Logística Transporte e Embalagens

6 de setembro de 2013

Embalagens: Reutilização reduz custos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    possibilidade de reúso é apenas uma das causas da expansão dos IBCs, porém é importante, pois combina aspectos relacionados a custos com questões associadas à sustentabilidade ambiental. E, com base na conjugação desses dois gêneros de fatores, pode-se até mesmo presumir o crescimento de outras modalidades de reaproveitamento das embalagens industriais (além do próprio reúso inerente aos IBCs e a outras embalagens). “Creio que ganhará espaço tanto a reutilização quanto o uso de embalagens recondicionadas e refabricadas”, prevê Glória, da Associquim. “Esse tipo de uso está hoje perfeitamente regulamentado, e constitui alternativa para redução de custos e da quantidade de descartes”, argumenta.

    Química e Derivados, Linha Mauser de embalagens

    Linha Mauser de embalagens

    No grupo Mauser, conta Rossi, há uma unidade localizada no município paulista de Taubaté, a NCG-Tankpool, que compra IBCs utilizados e os recupera para posterior revenda. Se a recuperação incluir a troca da chamada ‘garrafa’, a parte plástica da embalagem, que é inserida em uma estrutura metálica, ela será recolocada no mercado como “seminova”; se apenas passar por limpeza e descontaminação, ela será posicionada como “recondicionada”.

    A NCG-Tankpool oferece também logística reversa de bombonas, limpando-as e fazendo o descarte de maneira adequada. “Mas muitas empresas menores ainda revendem essas bombonas para os chamados sucateiros”, observa Rossi.

    E a Intertank, diz Picchio, realiza não exatamente uma refabricação, mas uma “manutenção mais pesada” de alguns de seus tanques, por exemplo, com a substituição de alguma peça do corpo. Mas ele vê com ressalvas previsões relacionadas ao maior emprego de embalagens refabricadas ou recondicionadas: “Após passarem por esse processo, determinados tanques poderão, por exemplo, não mais estar aptos para utilização em transportes, mas somente para utilização estática, e nossos clientes geralmente usam os tanques em movimento”, observa o CEO da Intertank. Mas Picchio também enfatiza: “embalagens one way perderão espaço no mercado”.

    A Intertank, ele relata, hoje começa a utilizar em sua frota de tanques destinada a produtos mais agressivos, com os quais trabalha no mercado onshore, o aço inox 316 L, com maior resistência mecânica e à corrosão (comparativamente ao aço 304, mais comum nesse gênero de embalagem). “Toda a nossa frota de offshore já usa o 316 L”, destaca.

    A Rentank, conta Simone, há aproximadamente dois anos desenvolveu para um cliente uma solução que, combinando embalagens, dispensa a necessidade de descontaminação dos tanques de aço. E sua empresa, ela lembra, tanto loca quanto vende IBCs, mas parece haver hoje maior preferência pela primeira dessas duas opções: “Alugar permite ao cliente, entre outras coisas, adaptar-se a sazonalidades e alterações repentinas na demanda”, justifica Simone. Segundo ela, entre produtos locados e vendidos, a Rentank tem atualmente cerca de 15 mil contentores do tipo IBC colocados no mercado.



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