Petróleo & Energia

12 de abril de 2013

Energia – Dow investe em cogeração de eucalipto na Bahia

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Dow, Complexo de Aratu, deixará de consumir 2.100 MWh de gás natural

    Complexo de Aratu deixará de consumir 2.100 MWh de gás natural

    Deixar de consumir 200 mil metros cúbicos diários de gás natural, o correspondente a 2.100 MWh de energia originária da queima do combustível não renovável, e além disso parar de emitir 169 mil toneladas de dióxido de carbono/ano na atmosfera. Esses são os números que motivaram a subsidiária brasileira da norte-americana Dow Chemical, uma das maiores indústrias químicas do mundo, a iniciar um projeto de cogeração de energia por meio da combustão do cavaco de eucalipto em seu complexo fabril em Aratu, na Bahia, livrando a empresa da volatilidade de preço do gás natural. A preocupação, além da questão ambiental, é manter a eficiência da unidade multipropósito, que inclui a produção eletrointensiva de cloro-soda, além da síntese do óxido de propeno e do propilenoglicol, entre outros insumos.

    Com entrada em operação prevista para o primeiro semestre de 2013, e obras em andamento, o projeto foi entregue à empresa ERB Energias Renováveis do Brasil, responsável também pela operação futura da unidade de cogeração de vapor e energia elétrica, e consumirá R$ 265 milhões – sendo R$ 210 milhões provenientes do BNDES. O vapor gerado pela caldeira de cogeração será 100% produzido com cavaco de eucalipto de reflorestamento próprio. Estima-se que a unidade, em cinco anos, demandará 25 mil hectares de eucalipto e 5 mil de pínus de produtores da região. A unidade de processamento de biomassa terá capacidade de picagem de 80 t/h de madeira.

    Além da geração de 1,08 milhão de toneladas de vapor industrial, a unidade também vai produzir 108 mil MWh de energia elétrica, a ser parte consumida pela empresa e parte comercializada na rede da Bahia. Trata-se de energia suficiente para suprir o consumo mensal de 56 mil casas, considerando o consumo médio mensal de 154 kWh. O uso do eucalipto, em vez, por exemplo, do mais usual, o bagaço de cana, se deve à garantia de suprimento da matéria-prima. Hoje há mais de 130 mil hectares dessas florestas no litoral norte da Bahia, seu histórico de cultivo supera os 90 anos e sua colheita pode ser realizada o ano todo. A iniciativa, além de cortar pela metade o consumo de gás natural do complexo fabril, vai gerar também créditos de carbono para a Dow.



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