Automação Industrial

12 de novembro de 2016

Equipamentos: Controlador preciso automatiza operação de bombas de diafragma

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Cada controlador pode comandar até duas bombas simultaneamente

    Cada controlador pode comandar até duas bombas simultaneamente

    A ARO, unidade de negócios do grupo Ingersoll Rand especializada em gerenciamento de fluidos, com 85 anos de atuação no fornecimento de bombas de diafragma, lançou um controlador de fluxo que permite a automatização do processo de transferência de líquidos. Cada controlador pode gerenciar até duas bombas simultaneamente, com alta precisão e repetibilidade (desvio máximo de 1% em vazão), permitindo aplicação em indústrias de processos químicos, lavanderias, produção de tintas, tratamento de água e outros.

    Uma aplicação típica desse sistema é a dosagem de corante em etanol para uso automotivo, que aproveita a elevada segurança das bombas de diafragma (acionadas a ar) e o seu baixo custo em relação a outros tipos de equipamentos. “O problema da bomba de diafragma era a dificuldade de controlar o fluxo, exigindo a presença do operador. O controlador que lançamos há cerca de dois anos nos Estados Unidos e agora no Brasil resolve esse problema”, explicou Cristian Drewes, diretor comercial de gerenciamento de fluidos da ARO.

    Química e Derivados, Drewes: ideia é aproveitar os operadores em outras tarefas

    Drewes: ideia é aproveitar os operadores em outras tarefas

    Ele comentou que a ARO era uma empresa independente – focada nas bombas de diafragma, com ampla linha de produtos, incluindo aplicações sanitárias (com aprovação FDA), bem como bombas de pistão para fins industriais – que foi adquirida pela Ingersoll Rand. Como podem ser fabricadas com diversos materiais no corpo e no diafragma, gerando uma infinidade de combinações, as bombas de diafragma admitem operar com um rol muito grande de substâncias, na forma líquida, pastosa ou de pó, em vários tamanhos e vazões.

    O controlador é denominado sistema de Fluid Intelligence, oferecendo grande flexibilidade e capacidade de adaptação a vários serviços. “O equipamento contém um processador programável e uma válvula solenoide, capaz de limitar o número de ciclos ou de litros de bombeamento”, afirmou. O painel do equipamento permite inserir as ordens de operação com facilidade e rapidez. “O controlador e a válvula conversam entre si, no caso de algum vazamento ou de falta de líquido, o sistema pode parar e/ou emitir um aviso”, comentou Drewes. Saliente-se que a bomba de diafragma pode operar vazia, sem problemas. O controlador possui uma saída analógica (4 a 20 mA) para interligação à malha de operação, admitindo também comando remoto.

    Operando em malha fechada, o sistema admite ligação a balanças, controle de nível de tanques e outros dispositivos, de modo a garantir a operação adequada em carregamento de caminhões tanque ou tambores. “Com esse produto, queremos ampliar a aplicação das bombas de diafragma em setores além do seu mercado tradicional, como a dosagem de hipoclorito em água e outros”, afirmou o diretor comercial.

    No entanto, ele esclarece que a venda do controlador exige um trabalho de engenharia, com acompanhamento do processo de cliente para dimensionar adequadamente o sistema. Alguns negócios são realizados como fornecimento de equipamento original (OEM), integrado a projetos de maior alcance. “Não é um simples produto de prateleira”, considerou.

    Drewes comenta que os mercados mais relevantes para esse tipo de produto estão na Ásia e na América Latina. Clientes de países mais desenvolvidos, como os dos Estados Unidos, já contam com sistemas de controle distribuído instalados que se incumbem dessa tarefa. Dado o custo do controlador, ele pode ser considerado oneroso para bombas muito pequenas. “A grande vantagem está na possibilidade de aproveitar de forma mais eficiente os trabalhadores do cliente e, com isso, gerar economia significativa para o processo”, salientou.

    Ele advertiu que o controlador foi desenvolvido especificamente para as bombas ARO. “O sensor de curso dos diafragmas é específico para nossas bombas, dado o tamanho do eixo que é típico, portanto, ele não é recomendado para bombas de outros fabricantes”, explicou. (M.F.)



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