Química

14 de julho de 2011

Encontro – Sindicato discute futuro da indústria química do ABC

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Revista Química e Derivados, Representantes de empresas, do governo e do sindicato se reuniram em Santo André-SP

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    o Ano Internacional da Química, é natural que os químicos do ABC intensifiquem o diálogo com empresas, órgãos governamentais e entidades para que as condutas socialmente responsáveis possam tomar vulto e sejam consideradas grandes indutores do desenvolvimento sustentável de que tanto se cogita ultimamente. Com esse propósito, o Sindicato dos Químicos do ABC abriu sua sede no último dia 8 de julho, em Santo André-SP, para debater o tema “Dimensão Social da Indústria Química”, com a presença de convidados e trabalhadores, reunindo mais de cem profissionais.

    As abordagens, na realidade, se iniciaram um mês antes, em 10 de junho, e terão continuidade no próximo dia 12 de agosto, com exposições e debates para o aprofundamento de questões, formando uma trilogia: “Dimensão Econômica da Indústria Química”, “Dimensão Social da Indústria Química” e “Dimensão Ambiental da Indústria Química”.

    A iniciativa de trazer ao debate temas de grande interesse da categoria, com resultados que deverão se espalhar pelo país, visa a atender às resoluções do seu 10º Congresso, realizado em 2009, mas servirá principalmente de preparação para a conferência internacional, marcada para 26 a 28 de setembro, com o tema “A indústria química em 2020 – Um novo rumo é possível”. Ao fim de cada etapa, serão preparados documentos conclusivos que ajudarão a compor um dossiê consistente, com propostas e ações, a ser levado para a próxima Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a ser realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro.

    As ações voltadas à responsabilidade social trazem ganhos para todas as organizações, mas ainda é preciso discutir muitos aspectos relacionados com a amplitude desse tema. Além de contribuir para a reputação das empresas e elevar seu conceito perante a sociedade e os investidores, as ações empresariais que implementam a responsabilidade social trazem vantagens competitivas relacionadas com a maior satisfação e produtividade dos empregados, e também somam pontos a favor da credibilidade das empresas, servindo-lhes de alavanca para alcançar o desenvolvimento sustentável e captar negócios dentro de concepções mais modernas.

    O termo “responsabilidade social” começou a ser empregado nos anos 70, mas, em muitos casos, esteve associado à prática de atividades filantrópicas, abrangendo doações a pessoas carentes e instituições beneficentes. Hoje, contudo, a dimensão da “responsabilidade social” é outra e bem mais ampla, podendo ser definida inicialmente como a disposição e o empenho das organizações em incorporar de fato ações socioambientais em suas decisões em todos os âmbitos, inclusive o financeiro, tomando para si responsabilidades na implementação de um conjunto de ações e atividades em prol dos trabalhadores e do meio ambiente.

    Na visão do presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Paulo Lage, os ciclos de debates iniciados pela entidade representam uma oportunidade muito importante para a união de vários representantes do governo, empresas e entidades em torno da discussão de temas fundamentais para o desenvolvimento sustentável de toda a região do ABC, envolvendo todos os sete municípios, e também viabiliza uma aproximação mais estreita com empresas e entidades, como a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), com a qual o sindicato pretende trabalhar em temas do interesse de toda a categoria antes da Rio+20.

    Assim, torna-se inevitável que as discussões sobre responsabilidade social levem em conta os prováveis cenários de desenvolvimento para as indústrias químicas nos próximos anos. E, dessa forma, as análises feitas por Paulo Lage tomam como ponto de partida as estimativas feitas pela própria Abiquim, dando conta de investimentos em capacidades produtivas da ordem de US$ 167 bilhões, entre 2010 e 2020, dos quais US$ 87 bilhões seriam decorrentes do crescimento econômico, US$ 45 bilhões corresponderiam à recuperação do déficit comercial, US$ 20 bilhões atrelados ao desenvolvimento da indústria química de base renovável, US$ 15 bilhões para viabilizar as oportunidades decorrentes do pré-sal, além de US$ 32 bilhões para P&D. Esses investimentos, segundo o sindicato, também devem contemplar ações de responsabilidade socioambiental, tomando lugar de destaque nas decisões das empresas do setor químico.


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