Cosméticos

15 de junho de 2011

FCE Cosmetique / FCE Pharma – Química verde se consolida no desenvolvimento de fármacos e cosméticos

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados - FCE Cosmetique / FCE Pharma - Química Verde se consolida no desenvolvimento de fármacos e cosméticos

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    química verde expande suas fronteiras sobre o setor cosmético ao oferecer maior leque de possibilidades em ingredientes ativos, além das aplicações tradicionais. Com isso, o aproveitamento de insumos de origem natural vai crescer, com o incentivo de consumidores mais identificados com fórmulas verdes e com princípios ativos de origem botânica de mais alta performance. Em síntese, o que antes era considerado como tendência, agora, reúne boas chances de se firmar na produção, conforme se observou na 16ª FCE Cosmetique deste ano, a maior feira de inovações em matérias-primas para o setor cosmético da América Latina, organizada conjuntamente com a 16ª FCE Pharma, a exposição internacional de tecnologia para a indústria farmacêutica, pela NürnbergMesse Brasil, de 24 a 26 de maio último, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

    À frente da Beraca, uma das maiores empresas brasileiras que atuam no fornecimento de ingredientes naturais, principalmente da Amazônia, para indústrias cosméticas locais e do exterior, Filipe Sabará identifica o surgimento de uma forte demanda por produtos que agregam valor aos ingredientes naturais do Brasil. “As nossas maiores influências no setor cosmético já vieram da Europa e dos Estados Unidos, mas, hoje, o que sobressai é a identidade brasileira, o novo estilo dos brasileiros que aprenderam a reconhecer e a valorizar os nossos produtos”, afirmou o jovem empresário.

    Em sintonia com um dos modelos mais avançados de realizar negócios, compactuado por muitas empresas internacionais, a Beraca trabalha dentro do conceito mundial triple bottom, que prevê pré-requisitos para a atuação de empresas modernas, comprometidas com a sustentabilidade e que conduzem os negócios dentro de bases lucrativas, mas dando importância à responsabilidade socioambiental. “O conceito triple bottom prega a sustentabilidade e está voltado para o consumo consciente que cresce em várias partes do planeta”, acrescentou Sabará.

    Revista Química e Derivados - Filipe Sabará, da Beraka

    Sabará: Identidade brasileira no cosmético verde

    Com exportações para mais de 40 países, iniciadas dez anos atrás, a empresa explorou a compatibilidade dos ingredientes naturais com as características da pele e dos cabelos, e vem investindo nos últimos anos na busca de soluções vegetais capazes de substituir os insumos sintéticos, transformando nichos de mercado em negócios mais amplos. “Investimos US$ 15 milhões nos últimos cinco anos em tecnologias sustentáveis, novas instalações e em melhorias nas práticas de extração de insumos”, resumiu Sabará.

    Foco terapêutico – Além de acentuar a sua principal base de fornecimento de insumos amazônicos, que renderam à empresa reconhecimento internacional, os projetos mais recentes da Beraca estão voltados à expansão do portfólio de comercialização e dão conta de sua atuação mais ampla no fornecimento de princípios ativos com comprovada ação terapêutica, tendo por base plantas medicinais, e vêm se concretizando por meio de novas parcerias com empresas internacionais, como a italiana Indena e a alemã Doctor Straetmans.

    Reconhecida globalmente pela produção e desenvolvimento de derivados botânicos e pela identificação e triagem de plantas medicinais que possam oferecer benefícios terapêuticos, incluindo domínio de técnicas de extração e de purificação, a Indema tem um histórico de décadas de realização de pesquisas fitoquímicas e desenvolve princípios ativos para muitas aplicações.

    Quanto à Doctor Straetmans, as linhas mais difundidas são compostas por agentes antimicrobianos e emulsificantes em bases vegetais, emolientes, antioxidantes naturais, quelantes naturais, e agentes condicionantes, derivados de amidos.

    “Faz algum tempo, sentimos a necessidade de expandir nosso portfólio, que antes contava com dez ativos, incluindo exclusividades fornecidas para grandes players do setor cosmético, e complexos ativos, como o AAA, ativo antiacne orgânico, com eficácia comprovada in vivo e in vitro, formado por beta-cariofileno, flavonoides e limonoides, e o BBA, agente condicionante capilar orgânico, formado com ácido behênico natural, presente em grandes marcas internacionais, mas formular sob as bases da química verde significa adotar químicos sustentáveis, não só em ativos, mas também em bases, surfactantes, emolientes, emulsionantes e conservantes e, por isso, fomos buscar novas parcerias”, afirmou Filipe.


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