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15 de maio de 2011

Expansores – Espumas de poliuretano buscam substitutos para os HCFCs

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados, Expansores, Espumas de poliuretano buscam substitutos para os HCFCs

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    s investimentos em busca de novos insumos químicos ambientalmente mais seguros, com baixo ou nulo potencial de degradação da camada de ozônio ODP (Ozone Depleting Potential) e de aquecimento global (GWP Greenhouse Warming Potential), começaram a ser implementados e abrem perspectivas positivas para substituições imediatas em muitas aplicações, denotando o comprometimento global do setor químico com a questão ambiental.

    Depois dos condenados clorofluorcarbonos (CFC), que levaram uma década (1994-2004) para sumir das linhas industriais em várias partes do mundo, chegou a vez de seus sucessores imediatos, os hidroclorofluorcarbonos, os HCFCs, como o HCFC- R141b, tomarem o mesmo rumo, seguindo o exemplo de condutas adotadas em muitos países da Europa e nos Estados Unidos nos quais já foram completamente abolidos ou se encontram em vias de erradicação.

    Principal agente de expansão de espumas de poliuretano no mercado brasileiro, o HCFC-R141b começou a sofrer, já em 2010, restrições de importação, devendo obedecer a limitações de uso nos próximos anos, de acordo com o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, implementado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em respeito a tratados internacionais, como o Protocolo de Montreal (1987) e o Protocolo de Kyoto (1997), dos quais o Brasil é signatário.

    Apesar de não contar com produção local, o HCFC-R141b teve seu uso bastante difundido durante as duas últimas décadas em diversas aplicações. As espumas rígidas com propriedade de isolamento térmico expandidas com esse agente foram usadas em refrigeradores e freezers de uso doméstico, comercial e industrial, câmaras frigoríficas, contêineres, tanques, tubulações, carretas frigorificadas, blocos e painéis utilizados no setor da construção civil, entre outros. O HCFC-R141b também é o responsável pela expansão de espumas moldadas de poliuretanos para uso em móveis, componentes automotivos e calçados, e também participa da expansão de poliuretanos flexíveis de alta resiliência, utilizados em travesseiros e pillow tops para colchões.

    Estima-se que mais de 600 empresas façam uso no Brasil do HCFC-R141b, principalmente nas espumas de poliuretano. Desse universo participam algumas poucas e grandes corporações globais e cerca de duas dezenas de empresas nacionais, fornecendo as espumas já expandidas a diferentes segmentos compradores. Outros grandes usuários locais do HCFC-R141b são os grupos fabricantes de sistemas de refrigeração. Nos últimos meses, porém, segundo relatam fornecedores, as empresas desse setor começaram a abolir o uso do HCFC-R141b, convertendo maior número de instalações industriais para receber substitutos, como os pentanos, especialmente os ciclopentanos, hidrocarbonetos associados ao inconveniente de serem inflamáveis, impondo alterações de alto custo nas instalações fabris.

    Expansão com água evolui – Pioneira no desenvolvimento de sistemas de espumas rígidas de poliuretano para isolamento térmico com o uso de expansores ciclopentanos há mais de duas décadas, a Basf, produtora global de polióis e isocianatos, atua, hoje, em diferentes frentes tecnológicas no fornecimento desses sistemas, oferecendo aos usuários uma gama de opções para expandir PU com o uso de substâncias inflamáveis e não-inflamáveis, todas elas apresentando ODP equivalente a zero, e diferentes graduações de GWP, desde baixo até zero.

    “As espumas expandidas com hidrocarbonetos pentanos propiciam alta capacidade de isolamento, mas envolvem troca de instalações e altos custos de preparação das fábricas que precisam ser certificadas para operar com inflamáveis”, informou o químico Arlindo Mendonça, responsável por vendas e assistência técnica para o setor de refrigeração da Basf – Poliuretanos.

    Preocupada com as dificuldades de conversão das instalações que boa parte dos usuários enfrentaria para produzir espumas com inflamáveis, a empresa desenvolveu nos últimos dois anos e vem comercializando por enquanto na Europa espumas rígidas de poliuretano expandidas com água para aplicações de isolamento térmico no setor de refrigeração comercial.

    Revista Química e Derivados, Arlindo Mendonça, responsável por vendas e assistência técnica para o setor de refrigeração da Basf - Poliuretano

    Mendonça: Europa usa água nas espumas para isolamento térmico

    “Trata-se da linha de espumas rígidas Elastopor, totalmente expandida com o uso de água, sem nenhum coagente expansor, e que agrega melhorias às tecnologias em base água até então utilizadas, tanto sob o ponto de vista da capacidade de isolamento térmico como no tocante à aderência das espumas aos substratos, agora possíveis sob temperaturas mais baixas, ao redor de 35ºC”, informou Mendonça. A aderência somente era obtida com moldes aquecidos a temperaturas acima de 45ºC.

    Apesar de essa aplicação estar sendo difundida na Europa, a empresa, objetivando tornar o produto mais acessível ao mercado brasileiro, vem desde o ano passado trabalhando na nacionalização da fórmula desenvolvida na Alemanha, promovendo testes práticos em usuários do setor de refrigeração comercial. “Vamos oferecer a partir do lançamento, programado para 2011, uma opção totalmente ecológica às empresas hoje usuárias do HCFC-R141b e que querem migrar para uma tecnologia não-inflamável”, destacou Mendonça.

    Além do setor de refrigeração comercial, maior foco para a aplicação do novo produto, também deverão ser promovidos testes para aplicações em espumas rígidas para isolamento destinadas a painéis e blocos utilizados no setor da construção civil.

    Como casa global de sistemas de poliuretanos, a Basf, no entanto, poderá fazer uso de várias tecnologias, abrangendo desde os hidrocarbonetos pentanos, passando pelos hidrofluorcarbonos (HFCs), até ofertar a tecnologia de expansão em base água, de acordo com a preferência e a necessidade de cada usuário.


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