tempos, não tão promissores. “As empresas estão otimizando processos para fazer frente à valorização do dólar, ao aumento da carga tributária e à recessão que afeta a economia brasileira”, declara João Hansen, presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC).

    Os movimentos de ajuste nas empresas de cosméticos envolvem a retirada de linha de produtos menos competitivos e/ou com margens menores de rentabilidade. “A ordem é se readequar, diminuir custos para poder sobreviver à crise geral”, sentencia Hansen. O processo atinge a estrutura e o portfólio das indústrias. O Brasil é o 3º maior mercado de cosméticos do planeta. As tendências, até recentemente, indicavam chegar ao 2º posto em cinco anos.

    Química e Derivados, FCE Cosmetique/FCE Pharma: Indústrias investem na otimização de processos e para reduzir custos
    Um dos primeiros decretos do ajuste fiscal do governo, este ano, referente ao recolhimento do IPI sobre as vendas dos atacadistas, instituiu uma alíquota de 22% para grande parte das mercadorias de beleza, ou seja, uma elevação de preços até 14% acima da inflação. A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) avalia que a decisão do governo provoca um aumento real de 12%, em média, nos preços ao consumidor.

    Química e Derivados, Enilce: setor avalia escala de produção e novos ingredientes

    Enilce: setor avalia escala de produção e novos ingredientes

    Se o valor das matérias-primas estiver em alta, o desafio das empresas será buscar um ponto de equilíbrio entre custo e preço, enfatiza Hansen. “Não é a primeira crise que enfrentamos no Brasil e é certo que não haverá desabastecimento”, adiciona. “O momento de crise é também de oportunidades”, emenda Enilce Oetterer, diretora da ABC. O que fazer? Melhorar a escala de produção, realinhar ou buscar novos ingredientes são perguntas que circulam nas cabeças dos executivos da área.

    Partindo da máxima de que “todo mundo quer” ter pele e cabelo bonitos, uma boa aparência, e, por isso, “ninguém vai deixar de usar cosméticos”, Hansen acredita que os produtos para maquiagem, cabelos, pele e fragrâncias devem continuar com desempenho em evolução. Conforme dados do Euromonitor, o Brasil é líder no consumo mundial de desodorantes e perfumaria; o segundo em produtos para cabelos, masculinos, infantis, para banho, depilatórios e proteção solar; o terceiro em produtos cosméticos de cores; o quarto em higiene oral; e o quinto em pele. E há, indica Hansen, uma tendência de incremento no uso de produtos com FPS (fator de proteção solar). As 2.470 empresas do setor geram 5,6 milhões de empregos.

    Em termos globais, a tendência de consumo é por produtos mais naturais, vegetais, que gerem, ao mesmo tempo, benefícios ao usuário. Dentro da linha funcional, valoriza-se o uso de frutas, flores e os elementos exóticos. Para a pele, a preferência se dirige aos produtos que propiciem maior suavidade, declara Fábio Caravieri, gerente de marketing da Clariant.

    A freada no ritmo dos negócios também está obrigando o setor farmacêutico a rever as suas projeções. A expectativa era crescer de 11% a 14% este ano. Agora, calcula-se que a expansão será de 7,8%, revela Bruno Abreu, gerente de regulação de mercados do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma). Pela primeira vez em sete anos, o setor não deverá registrar uma evolução de dois dígitos no faturamento. O Brasil é o 6º principal consumidor mundial de medicamentos. O cenário otimista contemplava subir para a 5ª posição em 2016 ou 2017.

    Na sombra de um mercado em transformação, a 20ª edição da FCE Cosmetique e FCE Pharma, realizada de 12 a 14 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, propiciou o lançamento de uma série de produtos, incluindo experimentações in loco. Os organizadores contabilizaram a visita de 16.792 profissionais qualificados: tomadores de decisão, fornecedores, distribuidores e revendedores do país e do exterior.


    Página 1 de 512345

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *