Logística Transporte e Embalagens

4 de agosto de 2014

Embalagens: Demanda firme anima a ampliar produção e desenvolver linhas

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Embalagens: Demanda firme anima a ampliar produção e desenvolver linhas
    Verdadeira a teoria que qualifica a indústria de embalagens como uma espécie de termômetro capaz de indicar quão aquecido está o conjunto da atividade produtiva – ou, ao menos, a probabilidade de se tornar mais agitado –, talvez seja possível olhar de maneira um pouco mais otimista para o futuro próximo da indústria brasileira. Afinal, apesar das inúmeras incertezas colocadas no horizonte, os fornecedores de embalagens industriais estão, em maior ou menor grau, realizando algum investimento em novos produtos, em tecnologias mais modernas, e mesmo na ampliação de sua capacidade de produção.

    A Schütz Vasitex, por exemplo, este ano já instalou em sua fábrica duas novas sopradoras dedicadas à produção de bombonas para conter de 20 a 60 litros. Importados da Alemanha e totalmente robotizados, esses equipamentos consumiram recursos de R$ 10 milhões. E, de acordo com Luiz Francisco da Cunha, CEO da Schütz Vasitex, além de ampliarem significativamente sua capacidade de produção desse gênero de embalagens, trazem tecnologias inovadoras, como um sistema que confere maior precisão ao controle da distribuição de massa na embalagem moldada a sopro e, assim, reduz seu peso.

    Agora, a Schütz Vasitex está alocando outros R$ 20 milhões na ampliação de sua planta de prestação de serviços, na qual realiza, entre outras atividades, a recepção das embalagens utilizadas, cuida de sua limpeza, recicla o material plástico para reaproveitamento em outros produtos, e trata os efluentes. Essa unidade se situa, como também a fábrica da empresa, em Guarulhos-SP. Concluída tal obra, essa planta, atualmente com 25 mil metros quadrados, passará a 47 mil m². “Parte dessa ampliação começará a ser utilizada já no final deste ano e o projeto todo estará concluído em meados de 2015”, adianta Cunha.

    Por sua vez, a Mauser está instalando em Suzano-SP oito novas máquinas, destinadas a reforçar sua capacidade de produção de bombonas com capacidade entre 20 e 25 litros. Dois desses novos equipamentos permitirão o ingresso da empresa no mercado das bombonas adequadas para o Arla-32, uma solução de ureia destinada a reduzir a emissão de poluentes gerados por motores a diesel, cujo transporte, quando em pequenas quantidades, requer embalagens dotadas de um encaixe específico para mangueiras. Em grandes volumes, são usados os IBCs (Intermediate Bulk Containers), conhecidos também como contentores.

    Por enquanto, observa Edson Rossi, vice-presidente de vendas e marketing da Mauser, o mercado das embalagens para Arla ainda está em estágio inicial, porque ainda é recente a legislação que exige seu uso. “Mas ele deve ter crescimento significativo nos próximos cinco anos”, destaca Rossi. “Em julho lançaremos também bombonas de 220 litros: denominadas El-Ring, elas podem ser utilizadas no transporte de Arla, químicos, essências e fragrâncias, entre outros produtos”, acrescenta.

    A Greif está ampliando seu portfólio com a bombona de 10 litros DoubleGreen CoEx: focada no mercado agropecuário, é fabricada com a tecnologia multicamadas para poder transportar produtos classificados. Mas além disso, ressalta Gustavo Melo, gerente de inteligência de mercado da Greif na América Latina, pode ser confeccionada com polietileno verde – derivado do etanol de cana-de-açúcar –, e seu design elimina a necessidade das caixas de papelão muitas vezes utilizadas para acondicionar embalagens de defensivos agrícolas. “Essa bombona já vem com a certificação da Organização das Nações Unidas para o transporte de produtos perigosos”, diz Melo. Em 2012, a Greif já havia inaugurado uma fábrica em Itu-SP, uma de suas onze unidades brasileiras, onde produz bombonas e IBCs plásticos.

    A Topack obteve do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a aprovação para um financiamento de R$ 12 milhões, valor correspondente a dois terços do orçamento do projeto de ampliação de sua unidade de produção de big bags – também chamados de IBCs flexíveis –, localizada nas proximidades do polo petroquímico de Suape-PE (a empresa produz essas embalagens também em Americana-SP).

    Essa ampliação já está em andamento. “Deve estar concluída em aproximadamente 1,5 ano, e praticamente dobrará a capacidade de produção da planta de Pernambuco, que chegará a algo entre 60 mil e 70 mil embalagens por mês”, adianta José Maddaloni, diretor-geral da Topack.

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    Novos produtos, mais serviços – Investimentos acontecem também na Embaquim, empresa dedicada à produção de bolsas plásticas até mil litros, próprias para serem acondicionadas em tambores, invólucros de papelão e bombonas. Feitas em materiais como PE, PET metalizado e coextrudados de alta barreira, entre vários outros, essas bolsas são muito utilizadas no transporte de diversos gêneros de produtos, como resinas acrílicas, adesivos, tintas, glicóis, tensoativos e óleos minerais.

    De acordo com o gerente comercial Eduardo Casali, este ano a Embaquim investiu R$ 1,5 milhão em uma nova extrusora, com a qual ampliou a capacidade de produção das bolsas, e também adquiriu novas injetoras e moldes para a fabricação de seus bocais e tampas. Em 2015, instalará outro equipamento automático para a produção de bolsas pequenas, entre um e 30 litros, para acondicionamento em caixas de papelão. Essas bolsas, conta Casali, são muito empregadas na agropecuária e nas indústrias de alimentos e de cosméticos. “Temos, porém, notado que também a indústria química cada vez mais usa essas embalagens menores para substituir bombonas”, afirma Casali.

    A Bomix, segundo o gerente comercial André Rosário, no ano passado ampliou em 40% a capacidade produtiva de sua unidade de Salvador-BA, onde produz baldes, e em 20% a capacidade da planta de Jundiaí-SP, produtora de bombonas. “Também lançamos baldes de 14 litros, muito direcionados para embalar texturas”, diz Rosário. “Cada vez mais a indústria de tintas usa, no produto dirigido ao consumidor final, o balde em substituição à lata, até porque, ele hoje permite uma impressão tão boa quanto aquela do metal”, acrescenta.


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