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15 de setembro de 2013

Entrevista: Sustentabilidade abre caminhos para a química

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Química e Derivados, Rodgério: cadeia produtiva deve apoiar inclusão social

    Rodgério: cadeia produtiva deve apoiar inclusão social

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    ão existe uma receita única para fazer crescer uma empresa do setor químico. Mas existem exemplos de sucesso que devem ser analisados, até para orientar novas iniciativas. É o caso da Beraca Sabará Químicos e Ingredientes S/A, empresa com 56 anos de história (completará 57 em outubro), iniciada com a distribuição de cloro e hipoclorito de sódio, mas que hoje possui uma estrutura complexa, englobando negócios de tratamento de águas, cosméticos, alimentos, farmacêuticos e produtos para nutrição e saúde de animais. A diversificação de interesses começou em 1994, tomando corpo a partir de 2003, quando a companhia assumiu o controle da Brasamazon, destacando-se como produtora de óleos essenciais especiais, de origem natural. De lá para cá, investimentos em pesquisas e muitos esforços ampliaram a participação dos insumos para a indústria cosmética no faturamento, que somou R$ 138 milhões em 2012, 15% acima do registrado no ano anterior. O caminho do crescimento incluiu profundas transformações: de distribuidora para fabricante; de empresa de commodities para fornecedora de especialidades; e de sociedade limitada para uma sociedade anônima, com interesses divididos em quatro unidades de negócios, com exportações equivalentes próximas a 5% das vendas totais. No ano passado, a estrutura corporativa foi readequada, permitindo isolar e preservar mutuamente os interesses do grupo empresarial da vida dos acionistas, pertencentes à família do fundador, Ubirajara Sabará.

    O diretor financeiro Wellington Santos Rodgério recebeu Química e Derivados na sede da Beraca, instalada em um moderno edifício no bairro paulistano do Tatuapé, para explicar a nova estrutura empresarial e apontar novos caminhos para empreendimentos inovadores no setor químico.

    Química e Derivados – A Beraca Sabará é uma empresa de distribuição ou industrial?
    Wellington Santos Rodgério – Tomando por base o faturamento de 2012, de R$ 138 milhões, estimo que a participação dos itens de fabricação própria chegue a 80%, enquanto a distribuição pura gira em torno de 20%. Por esse aspecto, somos mais fabricantes do que distribuidores. Mas, em ambos os casos, nós nos situamos nas especialidades, produtos mais sofisticados ou que têm seu valor aumentado pela agregação de serviços e tecnologia.

    QD – A Beraca Sabará iniciou atividades em outubro de 1956 como distribuidora de cloro e derivados. Hoje é uma empresa diversificada, com produção própria. Quando ocorreu essa transformação?
    Rodgério – A história da companhia tem alguns marcos importantes. Com a morte do fundador, em 1978, os filhos Marco Antonio e Ulisses Sabará assumiram a direção do negócio e o ampliaram, a partir de uma unidade operacional situada no bairro da Penha, em São Paulo. Em 1988, eles decidiram abrir uma operação no Nordeste, em Itapissuma, Pernambuco, para distribuição de cloro e derivados, incluindo produção própria. Em 1994, foi aberta a filial de Pacatuba, no Ceará, e, no ano seguinte, em Anápolis-GO, marcando a entrada no Centro-Oeste. Nesse ano, as operações da Penha foram transferidas para novas e maiores instalações em Santa Bárbara do Oeste-SP. A diversificação de atividades e a segmentação em unidades de negócios começaram a ser feitas entre 1994 e 1995, quando pegamos distribuições de produtos nas áreas de alimentos e cosméticos.

    QD – A empresa já era fabricante nessa época?
    Rodgério – Sim. A simples revenda de cloro não é muito interessante. Dentro da nossa atual divisão Water (voltada para saneamento básico e tratamento de água industrial), pegamos o cloro fornecido pelos diversos fabricantes nacionais e o industrializamos em nossas fábricas, produzindo hipoclorito, dióxido de cloro, pastilhas de cloro e outros. Além disso, agregamos valor mediante a venda de equipamentos especializados para aplicação desses produtos em processos de tratamento de água, que exigem dosadores e outros itens. Com isso, conseguimos oferecer sistemas de desinfecção de água com cloro gasoso em lugar do hipoclorito, com elevados padrões de segurança e desempenho, já usados, por exemplo, em estações de tratamento e água e na indústria sucroalcooleira. Criamos o Global Service, que oferece aos clientes um pacote com produtos, assistência técnica e logística para atender às suas necessidades.

    QD – Há muitas empresas disputando o mercado de tratamento de água. A briga está acirrada nesse setor?
    Rodgério – É um mercado muito disputado, mas há espaço para crescer. Atuamos em mais de 25 segmentos diferentes dessa atividade, das usinas sucroalcooleiras às petroquímicas, passando pelos fabricantes de bebidas. Mesmo no mais tradicional deles, o de saneamento básico, há um déficit imenso no Brasil até para a produção de água potável. Em esgotamento sanitário, então, a demanda é gigantesca. Muitas regiões do país simplesmente não contam com esses serviços essenciais.


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