Cosméticos

11 de maio de 2015

Espaço ABC: O papel da Associação Brasileira de Cosmetologia no desenvolvimento científico e no crescimento do setor

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Espaço ABC: O papel da Associação Brasileira de Cosmetologia no desenvolvimento científico e no crescimento do setor.

    Texto: Eng. Enilce Maurano Oetterer

    No início dos anos 70, fatos marcantes ocorreram no país nos diversos setores da economia, da política, da ciência e das artes, que contribuíram para o avanço do chamando “Milagre Econômico”, cuja denominação se deve à época em que o Brasil vivia excepcional expansão econômica, com acentuado crescimento do PIB devido aos recursos de capital estrangeiros investidos no país, beneficiando as indústrias e o crescimento nacional.

    É nesse contexto que surge por meio de um grupo de amigos, profissionais e professores universitários do segmento farmacêutico e da química a ideia de se criar uma entidade brasileira com o objetivo de reunir os técnicos que atuavam na indústria e nas áreas relacionadas à cosmetologia.

    Motivados por esse ideal, constituíram uma Comissão com a finalidade de elaborar os estatutos pertinentes e, em 10 de abril de 1974, foi realizada a Assembleia Geral de Fundação da Associação Brasileira de Cosmetologia. Nascia, assim, uma entidade sem enfoque patronal, dedicada ao estudo, à pesquisa, à representatividade dos interesses técnico-científicos e à especialização do mercado cosmético no Brasil.

    Em 1976, a ABC afiliou-se à International Federation of Societies of Cosmetic Chemists (IFSCC), órgão internacional dedicado à ciência cosmética e à tecnologia, criado em 1959.

    Ao longo dos anos, o papel da ABC, coerente com seus objetivos, tem sido disseminar o conhecimento técnico-científico visando à formação e atualização dos profissionais por meio dos seguintes recursos:

    – Captar, absorver e adequar os conhecimentos, através de metodologia própria.

    – Implantar a padronização de metodologias para oferecer melhores condições de desenvolvimento aos profissionais da área.

    – Promover as interfaces entre os mercados internacionais e ao mercado brasileiro.

    – Oferecer um acervo técnico-científico de reconhecimento internacional.

    – Organizar reuniões de professores capacitados, de maior relevância na área cosmética.

    – Trabalho de voluntariado e desprendimento.

    – Instalações com infraestrutura própria oferecendo salas de reunião, biblioteca técnica, auditório e laboratório de aplicação.

    – Organização de cursos, simpósios, mesas de negócios, entre outros eventos.

    – Presença no território brasileiro, por meio de suas regionais.

    – Realização do Congresso Brasileiro de Cosmetologia, reunindo especialistas nacionais e estrangeiros.

    – Jantar de confraternização com alta representatividade de profissionais e autoridades da área e convidados.

    O mercado do setor:

    Espaço ABC: O papel da Associação Brasileira de Cosmetologia no desenvolvimento científico e no crescimento do setor. ©QD Foto: ShutterstockAtualmente o cenário do mercado brasileiro de cosméticos continua altamente favorável, considerando o constante crescimento. De acordo com os dados do Euromonitor e divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor apresentou um faturamento de R$101,7 bilhões, com crescimento nominal de 11% em 2014 , se comparado aos R$ 91,9 bilhões de 2013. As empresas brasileiras são responsáveis por mais de 1,8% do PIB nacional e representam 9,4% do consumo mundial.

    O mercado nacional ocupa a terceira posição entre os maiores do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos e da China. Dentro desse mercado, o segmento de perfumaria, do qual o Brasil é líder global, movimenta mais de R$17,1 bilhões, enquanto o de desodorantes tem um faturamento de R$11,5 bilhões, e R$ 4,1 bilhões na categoria de proteção solar.

    Entre as principais categorias em que o Brasil figura como segundo maior consumidor mundial estão produtos masculinos, infantis e para cabelos. O segmento infantil, nos últimos cinco anos, obteve um crescimento médio de 14%, alcançando um faturamento de R$ 4,5 bilhões em 2014. No Brasil, a categoria de produtos masculinos representa quase 11% do consumo total de HPPC e teve um faturamento de R$11,1 bilhões.

    A indústria cosmética brasileira tem sido movida pelas principais tendências globais de sustentabilidade, responsabilidade social, inovação dos processos produtivos e produtos, buscando não somente atender as expectativas dos consumidores, mas surpreendê-los com novas soluções, voltadas à praticidade do uso dos produtos com eficiência e qualidade.

    Também têm sido edificada com base no princípio da inovação, que se reflete na criação de novos conceitos, novos mercados, novas competências, na combinação de novos ativos, nas embalagens diferenciadas e criativas, apoiado na qualidade de seus produtos, tornando-se referência de qualidade internacional tendo como resultado, maior valor agregado ao consumidor.

    Poderemos também considerar que a motivação do consumo dos produtos pelo consumidor está direcionada pelos vetores da praticidade, indulgência, bem estar pessoal, e relacionado aos novos hábitos sociais e fatores culturais.


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