Domissanitários e Limpeza

12 de setembro de 2012

Domissanitários – Enzimas lavam roupas sem agredir o ambiente

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Domissanitários

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    m sintonia com os tempos modernos, as enzimas têm potencial para tornar sustentável uma formulação convencional, atendendo aos anseios dos consumidores que procuram, cada vez mais, produtos de limpeza eficientes e inofensivos ao meio ambiente. Esta é a opinião do especialista em bioinovações Thomas J. Burns, da área de Customer Solutions, da Novozymes North America.

    No passado, o pensamento do consumidor era restrito a limpar bem, ou seja, o preço era o grande diferencial entre produtos. Agora, o consumidor quer uma limpeza ecologicamente correta. “As enzimas têm capacidade para melhorar os domissanitários”, afirma Burns, reconhecendo que esses ingredientes estão sendo mais utilizados nas marcas de primeira linha. No caso do mercado brasileiro, no qual trabalhou há alguns anos, a quantidade de produtos de limpeza é grande, com diversos níveis de preços, mas muitas marcas “precisam melhorar a qualidade e a eficácia dos seus produtos”.

    Burns acredita que, como o consumidor brasileiro está mais exigente, ele vai acabar procurando um produto multiuso, com várias propriedades agregadas. Não só para tirar manchas, por exemplo, mas também para cuidar da qualidade das roupas. “As enzimas melhoraram a detergência, elas removem manchas e fornecem benefícios antirredeposição de sujeiras”, destacou Burns durante palestra na 10ª Household Auto Care, realizada no início de setembro no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. Pesquisa da Nielsen, realizada em março deste ano, reforça a tese de Burns: 74% dos brasileiros estão dispostos a comprar produtos de empresas com programas de sustentabilidade.

    As proteases, amilases, lipases, pectinases e mananases são indicadas para remover as sujeiras complexas. Não à toa, essas enzimas estão, desde os anos 60, cada vez mais presentes em escala global nos produtos de limpeza. As enzimas também mantêm e restauram a aparência de novo do algodão, conservando a cor e a brancura. “Os desenvolvimentos da biotecnologia levaram a mais opções de enzimas para uma faixa de pH mais ampla, mais eficiência a baixas temperaturas, melhor compatibilidade de fórmula (resistência a alvejantes, aniônicos e umidade), atividades isoladas para benefícios específicos e força de produto mais alta, com custos de desempenho mais baixos”, declarou Burns.

    Para defender a ideia de que as enzimas também são “acessíveis” aos produtos de limpeza mais baratos, Burns exibiu gráfico com a evolução dos preços das matérias-primas. Estas vêm apresentando comportamento volátil e crescente, “enquanto as enzimas possuem um preço estável”. Assim, a otimização da formulação com enzimas pode garantir mesmo custo e melhor desempenho; ou custo mais baixo e mesmo desempenho. A solução multienzima correta auxilia a aprimorar o desempenho, manter o custo estável e reduzir o impacto ambiental, aproveitando ao máximo o surfactante e substituindo o tripolifosfato de sódio por um sistema alternativo.

    Adriana Guerra Maganhotto, gerente de desenvolvimento de novos negócios e marketing da Novozymes Latin America, explicou que, 100% biodegradáveis, as enzimas podem aumentar a produtividade e reduzir o custo de produção para o fabricante, que usa menor quantidade de químicos e cumpre metas de sustentabilidade, colocando um produto de melhor qualidade e baixo impacto ambiental no mercado. E a dona de casa passa a contar com um produto superior, capaz de remover manchas e promover a revitalização dos tecidos.

    Segundo Burns, a bioinovação – de enzimas e outros ingredientes baseados em biotecnologia – transformou as formulações de produtos de limpeza nas últimas décadas. “Avanços contínuos são esperados, com mais desempenho nas enzimas e outros itens”, previu. Benefícios ao consumidor: detergentes sem fosfatos, maior poder de remoção de manchas, roupas mais limpas, menor consumo de espaço e capacidade de lavagem a frio.

    Assim como acontece nos mercados norte-americano e europeu, Burns vê uma tendência favorável para produtos de limpeza concentrados e líquidos. “Quase todos os detergentes são concentrados duas ou até seis vezes nos Estados Unidos”, relatou. Isso significa economia de água.


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