Logística Transporte e Embalagens

16 de abril de 2009

Embalagem – Estudo revela o impacto da crise por segmentos

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Publicado por: Rose de Moraes
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    indústria de embalagens fechou o ano de 2008 com uma receita de R$ 36,6 bilhões, 9,56% superior ao montante de 2007, de R$ 33,1 bilhões. As embalagens plásticas continuam a abocanhar a maior fatia de participação sobre o total, 37,64%, ou R$ 13,8 bilhões, sendo seguidas pelas embalagens de papelão ondulado e papel-cartão, com R$ 10,2 bilhões (28%); metálicas, R$ 6,2 bilhões (16,94%); de papel, R$ 2,6 bilhões (7,12%); vidro, R$ 1,9 bilhão (5,23%); têxteis, R$ 976 milhões (2,66%); e de madeira, R$ 880 milhões (2,40%).

    Enquanto as produções de embalagens de papel, papelão e cartão e de embalagens plásticas aumentaram 2,06% e 0,59%, respectivamente, as demais sofreram retração em vários níveis: metálicas (-3,52%), vidros (-3,85%), madeiras (-12,20%).

    A indústria farmacêutica foi a que mais expandiu o consumo de embalagens em 2008 em comparação a 2007, registrando aumento de 12,66%. Com esse resultado, superou os níveis de crescimento das embalagens em setores tradicionais, como o de alimentos (0,54%) e o de bebidas (0,27%).

    No balanço geral, contudo, vários setores não conseguiram intensificar o uso de embalagens no ano que passou. A retração se verificou nos segmentos de perfumes e cosméticos (-5,27%), sabonetes, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-4,08%). Todos esses dados foram recentemente divulgados e constam do estudo macroeconômico da embalagem realizado pela Fundação Getúlio Vargas, por encomenda da Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

    Os impactos da crise mundial sobre o setor de embalagens no Brasil também foram alvo desse estudo, podendo ser observados ao se comparar os níveis de crescimento no consumo de embalagens registrados no primeiro semestre de 2008 e os níveis de retração presentes no segundo semestre de 2008.

    À exceção da indústria farmacêutica, que apresentou forte crescimento no consumo de embalagens, principalmente no segundo semestre (19,70%), e que já vinha dando sinais positivos desde o primeiro semestre de 2008 (4,82%), a indústria de alimentos conseguiu fechar o primeiro semestre de 2008 com crescimento de 2,41% no consumo de embalagens, mas desacelerou no segundo semestre, sofrendo retração de -1,04%.
    Implacável também foi a retração no consumo de embalagens nos segmentos de sabonetes, sabões, detergentes e produtos de limpeza, que fecharam o primeiro semestre de 2008 com + 1,49%, mas despencaram no segundo semestre para -9,52%.

    No campo das exportações, as embalagens alcançaram a receita de US$ 545,9 milhões em 2008, 13,91% superior ao alcançado em 2007. Desse total, US$ 215,3 milhões corresponderam ao desempenho no mercado externo das embalagens metálicas; US$ 161,4 milhões em embalagens plásticas; US$ 90,1 milhões nas embalagens de papel, papelão ondulado e papel-cartão; US$ 46,1 milhões com as embalagens de vidro; e US$ 32,9 milhões das feitas de madeira. Os maiores crescimentos em exportações foram observados nos campos das embalagens metálicas (28,41%) e plásticas (22,42%), enquanto as de vidro apresentaram retração de -17,41% e as embalagens de papel, papelão ondulado e papel-cartão cresceram apenas 1,81%.

    Nas importações, o setor de embalagens registrou em 2008 US$ 479,6 milhões, contra US$ 368,5 milhões de 2007, um incremento de 30,16%. Os plásticos assumiram a liderança nas importações (US$ 296,3 milhões), e foram seguidos pelos metais (US$ 80,7 milhões), papel, papelão ondulado e papel-cartão (US$ 71,1 milhões) e vidros (US$ 31 milhões).

    Perante a forte desaceleração sofrida pela economia brasileira nos últimos tempos, o professor Salomão Quadros, coordenador do estudo sobre o mercado de embalagem da Abre, acredita que a produção de embalagem não deverá crescer em 2009.

    Química e Derivados, Fábio Mestriner, Ex-presidente da Abre e professor e coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, Embalagem

    Fábio Mestriner: embalagens flexíveis conquistam posições de mercado

    Vice-líder em lançamentos – Pro­jeções feitas pelo Laboratório de Monitoramento Global da Embalagem da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), porém, indicam que o setor deverá crescer em 2009, mesmo considerando um cenário de contenção no consumo. Isso porque, segundo Fábio Mestriner, ex-presidente da Abre e professor e coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, os setores de alimentos, bebidas, cuidados pessoais e limpeza devem reagir e já respondem por cerca de 75% do consumo de embalagens no país.

    “Todos esses setores, somados ao de cosméticos, devem receber mais atenção do consumidor, que gastará menos com produtos eletrônicos, telefonia celular e bens duráveis, e irá destinar parte de seus recursos para os setores de maior consumo de embalagens”, considerou Mestriner. “O Brasil está entre os cinco maiores mercados mundiais em bens de consumo e deve se valer de seu forte mercado interno e da baixa dependência das exportações, ao contrário do que ocorre com países como Japão e China”, comparou.

    No rol dos líderes dos países que mais promovem lançamentos em embalagens no mundo, o Brasil conquistou no primeiro trimestre de 2009 a segunda posição, ao promover 4.099 inovações, correspondentes a 8% do total mundial de 54.430 lançamentos. Nesse quesito, o Brasil é apenas superado pelos Estados Unidos, que respondem por 13% dos lançamentos realizados no mundo, sendo seguido pelo Japão (7%), Reino Unido (7%), Alemanha (5%), França (5%), China (4%), Índia (3%), Canadá (3%) e Itália (3%). “Acompanhar a dinâmica dos lançamentos de embalagens e produtos no mundo e no Brasil é muito importante, pois a embalagem é considerada por muitos economistas como um dos parâmetros para avaliar o nível de atividade econômica de um país”, avaliou Mestriner.


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