Economia

4 de maio de 2001

Empresa: Vendas da Basf crescem e estimulam a investir

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    s resultados do grupo Basf na América do Sul, obtidos em 2000 e nos primeiros meses deste ano, demonstram crescimento de vendas, fruto de investimentos em novas unidades e na aquisição de negócios. As vendas na região somaram 2.365 milhões de euros, no ano passado, dos quais 1.600 milhões foram obtidos no Brasil.

    Química e Derivados: Empresa: Acker - projetos de acrílicos e estirênicos baixam importação.

    Acker – projetos de acrílicos e estirênicos baixam importação.

    De janeiro a abril deste ano, o faturamento acumulado chegou a 636,7 milhões e 414,8 milhões de euros, respectivamente. Esses números revelam incremento de vendas de 10% na região e 17% no País.

    A diretoria do grupo Basf explica o bom resultado pela incorporação dos negócios da American Cyanamid, adquirida em julho passado por US$ 3,8 bilhões – o maior investimento do grupo alemão em âmbito mundial –, que permitiu incrementar o negócio de agroquímicos da companhia, tornando-o o terceiro maior do Planeta.
    Também a área de corantes e tintas apresentou crescimento significativo, contribuindo para a evolução dos indicadores.

    Os resultados animadores chegam em boa hora para a Basf brasileira, que comemora 90 anos do início de suas atividades no País, além do quadragésimo aniversário da marca Suvinil, líder no mercado nacional de tintas decorativas. Coroando as efemérides, a Basf confirmou plano de investimentos da ordem de US$ 500 milhões, para o período de 2000 a 2004. O principal projeto da companhia no Brasil é a instalação da cadeia acrílica, no Vale do Paraíba, em São Paulo, em parceria com a Petrobrás que lhe fornecerá propeno. A partir de 2004, a Basf deverá iniciar a produção de ácido acrílico cru e glacial, além de polímeros superabsorventes (SAP), consumindo o total de 300 milhões de euros. Já no final de 2001, fica pronta a fábrica de 50 mil t/ano de acrilato de butila, que consumirá ácido acrílico importado até 2004. O produto é fundamental para a produção de dispersões acrílicas para tintas, revestimentos e adesivos, e receberá investimento de 15 milhões de euros. Seguindo a jusante, em 2002, a Basf vai ampliar em 140 mil t/ano sua unidade de dispersões para tintas em Guaratinguetá-SP, alocando mais 40 milhões de euros.

    Fora a linha acrílica, o maior investimento da companhia está nos estirênicos, a começar pela partida da nova unidade de poliestireno de alto impacto (110 mil t/ano) e modernização/expansão da unidade antiga, convertida para poliestireno cristal (80 mil t/ano), frutos de investimento de 30 milhões de euros. Ambas ficam em São José dos Campos-SP.

    Nessa área, a Basf promove em parceria com a Dow o estudo de viabilidade econômica para construir fábrica de grande porte de monômero de estireno no Brasil, em local a ser definido com base nesses dados. “É preciso considerar a situação dos mercados doméstico e internacional, além das condições de oferta de benzeno e eteno, conjugadas a possíveis sinergias com as instalações dos empreendedores”, explicou o presidente da Basf para a América do Sul, Rolf-Dieter Acker. Ele negou qualquer interesse em participar do controle de pólo petroquímico no Brasil, que poderia tornar mais fácil a obtenção de insumos primários.

    Essas duas linhas de investimentos estão sendo realizadas nos produtos mais importados pela companhia, que contribuem sobremaneira para o déficit comercial de US$ 140 milhões, verificado na média dos últimos anos. “Esses projetos, no longo prazo, ajudarão a equilibrar nossas exportações e importações”, comentou Acker.

    Química e Derivados: Empresa: Goerck - grandes consumidores de tintas confirmaram pedidos.

    Goerck – grandes consumidores de tintas confirmaram pedidos.

    O presidente da companhia na região espera conseguir faturamento crescente, neste ano, superior ao previsto para o PIB, que começou o ano com expectativa de aumentar 4,5%, agora reduzida para 2,5%. “Nosso desafio é manter a evolução de negócios, apesar das dificuldades de energia e variação cambial que apareceram no caminho”, afirmou.

    O vice-presidente de administração e finanças Michel Mertens explicou que as margens de lucro da companhia estão comprimidas desde 1998, situação a ser agravada em 2001. “Isso vai exigir adaptações por parte da companhia”, afirmou. Nas suas contas, 75% das matérias-primas têm preço dolarizado, incluindo linhas de fornecedores nacionais.

    Energia controlada – A Basf brasileira apresenta situação tranqüila em relação à crise de fornecimento de eletricidade por que passa o País. “Entendemos que o governo escolheu o melhor método para conviver com o problema, ou seja, estimular a população e as empresas para cortar voluntariamente o consumo, evitando apagões por área geográfica, muito mais prejudiciais”, comentou Acker.

    O presidente salientou ser corriqueira a escassez de energia na Europa, a ponto de a companhia ter desenvolvido boa tecnologia de aproveitamento térmico e co-geração de eletricidade a partir de subprodutos e resíduos industriais. “É um dos focos da nossa política de integração [verbund, em alemão]”, explicou.

    A companhia apresenta consumo médio de 10 mil MWh, para uma capacidade de geração de 2,5 mil MWh. “Temos enorme potencial de economia de energia e racionalização de atividades, que nos permitirão obter excedente de 5% de eletricidade”, afirmou o vice-presidente Christiano Burmeister, coordenador da comissão interna que estuda e monitora o consumo de eletricidade na companhia. Segundo informou, há dois sites com excedente de energia e dois com demanda a ser suprida por transferências.


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