Cosméticos

3 de julho de 2014

FCE Cosmetique / FCE Pharma: Inovações privilegiam eficácia e segurança para consumidor

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, FCE Cosmetique / FCE Pharma: Inovações privilegiam eficácia e segurança para consumidor
    As indústrias de produtos cosméticos e farmacêuticos e seus fornecedores atravessam uma época de ouro. Os negócios vêm crescendo em ritmo chinês e não há sinais de desaceleração à vista. As inovações em produtos e/ou ingredientes, lubrificam a roda da fortuna – são lançados, em média, sete novos produtos por dia, só na área de personal care.

    Esse desempenho notável é uma exceção ao comportamento geral da indústria brasileira, esta projetando para 2014 um resultado semelhante, ou abaixo, ao de 2013, quando a produção cresceu apenas 1,2%.

    Química e Derivados, Hansen: mercado nacional de cosméticos chegará a US$ 40 bi

    Hansen: mercado nacional de cosméticos chegará a US$ 40 bi

    As duas principais plataformas de negócios da América Latina, as FCE Cosmetique e Pharma, com suas respectivas exposições internacionais de tecnologia e ampla programação de seminários e workshops dedicados, ocuparam o Transamerica Expo Center, na capital paulista, de 12 a 14 de maio. As cadeias produtivas dos setores cosmético e farmacêutico reuniram cerca de 500 marcas nacionais e internacionais, sendo 58 estreantes, que expuseram suas atrações em 30 mil m², e foram visitadas por um público de 17.635 profissionais. Paralelamente, especialistas do setor debateram temas candentes, como as metodologias alternativas para substituição de testes em animais, segurança e eficácia de produtos cosméticos, rotulagem de produtos químicos e registros de medicamentos.

    O presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), João Hansen, declarou que o mercado nacional deve movimentar cerca de US$ 40 bilhões este ano, valor só inferior aos volumes de negócios nos Estados Unidos e na China. Há mais de uma década que a taxa média de expansão brasileira nesse setor é de 10% ao ano.

    Tal performance é alavancada certamente pelo aumento da renda média do brasileiro, além do especial interesse dos consumidores por produtos estéticos – com a condição, agora, de que sejam os mais naturais possíveis. Calcula-se que existam cerca de 2.800 empresas de cosméticos no Brasil.

    Hansen disse que os testes em animais são o tema mais polêmico do setor. “Há metodologias alternativas que substituem o uso de animais”, fez questão de frisar. A preocupação é tamanha que o próprio estande da ABC abriu espaço – uma Estação Experimental – para demonstração das novas metodologias in vitro, por meio de culturas celulares, modelos tridimensionais de pele equivalente, screening e degradação proteica. A julgar pelo público que circulou por ali, o interesse no assunto é realmente grande. As palestras realizadas no local também foram muito concorridas.

    Química e Derivados, Salvador: testes in vitro para evitar sofrimento dos animais

    Salvador: testes in vitro para evitar sofrimento dos animais

    Testes em animais – O Grupo Investiga Institutos de Pesquisa, com sede em Campinas-SP, exibiu métodos in vitro para, segundo o gerente de negócios, Erlandi Salvador Junior, reduzir o uso de animais ou até mesmo bani-lo. Exemplo: para avaliação de irritabilidade dérmica e toxicidade oral aguda.

    Salvador Junior afirmou que a necessidade de se fazer testes em animais vem declinando. O mercado trabalha com matérias-primas conhecidas e já testadas, o que dispensa novos ensaios em animais. Na Europa, a proibição já é total e o Brasil caminha para esse patamar.

    Apesar da evidência do tema, ele estima que o mercado nacional de cosméticos usa animais em apenas 0,24% dos testes de segurança. Mais grave, a seu ver, é a situação do segmento de artigos escolares, ramo em que os testes de segurança em animais são bastante empregados. Calcula-se que são sacrificados cerca de 20 mil animais (em geral, ratos e camundongos) por ano no país para controle de lote de fabricação.

    Testes de segurança in vitro realizados pela Tridskin, uma das empresas do grupo Investiga, são: citotoxicidade; fototoxicidade; para irritação ocular: HET-CAM; toxicidade oral aguda; e BCOP. Testes em modelo de pele equivalente ou 3D: contração térmica; proteção dos fibroblastos contra UVA; proteção dos queratinócitos contra UVA e UVB; permeação cutânea; irritação dérmica; avaliação da barreira cutânea por histologia; e avaliação da barreira cutânea por resposta ao SDS. “Os testes são validados pela OECD, o órgão internacional de validação de métodos alternativos”, completou Salvador Junior.


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