Tecnologia Ambiental

25 de abril de 2003

Efluentes: Ciba reformula conceitos em polímeros floculantes

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    om o desenvolvimento da tecnologia UMA (Unique Molecular Architecture), a Ciba Especialidades Químicas Ltda. está introduzindo um novo conceito no mercado de tratamento de água, esgoto e efluentes industriais. Tanto a empresa aposta no potencial de crescimento do negócio que já projeta conquistar uma média de 5% de market share ao ano, na América do Sul.

    Carlos Eduardo C. Kurlbaum, gerente de vendas para a América do Sul da divisão Pollution Control, revela que a Ciba comercializou, em 2002, cerca de US$ 4 milhões na região com o fornecimento de aproximadamente 1.300 toneladas de polímeros para aplicação em coagulação e floculação.

    Química e Derivados: Efluentes: Kurlbaum - automatização norteou desenvolvimentos.

    Kurlbaum – automatização norteou desenvolvimentos.

    Em 2000, quando a empresa decidiu montar a unidade de Pollution Control para atuar na América do Sul, o faturamento foi de US$ 1 milhão.

    Para este ano, Kurlbaum prevê receitas da ordem de US$ 4,6 milhões, o que representará um crescimento de 15% em relação ao desempenho do ano passado. Quando se refere à América do Sul, a Ciba considera os negócios efetuados em três países: Argentina, Brasil e Chile. Só o Brasil responde por 70% das vendas.

    Segundo o executivo, o expressivo crescimento registrado nos últimos anos é resultado, principalmente, da qualidade do produto e da força da marca Ciba, que começou a se impor num mercado antes não explorado. Para assegurar maior sucesso no empreendimento, a empresa montou uma equipe de profissionais especializados que incorporam a assistência técnica à aplicação do produto. O compromisso é ser uma espécie de “sócio colaborador” capaz de resolver os problemas do cliente.

    “Com o rigor existente na legislação ambiental e o maior custo da água nos grandes centros, o mercado está em franco crescimento”, observa Kurlbaum. Também trabalha-se em soluções de re-uso de água. O potencial de mercado é alto, porque, no Brasil, menos de 15% do esgoto é tratado adequadamente. Na Argentina, a rede de esgoto apenas cobre 5%. O Chile é, na região, o país com a melhor rede de saneamento, pois estima-se que cerca de 70% do esgoto será tratado até o final deste ano. Na vizinha Argentina, os negócios estão de certa forma estancados, ainda em consequência da violenta crise econômica que assola o país e que, no final de 2001, custou o governo ao ex–presidente Fernando De la Rúa.

    O mercado atual de tratamento de água nesses três países envolve US$ 20 milhões por ano ou 6 mil toneladas/ano de polímeros. Frente a um crescimento regional de 15% ao ano, a Ciba trabalha com a perspectiva de expansão de 25% ao ano. A empresa detém uma fatia de 20% e sua estratégia visa, cada vez mais, agregar valor ao produto, “oferecendo soluções mais automatizadas e com melhor relação custo-benefício para o cliente”, afirma Kurlbaum. Investe-se na automação do processo, em equipamentos de preparação e dosagem de polímeros e em sistema de gerenciamento para tratamento de esgoto.

    “Há uma tendência mundial de se utilizar centrífugas para operações de desague de lodo de esgoto. Por isso, a Ciba desenvolveu um sistema de gerenciamento e uma tecnologia de produto específica para o mercado de centrífuga, otimizando a dosagem e o custo por tonelada de lodo seco”, observa.

    Introduzida na Europa em 2001 e em utilização na América do Sul desde o ano passado, a tecnologia UMA, segundo a Ciba, é revolucionária e sem similar: a empresa conseguiu que o arranjo tridimensional de uma cadeia polimérica permita a inserção de um maior número de grupos funcionais. Com isso, há uma maior retenção de sólidos com a mesma quantidade de produto. Kurlbaum afirma que a economia de custos, em relação ao sistema tradicional, é de 15% a 30%. Para a empresa, as linhas de floculantes e coagulantes Zetag, Magnafloc e Magnasol representam o futuro nos processos de separação sólido-líquido.

    Os números impressionam, mas o mercado tem lá seus caprichos. Como a tecnologia é nova, o gerente de vendas conta que é necessário fazer demonstração caso a caso para que a clientela se decida a optar pela solução Ciba. “Além da tecnologia nova, temos produtos já reconhecidos e tradicionais da Allied Colloids (empresa incorporada em 1998)”, acrescenta Kurlbaum. “Através de investimentos na fábrica buscando a excelência operacional, hoje se oferece, a preços bastante competitivos, produtos onde atua a concorrência.” Os polímeros comercializados na região pela Ciba são importados das fábricas em Bradford, na Inglaterra, e Suffolk, nos Estados Unidos.

    Kurlbaum acredita que a tendência do governo Luiz Inácio Lula da Silva é investir em saneamento. “Em todos os Estados brasileiros, os governos estão investindo em saneamento”, diz. Calcula-se que para cada real investido nesse setor, economizam-se três em gastos de saúde. Por outro lado, a indústria, mais preocupada com o meio ambiente, investe em estações de tratamento de águas residuais e efluentes líquidos.

    O momento brasileiro é propício para a Ciba Especialidades Químicas. As vendas da empresa na América do Sul representam, por enquanto, apenas 1% dos seus negócios globais. A Europa e as três Américas geram 37% das receitas, cada uma. A Ásia, os restantes 26%. A empresa comercializa seus produtos em 120 países.



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