Logística Transporte e Embalagens

15 de abril de 2011

Embalagens – Demanda explosiva faz importações crescerem

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Publicado por: Rose de Moraes
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    química e derivados, embalagens

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    receita líquida de vendas do setor de embalagens em 2010 totalizou R$ 41,1 bilhões, contra os R$ 35,5 bilhões de 2009, por conta da retomada do crescimento econômico do país e da demanda explosiva de alguns segmentos, como o de embalagens em alumínio. No comparativo entre 2009 e 2010, a produção física de embalagens cresceu 10,13%. As embalagens de madeira foram as que mais cresceram, com 24,36%. Na segunda posição, aparecem as metálicas (16,26%), seguidas pelas de vidro (14%), papel, papelão e cartonadas (7,25%), e plásticas (7,01%).

    Os maiores usuários de embalagens em 2010 foram as indústrias de bebidas (11,15%). Em segundo lugar, está o setor de vestuário e acessórios (7,17%), seguido pelos setores de calçados e artigos de couro (6,74%) e de alimentos (4,39%).

    “Os números já são expressivos, mas, a depender de nova totalização, poderão ser ainda maiores, a ponto de nenhum chinês poder botar defeito”, comentou com bom humor o economista Salomão Quadros, da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, responsável pelo estudo macroeconômico das embalagens que deu origem ao último balanço do setor, apresentado recentemente pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre).

    Contra todos os números negativos de 2009, 2010 se destacou por ser um ano excepcional para a produção de embalagens, a ponto de a capacidade de oferta em alguns setores ser inferior à demanda. A utilização mais intensa ocorreu no primeiro semestre de 2010, quando a taxa de crescimento chegou a 15,57%. Não fosse o arrefecimento do segundo semestre (7%), os resultados seriam ainda mais significativos.

    Em 2011, segundo as projeções, as receitas prometem ser ainda mais polpudas, devendo se aproximar de R$ 44 bilhões, embora o crescimento da produção física deva ser modesto (2,2%).

    Para chegar a esses resultados, o estudo encomendado pela Abre levantou dados e expectativas de 107 empresas, consideradas as mais representativas do setor. As últimas análises, realizadas em janeiro de 2011, apontaram 88,8% de utilização da capacidade produtiva. A constatação traz à tona o fato a um só tempo preocupante e animador: alguns segmentos, a despeito de terem de atender à forte demanda tanto por bens de consumo quanto por bens duráveis em 2010, tiveram de importar mais.

    Isso ocorreu, por exemplo, com as embalagens metálicas, especialmente as latas de alumínio para bebidas carbonatadas e não-carbonatadas, segmento que contribuiu para o aumento do déficit da balança comercial do setor. Só as importações de embalagens vazias, de acordo com o estudo da Abre, tiveram um acréscimo de 70%. “Na importação de embalagens para bens duráveis, o crescimento foi explosivo e alcançou 120% e, subtraindo-se as importações de embalagens metálicas, podemos considerar que as importações de embalagens cresceram, em média, 40%”, informou o economista. Assim, as despesas com importações de embalagens em 2010 somaram US$ 794.057 mil, contra US$ 467.185 mil de 2009. As importações em maiores valores ocorreram no segmento de embalagens plásticas (47,28%), e corresponderam a US$ 375.412 mil, enquanto as metálicas ocuparam a segunda posição entre os maiores importadores do ano (29,20%), totalizando desembolso de US$ 231.185 mil. O economista Salomão Quadros não descarta a possibilidade de as importações estarem crescendo em detrimento das produções locais em alguns segmentos, considerando ser necessário realizar estudos complementares para tirar conclusões definitivas.

    Na comparação entre 2010 e 2009, percentuais também explosivos de crescimento nas importações foram observados no segmento de embalagens metálicas (234,88%), seguidos pelas importações de embalagens em vidro (111,71%), em papel/papelão/cartão (44,14%), e plásticas (29,70%). Com as exportações, as receitas somaram US$ 410.119 mil em 2010. Desse total, 46,65% corresponderam às embalagens plásticas, 21,65% às metálicas, 19,48% às embalagens de papel, papelão e cartão, 7,57% às embalagens de vidro, e 4,65% às de madeira.

    Ainda é cedo para confirmar cenários e números definitivos para a balança comercial do setor em 2011, mas os especialistas arriscam dizer que o crescimento no consumo não deverá ser tão explosivo quanto em 2010.

     



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