Tintas e Revestimentos

15 de maio de 2011

Equipamentos para Tintas – Fábricas serão montadoras de tintas

Mais artigos por »
Publicado por: Antonio C. Santomauro
+(reset)-
Compartilhe esta página

    E

    m futuro não muito distante, fábricas de tintas atuarão com base em um conceito já adotado pela indústria automobilística: serão montadoras, dedicadas basicamente a misturar matérias-primas recebidas como produtos semielaborados, compostos por outras matérias-primas (por exemplo, os slurries). Quem faz tal previsão é Nilo Martire Neto, profissional com mais de quarenta anos de experiência nesse mercado, no qual hoje atua como consultor. “Essas fábricas concentrarão suas expertises na ciência da mistura e nos ajustes taylor made que atendam os seus clientes”, ele detalha.

    Além de gerar maior agilidade e menor custo operacional, explica Martire, o conceito de montadora traz também a garantia da reprodutibilidade de produtos com os mesmos padrões.

    No Brasil, as grandes empresas do segmento de tintas imobiliárias estão com suas capacidades já quase totalmente ocupadas, e há necessidade de investimento em equipamentos também nas empresas dedicadas às tintas automotivas e industriais. “O aumento das exigências técnicas e de atendimento observadas nesses dois segmentos obriga esses fabricantes a investir em novos maquinários e em processos mais rápidos, econômicos e com qualidade constante”, diz Martire.

    Para ele, rapidez nos processos e constância na qualidade constituem requisitos básicos da atual evolução da produção de tintas. Mas há avanços também na ciência das misturas: na indústria automobilística, por exemplo, as tintas com base água, usadas em escala ampla em alguns países, começam a ganhar espaço também no Brasil.

    Embora elas tenham sido projetadas para atender à demanda por produtos ambientalmente mais sustentáveis, não se pode garantir por antecipação a predominância das tintas base água na indústria automobilística, pois concorrem com elas outras soluções também interessantes ambientalmente, como as tintas com maiores teores de sólidos (e, consequentemente, com menos solventes). “A indústria automobilística já usa tintas em pó, com 99,5% de material sólido”, lembra Martire.

    Revista Química e Derivados, Nilo Martire Neto, Consultor, produção, qualidade

    Martire: produção deve ser rápida e manter qualidade

    Ele prevê também o crescimento das tintas curadas por UV, já presentes em larga escala no segmento das tintas para impressão, e agora em expansão em setores como a indústria dos produtos de madeira. “Essas tintas são muito ecológicas, a maioria não apresenta voláteis”, ele diz. “E são excelentes para indústrias que requerem velocidade: a cura pode ser feita em segundos, em vez de exigir vários minutos em estufas”, complementa.

    A indústria brasileira de equipamentos para tintas, crê Martire, conta com elevado know-how, mas no segmento de itens sofisticados – como moinhos mais rápidos e produtivos – encontra dificuldade para competir com importados no quesito preço. “Quem for montar uma indústria de tintas pode facilmente encontrar no mercado interno todos os equipamentos mais básicos, como reatores, tanques de mistura, agitadores”, ele diz. “Mas, nos aspectos relacionados à moagem – especialmente para produção de tintas de maior performance –, é importante avaliar também outras opções”, ele recomenda.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next