Petróleo & Energia

29 de janeiro de 2014

Energia: Mercado livre permite contratar eletricidade com preços mais baixos no longo prazo

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Energia: Mercado livre permite contratar eletricidade com preços mais baixos no longo prazo

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    preço médio da energia elétrica no Brasil, em 28 de novembro, era de R$ 292,2 por MWh, segundo estudo conduzido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Esse valor, quase 131% mais elevado do que a média dos Estados Unidos, colocou o Brasil no pouco honroso 11º lugar entre 28 países concorrentes industriais. Em relação à média dos países analisados pela entidade, a eletricidade nacional ficou 8,6% acima.

    A Firjan reconhece que a posição no ranking já foi pior. Antes da Medida Provisória 579, de 11 de setembro de 2012, o país ocupava o quarto lugar entre os mais caros. Para a indústria, no entanto, os benefícios da MP duraram pouco. Segundo a entidade fluminense, o custo médio da energia industrial caiu de R$ 332,23 para R$ 263/MWh, entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, mas a necessidade de acionar as usinas de geração térmica e os reajustes aplicados pelas distribuidoras estaduais reduziram o benefício inicial, elevando o valor médio do MWh para mais de R$ 292.

    Para facilitar o acompanhamento do preço da eletricidade consumida pelas indústrias, a Firjan criou uma página eletrônica em seu site que reúne essas informações das distribuidoras, acompanhando seus reajustes e permitindo comparações entre elas e com outros países. Está disponível em: www.firjan.org.br/quantocusta.

    Química e Derivados, Kawai: mudança de regras abalou confiança e afetou investimentos

    Kawai: mudança de regras abalou confiança e afetou investimentos

    Clientes empresariais podem reduzir o custo da eletricidade em seus negócios mediante o adequado planejamento de aquisições no mercado de balcão (venda direta do gerador para o consumidor) e também no mercado livre (negociado em ambientes assemelhados com bolsas de mercadorias, também chamados plataformas). “Agora, no começo de dezembro, o preço do MWh no mercado regulado, das distribuidoras, está próximo de R$ 300, mas esse valor pode cair pela metade quando se fala em contratos de longo prazo no mercado livre”, comentou Mikio Kawai Jr., diretor executivo do Grupo Safira, especializado em comercialização de energia.

    Kawai sempre recomenda aos seus clientes fugir das compras de curto prazo e buscar suprimentos contratados mediante cuidadoso planejamento. “Estudamos o caso de cada cliente para ver qual a melhor configuração de suprimento para ele, além de oferecer estudos de melhoria da eficiência energética, aumentando as vantagens econômicas.”

    Acompanhando o mercado de energia desde 1998, Kawai, economista de formação, viveu de perto a criação do mercado livre, tendo por base a legislação estabelecida três anos antes. Mesmo assim, as migrações efetivas para esse ambiente só começaram em 2000, ganhando força depois da crise elétrica de 2001.

    “Em 2001 tivemos uma situação curiosa porque sobrou energia depois daquela fase do chamado apagão, e era fundamental comercializá-la, uma vez que não podia ser armazenada”, recordou-se. Com energia disponível, pois a demanda caíra cerca de 15%, seu preço despencou, atraindo a atenção dos grandes consumidores industriais, que obtiveram grandes ganhos com a migração para o mercado livre entre 2003 e 2005.

    Depois de 2005, segundo Kawai, foi a vez de as empresas de médio porte, com consumo abaixo de 3 MWh, buscarem essa alternativa, mantendo a atratividade do negócio.

    Química e Derivados, Custo da Energia Elétrica para a Indústria no Brasil por distribuidora - 2013

    Custo da Energia Elétrica para a Indústria no Brasil por distribuidora – 2013

    O especialista considera que o modelo energético do governo Fernando Henrique Cardoso ajudou a avançar o mercado de eletricidade, mas tinha problemas conceituais que não favoreciam a expansão do parque gerador. Por sua vez, o governo Lula modificou o modelo, instituindo os leilões de energia de longo prazo, que se revelaram capazes de equacionar a expansão da geração elétrica. “O modelo requeria alguns ajustes, mas vinha caminhando bem até 11 de setembro de 2012, quando o governo Dilma Rousseff editou a MP 579, que pôs em xeque a expansão do setor”, criticou Kawai.

    Ele afirmou que o setor elétrico precisa de regras estáveis, capazes de transmitir confiança aos investidores em projetos de longa duração. As mudanças foram muito profundas e o mercado ainda vai demorar para absorvê-las, avaliou.


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