Cosméticos

15 de maio de 2012

FCE Cosmetique / FCE Pharma – Desempenho dos setores farmacêutico e cosmético traz inovações ao Brasil

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados, FCE Cosmetique / FCE Pharma, Abertura, Desempenho dos setores farmacêutico e cosmético traz inovações ao Brasil

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    ntecipar tendências em insumos e ativos cosméticos e farmacêuticos é o que prometem as próximas FCE Cosmetique (Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Cosmética) e FCE Pharma (Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Farmacêutica) ao público que visitar – de 29 a 31 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo – essas grandes vitrines de inovações em matérias-primas, tecnologias e embalagens, reconhecidas por propiciar vantagens competitivas às indústrias dos respectivos setores.

    Organizadas pela NürnbergMesse, ambas chegam à 17ª edição com a expectativa de receber 24 mil profissionais vindos de todos os cantos do Brasil e do mundo. Oferecem os melhores resultados das mais recentes pesquisas, com o intuito de poder ampliar o leque de produtos de beleza e de medicamentos aos consumidores e também respaldar o ritmo veloz de crescimento de dois setores pujantes.

    O peso econômico é revelado pelas estatísticas. Somente a indústria farmacêutica no Brasil faturou mais de R$ 43 bilhões em 2011, montante 18,77% superior ao do ano de 2010, que registrou o mais alto percentual de incremento da última década (20,09%), constituindo o sétimo maior setor em arrecadação de ICMS – Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços do Estado de São Paulo.

    Os resultados garantiram à indústria farmacêutica brasileira em 2011 a sexta posição no ranking dos maiores mercados mundiais, ao deter 3,6% de participação sobre o mercado total, cujo montante é de US$ 550,2 bilhões, sendo superada apenas pelas indústrias farmacêuticas dos Estados Unidos (41,78% de participação sobre o mercado total), Japão (2º colocado), Alemanha (3º), China (4º) e França (5º). “Galgamos cinco posições à frente, de 2003 até 2011, passando de US$ 4,8 bilhões em vendas, para US$ 26,3 bilhões em vendas”, ressaltou Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).

    Nos últimos quinze anos (1997 até 2011), as exportações cresceram dez vezes mais, passando de US$ 154 milhões (FOB), para US$ 1,4 bilhão. As mais recentes taxas de crescimento são atribuídas principalmente às vendas de medicamentos genéricos, enviados para abastecer os mercados da América Latina e do Oriente Médio.

    A escalada de crescimento do setor farmacêutico está, sem dúvida, muito ligada ao envelhecimento da população e às melhores condições das camadas da população menos favorecidas, mas são os genéricos a grande força motriz dos atuais níveis de crescimento. Para confirmar essa informação, basta observar os números: enquanto o mercado de medicamentos cresceu no último ano à taxa de 18,77%, o mercado de genéricos cresceu 41,46%, ou seja, bem mais que o dobro das vendas dos remédios de marca, apresentando em 2011 o maior nível de crescimento de toda a sua trajetória de comercialização no país, desde o início de sua implantação, praticamente, uma década atrás (2002/2003), respondendo por um faturamento em vendas de R$ 8,8 bilhões, montante em boa parte compartilhado tanto por grandes fabricantes nacionais, como EMS, Eurofarma, Aché, NeoQuímica, como internacionais, como Medley e Sandoz, entre outras empresas. Em unidades (caixas/embalagens) comercializadas, o mercado de genéricos movimentou 583 milhões, enquanto o mercado farmacêutico total comercializou 2,3 bilhões de caixas/embalagens em 2011.

    A balança comercial no setor farmacêutico continua deficitária (as importações em 2011 alcançaram US$ 6,4 bilhões), e não há perspectiva de reverter esse quadro pelo menos no curto prazo, mas, segundo observou Mussolini, proporcionalmente, ela se mantém no mesmo patamar em todo o período, desde 2003. “Ao analisarmos a evolução das exportações e importações de 1997 até 2011, iremos observar que, enquanto as exportações cresceram dez vezes mais, as importações cresceram seis vezes”, afirmou o vice-presidente do Sindusfarma.

    Para crescer mais ou não esmorecer o ritmo de crescimento atual, o Brasil precisaria contar com fortes incentivos governamentais no setor farmacêutico e com uma política que torne a compra dos medicamentos mais acessível à população. Um dos entraves ao crescimento que poderia ser ainda mais acelerado é atribuído à alta carga tributária incidente sobre os medicamentos no Brasil, avaliada em 33,9%, em média, ou seja, mais de um terço do valor pago por um medicamento nada mais é do que impostos, enquanto a média mundial de tributação no setor é de 6,3%.


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