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2 de abril de 2004

Embalagem: Aberto programa de adesão à lista de produtos excluídos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    O Comitê de Toxicologia, grupo de trabalho apoiado pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre), convida fabricantes, fornecedores de matérias-primas e insumos, e prestadores de serviços de tintas e impressão gráfica para embalagem de alimentos a aderir à lista brasileira de exclusão de componentes. A lista teve a primeira revisão lançada em novembro de 2003, com trabalhos iniciados em abril de 2002, tomando por base a lista de exclusão elaborada pelo Conselho Europeu de Tintas, Tintas para Impressão e Colorantes Artísticos (Cepe), adaptada às características nacionais.

    Química e Derivados: Embalagem: Coelho - lista favorece avanço tecnológico. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Coelho – lista favorece avanço tecnológico.

    “A adesão é voluntária e gratuita”, explicou Carlos Coelho, gerente de produtos industriais da Atlanta Importação e Distribuição, e membro do comitê, formado por representantes de 35 empresas, institutos e associações. Quem aderir terá 12 meses para se adaptar, recebendo um certificado de adesão emitido pela Abre. “Não estão previstas fiscalizações, mas não acreditamos que alguém possa burlar um compromisso voluntário.”

    Segundo Coelho, boa parte dos materiais listados já é rejeitada por clientes do setor alimentício, por serem tóxicos. Os demais pedem adaptações de formulações e até de processos. “Alguns produtos sucedâneos são caros, principalmente porque são pouco usados”, afirmou. A partir do aumento do consumo, tende a haver um aumento de oferta, barateando esses itens.

    No caso dos solventes, ele menciona a restrição ao uso de etilglicol, que pode ser substituído pelo éter metílico do propilglicol, sem grandes problemas. “A introdução de novos critérios facilitará o uso de novos produtos e conceitos, renovando o mercado desses produtos”, comentou Coelho.

    O comitê de toxicologia já esperava alguma resistência inicial à lista. Até abril, pouco mais de cinco empresas já haviam assinado o termo de adesão voluntária. “Fornecedores de tintas gráficas relutam a aderir”, disse. Isso se explica pelo temor de os signatários terem de concorrer com empresas que continuem a usar os produtos listados, obtendo uma vantagem de preços. No entanto, Coelho recomenda acompanhar o comportamento dos clientes, interessados em proteger a saúde dos consumidores. “Pela legislação, até as sacolas de supermercado e os filmes strecht para garrafas de PET são considerados embalagem para alimentos”, afirmou.

    A lista traz a relação dos produtos a eliminar, divida em critérios de seleção e a relação de substâncias propriamente dita. “A lista não tem caráter restritivo, apenas explicitou os itens mais usados na indústria de embalagens”, explicou Coelho. Também devem ser considerados banidos os produtos que contenham as mesmas frases de risco apontadas na lista, tomando por base a classificação da Diretiva de Substâncias Perigosas 67/548 da Comunidade Européia. “O critério de proibição vale para qualquer produto que tenha as frases de risco”, afirmou. Em geral, esses itens são classificados como tóxicos, cancerígenos, mutagênicos ou redutores de fertilidade. Veja a lista completa no site www.abre.org.br.



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