Química

16 de novembro de 2011

Elastômeros – Lanxess investirá R$ 75 mi nas fábricas brasileiras

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Brasil confirma ser a bola da vez para investimentos produtivos da indústria química. Uma comitiva de diretores mundiais da Lanxess, encabeçada por Axel Heitmann, presidente do conselho de administração, anunciou em outubro que a companhia investirá R$ 75 milhões (ou 30 milhões de euros) em três novos projetos industriais no país, todos eles ligados aos esforços de reduzir impactos ambientais no setor de transportes.

    “Quando a Lanxess foi formada há sete anos, o Brasil respondia por menos de um por cento das vendas globais, mas hoje ele representa quase 10% do faturamento anual global”, comemorou Heitmann. Em 2010, as vendas no país somaram 701 milhões de euros, um recorde. Neste ano, os resultados do segundo trimestre de 2011 registraram vendas de 228 milhões de euros, 25% acima do faturado no mesmo período do ano anterior, apontando para o estabelecimento de um novo recorde para a filial.

    O presidente informou que todas as treze unidades de negócio da companhia atuam no país, contando com cinco unidades de produção em Porto Feliz-SP, Duque de Caxias-RJ, Cabo de Santo Agostinho-PE e Triunfo-RS, essas três últimas produzindo borracha de estireno-butadieno (SBR), compradas da antiga Petroflex, hoje Lanxess Elastômeros. Em Triunfo está também a fábrica de monômero do dieno eteno-propeno (EPDM), comprada da DSM, usado em aplicações mais nobres da indústria automotiva.

    Química e Derivados, Borkowsky, FIscher, Heitmann, Lacerda, Weymans, Lanxess

    Da esq.: Borkowsky, Fischer, Heitmann, Lacerda, Weymans

    Um dos investimentos anunciados se refere especificamente a essa unidade gaúcha, capaz de produzir 40 mil t/ano de EPDM. “Foram investidos aproximadamente dois milhões de euros para preparar essa planta para que ela possa produzir até 10 mil t/ano de EPDM com eteno de etanol, fornecido pela vizinha Braskem, a primeira do mundo no gênero”, explicou Guenter Weymans, diretor da unidade de negócios Technical Rubber. Em novembro, serão produzidos os primeiros pequenos lotes de centenas de toneladas, aumentando a produção até a quantidade anunciada, equivalente a 25% do total. Esse elastômero “verde” carregará a marca comercial de Keltan Eco, mas terá exatamente as mesmas propriedades do EPDM convencional.

    Weymans também explicou que a companhia estuda um processo produtivo para obter borracha butílica oriunda de matérias-primas de fonte biológica, ou seja, produtos agrícolas. Para isso, precisará de uma fonte de isobuteno “verde”.

    Um dos focos de inovação para a companhia está nos pneus verdes, fabricados com elastômeros de alto desempenho para propiciar a redução no consumo de combustíveis pelos veículos automotores. A União Europeia vai rotular os pneus a partir de 2012, criando uma oportunidade para ampliação de negócios. Por isso, a companhia está finalizando a duplicação da capacidade produtiva de borracha de polibutadieno de neodímio (Nd-PBR) em Cabo de Santo Agostinho, para chegar a 40 mil t/ano. Esse investimento não faz parte do rol dos anunciados em outubro e já está em fase de conclusão, prevista para dezembro.

    Segundo Jens-Hendrik Fischer, gerente geral para as Américas da unidade de negócios de produtos semicristalinos da Lanxess, a Nd-PBR é usada para a fabricação de bandas de rolagem de pneus, permitindo reduzir a resistência ao rolamento e a abrasão, gerando economia de até 30% no consumo de combustível e ampliando a durabilidade dos pneus.

    “Além disso, estamos estudando a conversão da unidade de produção de borracha ESBR (emulsão) convencional de Triunfo para a borracha SSBR (suspensão), usada nos pneus verdes”, revelou. A planta gaúcha de SBR pode produzir 110 mil t/ano e sua conversão vai requerer investimentos da ordem de dois dígitos, em euros. “A decisão será tomada no próximo verão”, disse. A composição das bandas de rolagem com Nd-PBR e SSBR oferece melhor desempenho aos pneus, inclusive no quesito de segurança.

    Marcelo Lacerda, presidente da Lanxess no Brasil, afirmou que as produções adicionais e alternativas das borrachas que foram anunciadas deverão abastecer a demanda nacional, fortemente aquecida nos últimos anos pela venda de automóveis.

    Os dois últimos investimentos anunciados pela diretoria mundial da Lanxess apontam para Porto Feliz-SP, onde são fabricados os pigmentos de óxido de ferro, mas que ganhará o status de centro de especialidades químicas. Um deles pertencerá ao setor de produtos semicristalinos, referindo-se à construção de uma unidade de produção inteiramente nova para 20 mil t/ano de plásticos de engenharia a partir de 2013, mediante investimento de R$ 50 milhões (20 milhões de euros).

    Segundo Fischer, serão fabricados compósitos das linhas Durethan (poliamidas de origem na caprolactama, que serão importadas da Bélgica) e Pocan (polibutileno tereftalato, PBT). “Faremos compostos dessas resinas com a incorporação de fibra de vidro, gerando materiais de altíssima resistência, usados em vários itens da indústria automobilística, combinando excelentes propriedades mecânicas com redução do peso total dos veículos”, explicou.


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