Química

15 de abril de 2010

EBDQUIM – Associquim comemora 50 anos reunindo a indústria e a distribuição química para fortalecer a cadeia de produção

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    istante das paisagens esplêndidas das praias nordestinas, onde é tradicionalmente sediado, o Encontro Brasileiro da Distribuição Química (EBDQuim), promovido em São Paulo, nos dias 18 e 19 de março, reuniu grande número de companhias comerciais do setor, registrando a presença de mais de 400 pessoas nas suas palestras. Sem o atrativo turístico, o encontro aproveitou a grande densidade de distribuidoras na região para comemorar o cinquentenário de fundação da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim).

    “Não poderia ser diferente, pois tínhamos de comemorar essa data em nossa sede, junto do maior número possível de associados”, afirmou Rubens Medrano, presidente da Associquim. Embora os festejos tenham ocupado parte da programação, o EBDQuim manteve sua tradição de apresentar novos desafios e tendências para o setor, tanto em âmbito nacional quanto mundial.

    Medrano abriu o encontro salientando os esforços empreendidos durante os últimos dez anos para atualizar a estrutura da entidade, aproximando os serviços prestados às necessidades de mercado. “A sustentabilidade se tornou o grande foco do nosso trabalho”, ressaltou, ao indicar a ampla aceitação do programa de Distribuição Responsável (Prodir), criado em 2001 sob inspiração do Responsible Distribution Process (RDP), do Canadá. Com o Prodir, a distribuição química brasileira pode se orgulhar de seguir padrões de qualidade e segurança iguais aos exigidos nos Estados Unidos e Europa. Em âmbito nacional, o Prodir facilitou a interação entre indústria e comércio. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) reconhece o Prodir como necessário e suficiente para garantir a segurança de toda a cadeia química, isentando os distribuidores de participar do programa de Atuação Responsável, mantido pela indústria.

    Essa proximidade justifica o convite feito a Bernardo Gradin, presidente da Braskem e também do conselho diretor da Abiquim, para proferir a palestra solene do encontro. Depois da compra da Quattor e da consolidação dos negócios petroquímicos brasileiros, a Braskem se tornou uma gigante de porte mundial, com receita bruta de R$ 27,3 bilhões em 2009, líder na América Latina e a sétima ou oitava companhia mundial do setor. O seu controle acionário é dividido entre o grupo Odebrecht e a Petrobras.

    Química e Derivados, Rubens Medrano, presidente da Associquim, EBDQUIM - Associquim comemora 50 anos reunindo a indústria e a distribuição química para fortalecer a cadeia de produção

    Medrano: distribuição não recebe os mesmos benefícios da indústria

    Gradin apresentou um cenário de negócios otimista, porém longe de ser róseo. “Ainda estamos em crise, saímos da fase de ruptura, mas alguns fundamentos importantes ainda não estão equacionados”, explicou. Ele mencionou o excesso de liquidez no mundo, provocado pelos governos para conter a crise, que precisa ser controlado. Além disso, problemas na Grécia, Itália e Portugal surgem como espectros malignos.

    Ele também salientou que a economia norte-americana apresenta sinais claros de recuperação, porém em ritmo muito lento e com mentalidade profundamente alterada. “A sociedade americana que era perdulária está se tornando muito mais poupadora”, afirmou. A relevância econômica dos Estados Unidos serve de alerta às pretensões estridentes dos países emergentes, os BRICs (acrônimo de Brasil, Rússia, Índia e China). Gradin explicou que os consumos internos somados desses países produzem um resultado inferior a um terço da demanda dos EUA. Dessa forma, a crise só estará totalmente superada a partir de 2011 ou 2012.

    No caso brasileiro, Gradin entende que esta geração terá uma oportunidade única para o desenvolvimento nacional, agora em bases sustentadas. Houve aumento de renda da população que requer mais cidadania, mais qualidade de vida. Isso pede melhorar os serviços públicos, a formação de mão de obra qualificada, o fortalecimento das instituições democráticas, a maior transparência governamental e o correto entendimento da ampliação de crédito, gerando mais consumo, porém com maior dívida.

    Seguindo sempre seus princípios organizacionais, a Braskem pretende até 2020, com base forte de negócios no Brasil, ocupar todas as fontes de hidrocarbonetos de uso petroquímico na América Latina e, além disso, ser competitiva para suprir o mercado dos Estados Unidos, que ainda será o maior do mundo. Para tanto, porém, o dirigente aponta para a necessidade de investimentos na química de base nacional, suportando o desenvolvimento de todo o setor a jusante. “A persistir a tendência de aumento de importações químicas, o Brasil terá um déficit comercial no setor que chegará a US$ 200 bilhões em alguns anos”, vaticinou. A Abiquim estruturou um pacto setorial, apresentado ao governo federal em dezembro, com o objetivo de desenvolver essa indústria e manter o equilíbrio da balança comercial.

    Aos distribuidores nacionais, Gradin reservou um estímulo: “Há espaço para a distribuição crescer na Braskem e contribuir para fortalecer a cadeia de consumo”, afirmou. Na visão da companhia, o distribuidor deve compartilhar a responsabilidade com os clientes, atuar capilarmente e com eficiência, oferecer serviços de crédito aos seus clientes, prestar serviços de qualidade com segurança, apresentar impacto zero ao ambiente e contribuir para manter a boa imagem da distribuída.


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