Manutenção Industrial

15 de abril de 2009

Ebrats 2009 – Encontro vira oportunidade para o setor superar retração

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    Ebrats 2009 – Encontro e Exposição Brasileira de Tratamentos de Superfície ocupará entre 7 e 9 de maio o Transamérica Expo Center, em São Paulo. Organizado a cada três anos pela Associação Brasileira de Tratamento de Superfície (ABTS), desta vez o encontro tem por cenário um momento de retração da economia global e, consequentemente, de queda na demanda por processos químicos e serviços de tratamento de superfície. Douglas Fortunato de Souza, presidente da ABTS, estima em 20% essa queda, motivada principalmente pela retração nas encomendas entre os clientaelação a 2008. Além disso, a desvalorização do real após outubro aumentou o custo dos insumos importados, impactando a margem de lucro das empresas. Apesar da conjuntura cinzenta, Souza informa que a expectativa em relação ao Ebrats 2009 é grande. “É um evento importante para o setor, no qual os profissionais podem se atualizar sobre as tendências de mercado que irão direcionar os investimentos. Pela sua amplitude, é ótimo para detectar parceiros tanto para o mercado interno como o externo”, disse o presidente da ABTS.

    Química e Derivados, Airi Zanini, executivo da Anion MacDermid e coordenador do Ebrats 2009, Ebrats 2009

    Airi Zanini: Ebrats atualiza o país com as principais tendência tecnológicas

    Airi Zanini, executivo da Anion MacDermid e coordenador do Ebrats 2009, confirma com números a expectativa positiva. No início de abril já eram 72 os expositores confirmados, com previsão de chegar ao total de 80. A projeção de público supera a casa de 10 mil visitantes nos três dias do encontro, sendo 10% de origem estrangeira. “O Ebrats está se consolidando como o melhor evento do setor nas Américas”, diz o executivo. Segundo Zanini, o grande interesse dos profissionais do setor se justifica tanto pela qualidade das palestras técnicas programadas quanto pela feira. “Vamos reunir o que há de mais atual em tecnologias de tratamento de superfície no mundo, setor que vem passando por uma série de evoluções para atender a normas internacionais cada vez mais exigentes em relação ao impacto ambiental e também aos requisitos de resistência à corrosão por parte dos clientes. É uma ótima oportunidade de atualização para os profissionais do setor”, salientou o executivo.

    Entre as principais tendências tecnológicas em tratamento de superfície está a substituição dos processos com base em metais pesados, agressivos ao meio ambiente e à saúde, por sistemas mais amigáveis. Um exemplo é a substituição do uso do cromo hexavalente pelo trivalente. Zanini relata que em segmentos mais exigentes, como na indústria automobilística, os cromos e passivadores trivalentes já respondem por 50% da demanda e a expectativa é de que outros segmentos de mercado também migrem para essa solução. Fortunato de Souza acrescenta como tendências de mercado, além dos cromos e cromatizantes trivalentes, os passivadores isentos de cromo e corantes, desengraxantes biodegradáveis e processos isentos de cianetos para cobre, alumínio, zinco, latão e ligas. Outra tendência é a incorporação de soluções desenvolvidas com base em nanotecnologia para dar suporte às novas exigências do mercado em resistência à corrosão ou menor impacto ambiental. Isso está sendo feito com o desenvolvimento de processos com o uso de nanotecnologia para substituir a tradicional fosfatização, que gera um importante passivo ambiental.

    Nanotecnologia – As principais tendências tecnológicas do setor de tratamento de superfície poderão ser conferidas no Ebrats 2009. Serão cinco palestras técnicas e três apresentações técnicas-comerciais. Kelly Bossardi, da Marcopolo S.A., e Jane Zoppas Ferreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, abordarão o tema: “Nanotecnologia aplicada a tratamentos superficiais para aço carbono AISI 1020 como alternativa ao fosfato de zinco”. Segundo as palestrantes, diversos sistemas de tratamento superficial têm sido utilizados com o objetivo de aumentar a resistência à corrosão e melhorar a adesão da tinta sobre o substrato ferroso. O tratamento mais utilizado, a fosfatização convencional, apesar de eficiente, traz danos ao meio ambiente.

    As palestrantes fizeram uma avaliação comparativa entre um tratamento superficial para aço de baixo carbono (1020, laminado a frio) isento de metais pesados, como o nanocerâmico, e a fosfatização. Os resultados de resistência mecânica, concluíram Bossardi e Ferreira, demonstraram um bom desempenho em todos os tratamentos. Quanto à resistência anticorrosiva, verificou-se, com base nas curvas de polarização, que os tratamentos testados se comportam de maneira peculiar nos diferentes meios, mostrando uma ligeira superioridade com relação ao fosfato de zinco. Os resultados quanto à resistência à corrosão, para as amostras cujos tratamentos foram conjugados com pintura a pó, mostraram que ambos os sistemas obtiveram comportamento semelhante e satisfatório.

    O doutor Peter Kuhm, da Henkel alemã, abordará a substituição dos sistemas de fosfatização tricatiônicos para a indústria automobilística na palestra: “Impacto ambiental reduzido e redução dos custos de processamento: o sistema NGC (New Generation Coating) para substituição do fosfato de zinco”. Kuhm apresentará as propriedades básicas químicas e do revestimento e, na sequência, tratará das características de corrosão, aderência de tinta e de poder de penetração da nova tecnologia de camada delgada baseada em óxido de zircônio. A tecnologia passou por 18 meses de experiência em linhas de carroçaria. Segundo Kuhm, além de excelentes resultados de desempenho, o novo sistema apresentou redução de custo por meio de economias de energia e de água. Outras vantagens, como informa o palestrante, são: os trabalhos de manutenção podem ser reduzidos; evitam-se ingredientes danosos, tais como níquel; e minimiza-se drasticamente os descartes do processo.

    A sustentabilidade é o tema de Romeu Rovai Filho, da Dexter, que fará a apresentação da palestra: “Nova abordagem do tratamento das águas de cabines de pintura”. Segundo Rovai Filho, a qualidade da água de uma cabine de pintura líquida é vital para o funcionamento da mesma, porque influencia no seu balanceamento, no nível de overspray e, por conseguinte, na qualidade do produto acabado. A proposta a ser apresentada por Rovai Filho se baseia na conjugação da tecnologia de nanopartículas e o efeito do Potencial Zeta, de forma que condicione o meio e a água, incrementando a cinética química das reações de coagulação e floculação da tinta, por meio da melhor dispersão dos agentes envolvidos.


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