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5 de setembro de 2001

Embalagens: Setor registra atividade menor

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    A indústria de embalagem inicia o segundo semestre em ritmo desacelerado. Os principais indicadores desse recuo são a queda na utilização da capacidade instalada, a previsão de demissões e as tímidas expectativas dos empresários do setor.

    Esse cenário foi traçado a partir das constatações do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que realizou em julho sondagem conjuntural, encomendada pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre). O levantamento refere-se a 77 empresas, das quais 29 são do setor de plástico; 26, papel/papelão; 14 metal; quatro, vidro e quatro de outros segmentos. O faturamento dessas companhias no ano passado somou R$ 5 bilhões.

    De acordo com a pesquisa, em julho, houve queda no nível de utilização da capacidade instalada em cerca de 1,5 pontos porcentuais, em relação a igual período de 2000 (o índice passou de 84,5% para 83%). O setor plástico, em especial, apresentou maior recuo. Em julho de 2000, os fabricantes de embalagens plásticas usaram 82,7% da capacidade instalada ante 73,3% registrados no mês passado.

    O levantamento também revelou que o setor de embalagens programa demissões no trimestre julho/setembro. Segundo as empresas pesquisadas, 14% delas têm a intenção de demitir, enquanto 6% pretendem contratar, o que resulta em um saldo negativo de 8%. No ano passado, o mesmo índice foi positivo em 14%.

    Esses dados vão ao encontro das expectativas do empresariado. A sondagem demonstrou que 19% das companhias consultadas prevêem melhores negócios para os próximos seis meses e 17% pensam de forma inversa. Há um ano, as proporções foram mais otimistas: 63% e 1%, respectivamente.

    A indústria de alimentos, principal cliente do setor de embalagens, no entanto, possui uma visão diferente em relação ao futuro dos negócios. As perspectivas do segmento alimentício, para os próximos seis meses, são positivas, registrando um saldo de 43%.

    Como resultado da sondagem, espera-se fechar o ano com aumento entre 0% e 1% na produção de embalagem. “Prevemos esse desempenho relativamente modesto, mas em vista do cenário atual, ou seja, de todas as mudanças ocorridas e da instabilidade econômica, talvez não seja um mau resultado”, avalia o economista-chefe do Ibre-FGV, Salomão Quadros.



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