Cosméticos

10 de maio de 2014

FCE Cosmetique e Pharma: Mercados em crescimento atraem visitantes sedentos por inovações

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, FCE Cosmetique e Pharma: Mercados em crescimento atraem visitantes sedentos por inovações
    As cadeias produtivas de cosméticos e de produtos farmacêuticos estarão reunidas de 12 a 14 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, aproveitando a grande integração entre elas e torcendo para que o embalo da próxima Copa do Mundo de Futebol não prejudique o ambiente de negócios durante a FCE Cosmetique e Pharma. Os dois segmentos de mercado apresentam um histórico de crescimento contínuo de vendas nos últimos dez anos. Do lado farmacêutico, a forte participação dos genéricos abriu muitas oportunidades para o desenvolvimento dos laboratórios nacionais, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população. Nos cosméticos, a fase de crescimento anual de dois dígitos teve início com o Plano Real, que transformou a perda de valor dos salários com a inflação em capacidade de compra, efeito ampliado nos últimos anos pelo surgimento da nova classe média. Com isso, as vendas de produtos de higiene pessoal e beleza dispararam, embora tenham sofrido uma pequena desaceleração em 2013, crescendo menos de 10%.

    Durante 17 anos seguidos, o setor de higiene pessoal e beleza registrou aumentos médios de 10% anuais de vendas no Brasil. Entre 2007 e 2012, o faturamento setorial registrou elevação de 87%, atraindo as atenções mundiais. Com vendas de US$ 42 bilhões em 2012, o Brasil ultrapassou o Japão e assumiu a vice-liderança mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos. No entanto, a comemoração durou pouco. Em 2013, as vendas não alcançaram os US$ 46 bilhões, e a segunda posição foi conquistada pela China, país com o maior crescimento de vendas desses produtos em todo o mundo, segundo a companhia global de pesquisa de mercado Euromonitor. Aliás, a mesma fonte prevê que os chineses superarão os norte-americanos nesse segmento até 2020.

    É preciso salientar que o Brasil ainda é uma potência mundial no setor: lidera o ranking de perfumaria e desodorantes. Posição coerente com um país de clima predominantemente tropical e com a maioria da população vivendo nas cidades.

    Química e Derivados, Lígia: contratação de espaços para 2015 está em andamento

    Lígia: contratação de espaços para 2015 está em andamento

    “O PIB brasileiro crescerá muito pouco em 2014, mas os mercados de cosméticos e farmacêutico com certeza registrarão crescimento, pois o poder aquisitivo da população é crescente e ainda há demanda reprimida pelos produtos desses setores”, considerou Lígia Amorim, diretora-geral da FCE Pharma e Cosmetique, da NürnbergMesse do Brasil, empresa organizadora dos eventos.

    A FCE já está na 19ª edição, evidenciando a sua ampla aceitação pelos segmentos. “Já estamos fechando os espaços para a FCE de 2015, pois trabalhamos sempre com dois a três anos de antecedência para assegurar a melhor organização e o bom planejamento”, comentou Lígia. Toda a área de exposição de 2013 foi comercializada.

    Um dos atrativos desse encontro é exatamente a presença simultânea de dois segmentos industriais em fase de expansão. “Em geral, quem fornece produtos e serviços para cosméticos também atende, ou quer atender, o setor farmacêutico, portanto a FCE é uma excelente oportunidade para negócios”, comentou. Ela informa, no entanto, que essa associação não é comum em outros países. Na Europa, como disse, a Cosmetique é totalmente separada da Pharma.

    Desde 2013, a FCE ocupa a área ampliada do Transamerica Expo, com o total de 30 mil m² de espaço para a exposição. “Ainda estamos nos acostumando a usar todo esse espaço”, disse Lígia. Como participam empresas de todos os portes, é possível acomodá-las todas pela área total.

    Para a diretora-geral, a data de realização da FCE foi muito bem selecionada, pois está a um intervalo seguro dos atropelos da Copa do Mundo. Mesmo assim, sofre com os efeitos de um evento mundial de tão grande envergadura. “Quando o Brasil ganhou a disputa para sediar a Copa, houve uma euforia muito grande e, com isso, os preços dos hotéis e das passagens aéreas foram multiplicados, até de forma abusiva”, criticou. Esse aumento de preços poderá provocar uma redução na presença de visitantes de outros países e também dos brasileiros situados longe de São Paulo. “Acho que as empresas participantes tendem a mandar para cá equipes menores, contornando o aumento dos custos, mas não houve desistências”, salientou. Segundo informou, a participação internacional na FCE deste ano deve apresentar um crescimento de 50% em relação ao ano passado. “Fico envergonhada do ver um visitante estrangeiro sendo obrigado a arcar com custos tão exorbitantes, isso prejudica a imagem do país e reduz a possibilidade de fazer negócios.”

    Lígia Amorim ressalta a importância da programação técnica dos eventos, cuja programação foi realizada pelas entidades setoriais, como o Sindusfarma (Sindicato da Indústria Farmacêutica) e a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC). Esses encontros técnicos garantem a presença de visitantes qualificados também para a exposição de produtos.

    Na área farmacêutica, a presença de especialistas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá destaque, abordando temas de interesse atual, como os parâmetros das auditorias em indústrias do ramo, produção biotecnológica e sistemas de validação de transporte. “Haverá também a Powtech Arena, versão nacional do evento realizado na Alemanha pela NürnbergMesse, que trata das técnicas envolvidas na manipulação de pós em indústrias farmacêuticas e cosméticas”, destacou. A programação inclui a 1ª Jornada Sindusfarma, abordando tecnologia, mercado e regulação no setor


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