Cosméticos

8 de setembro de 2016

FCE 2016: Cosméticos e farmacêuticos atraem público ávido por novos produtos e conhecimentos

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, FCE 2016: Cosméticos e farmacêuticos atraem público ávido por novos produtos e conhecimentos

    Química e Derivados, FCE 2016: Cosméticos e farmacêuticos atraem público ávido por novos produtos e conhecimentos

    Química e Derivados, FCE: Silicone atua contra poluiçãoEm meio a turbulências políticas e econômicas, as 21ª edições da FCE Cosmetique – Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Cosmética e da FCE Pharma – Exposição Internacional de Tecnologia para a Indústria Farmacêutica e a 3ª Powtech Brasil – Conferência e Exposição de processamento, análise e manuseio para sólidos secos a granel, partículas e pós finos não deixaram de motivar os respectivos setores, atraindo uma clientela especializada ávida por novidades e busca de conhecimento técnico.

    A realização dos eventos no período de 10 a 12 de maio coincidiu com o epílogo do governo Dilma Rousseff (a presidente foi afastada por até 180 dias pelo Senado Federal, no processo de impeachment, na manhã do dia 12) e o início da gestão Michel Temer. O desenrolar dos acontecimentos históricos em Brasília não afetou, no entanto, a dinâmica dos trabalhos naquelas que são consideradas as principais plataformas de negócios da cadeia produtiva de cosméticos e farmacêuticos na América Latina.

    Cerca de 500 marcas expuseram novidades e linhas de produtos no Transamérica Expo Center, em São Paulo, para 14.137 visitantes, 44% dos quais com perfil de tomadores de decisão, como presidentes, vice-presidentes, diretores e sócios proprietários de revendas no país e no exterior, incluindo representantes da Hypermarcas, Eurofarma, Natura e L´Oréal. Lígia Amorim, diretora geral da NürnbergMesse Brasil, empresa organizadora dos eventos, considerou normal a diminuição do número de visitas, em relação à edição anterior (16.792), como decorrência do aumento do desemprego no país, reflexo da aguda crise econômica.

    Química e Derivados, Hansen: crise não prejudicou a qualidade da programação

    Hansen: crise não prejudicou a qualidade da programação

    “As empresas enviaram menos pessoas para visitar as exposições. Em compensação, o nível dos visitantes vem se elevando”, afirmou Lígia. “O que se percebeu – prosseguiu – é que as empresas que se prepararam obtiveram excelentes resultados, pois puderam treinar as equipes de vendas e observar a concorrência. As atividades paralelas – dois congressos, Arena do Conhecimento e a Powtec – otimizaram a participação criando um ambiente para troca de experiências”.

    O presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), João Hansen, admitiu que foi “extremamente dura” a tarefa de manter o nível de patrocínio de 2015. Diante da diminuição do volume de recursos dos patrocinadores, assim como do número de congressistas e de expositores, custos tiveram que ser cortados. Por outro lado, o interesse do público, já no primeiro dia, surpreendeu: “A feira superou as expectativas. Quem não veio deve estar arrependido”, arrematou o executivo.

    “Mal acostumado” com uma taxa de crescimento anual na casa de dois dígitos, o setor de cosméticos provou o sabor amargo da crise econômica em 2015: queda de 8% no faturamento (R$ 42,6 bilhões líquido de imposto sobre vendas), o primeiro indicador negativo em 23 anos. Hansen se referiu ao aumento da carga tributária em determinadas categorias de produtos, ao reajuste do custo da energia, à desvalorização do real e à instabilidade política como fatores de retração do consumo e dos investimentos.

    De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil perdeu posição no ranking mundial de consumo, passando da terceira para a quarta posição, atrás dos Estados Unidos, China e Japão. Por tudo isso, Hansen avalia que se o desempenho deste ano for igual ao do exercício anterior, “será um golaço”. Tudo dependerá da marcha dos novos rumos políticos do país. Enquanto isso, o setor também aguarda uma harmonização da regulação do mercado (as barreiras regulatórias não são iguais entre os países), e a solução de outras questões como, por exemplo, o prazo de validade das matérias-primas.


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