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20 de novembro de 2013

Distribuição: Univar traça roteiro para crescer no Brasil

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Quirino: expertise global aponta caminhos para operação brasileira

    Quirino: expertise global aponta caminhos para operação brasileira

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    á apenas quatro meses no comando da subsidiária brasileira da distribuidora química mundial Univar, Marco Antonio Quirino já se sente em casa. Embora tenha construído sólida carreira na indústria química, com 20 anos na Dow, seguidos pela Rio Polímeros, Quattor e Braskem, ele salienta algumas diferenças típicas da atividade comercial, mas se revela adaptado a elas. E pronto para dar sua contribuição ao negócio.

    “Tive o privilégio de viver muitos anos em grandes companhias químicas e petroquímicas de porte internacional e, agora, enfrento um desafio novo, mas a Univar não fica atrás das companhias pelas quais trabalhei”, comentou Quirino. Ele revelou que o processo de seleção mediante o qual foi contratado envolveu uma entrevista final com o board de executivos da distribuidora, na qual se encontrou com o presidente do conselho William Stavropoulos, seu antigo CEO na Dow, e com o atual CEO Erik Fyrwald, ex-presidente da Ecolab. “Isso deixou claro para mim que os valores corporativos são muito alinhados com a minha própria cultura pessoal, foi muito tranquilizador”, comentou.

    A entrada da distribuidora, um gigante mundial que se alterna no topo do ranking mundial com a Brenntag, no mercado brasileiro se deu pela compra da Arinos Química, em 2011. “A Arinos estava bem estruturada, não devemos promover nenhuma mudança drástica nas operações, ao menos por enquanto”, informou Quirino. Mas algumas diferenças estão aparecendo. Como comentou, o perfil da distribuidora passou de uma empresa de estrutura familiar e processo decisório centralizado para o de uma companhia global, com decisões mais distribuídas. “As equipes já passaram a atuar com maior autonomia, assumindo responsabilidades, isso as tornou mais ágeis para aproveitar oportunidades”, considerou. Para isso, a área financeira precisa oferecer suporte eficaz.

    Além disso, Quirino começou um processo de compatibilização das divisões de negócios com o modelo global da Univar. Assim, as divisões de cosméticos, alimentos, industrial, tintas e vernizes espelham a matriz internacional, enquanto a divisão de poliuretanos, ponto forte dos negócios da Arinos, possui uma posição diferenciada, pois é menos expressiva em escala global para a distribuidora. “A área de PU é muito relevante para nós; pretendemos ser uma companhia global, mas com foco local”, afirmou.

    Ostentar um nome forte, como o da Univar, não é suficiente para conquistar clientes. “Para crescer, precisaremos entender melhor os mercados de atuação e oferecer mais vantagens para os clientes”, admitiu Quirino. A distribuidora possui muitos clientes no Brasil com contratos globais de suprimento, mas ainda não os atende. “Essa transferência não é imediata, precisamos mostrar que podemos atendê-los com a mesma qualidade internacional”, disse.

    Além disso, existem três áreas com forte potencial de crescimento para a subsidiária brasileira, nas quais a distribuidora possui forte posição internacional. São elas: petróleo e gás natural, mineração e agricultura. “Temos uma forte presença em óleo e gás na América do Norte, tanto em perfuração quanto em refino, mas precisamos nos adaptar às exigências locais e contar com estrutura física adequada”, comentou.

    As operações de extração e processamento mineral são grandes consumidoras de produtos químicos, um mercado trabalhado pela Univar em vários países e com bom potencial no Brasil. O fornecimento de insumos para a agricultura é um campo novo e promissor no Brasil, e a Univar é líder nesse segmento no Canadá. “Estamos selecionando um negócio para ingressarmos nesse setor, talvez a soja ou o sucroalcooleiro”, afirmou.

    O mix de produtos oferecidos pela distribuidora no país é formado com 60% de especialidades e 40% de commodities, com algumas variações. Quanto à origem dos insumos comercializados, a relação varia entre 60% local e 40% importado até 40% e 60%, respectivamente. “Nesse quadro, precisamos equilibrar o mix pela adição de algumas commodities secundárias, ou pseudocommodities, caso do ácido cítrico. Na situação atual, somos fortes nas duas pontas, mas nos falta a fatia do meio para podermos nos apresentar como one stop shop para os clientes”, comentou.

    A estrutura física da Univar Brasil é considerada adequada para o porte dos negócios atuais. Na sede, em Osasco-SP, ficam armazéns, laboratórios de aplicação, casas de sistemas PU e tancagem, para 30 mil m³. Em Itajaí-SC, conta com mais tanques e armazéns. “Recebemos produtos do exterior pelos portos de Itajaí, Navegantes-SC e Santos-SP, por opção logística, sem influência de diferenças tarifárias”, comentou. Segundo Quirino, a filial de Itajaí foi recentemente ampliada e permite atendimento ágil para a Região Sul. Esse porto também é considerado mais eficiente e menos oneroso que o de Santos.

    As metas de expansão de negócios contrastam com o mau momento do mercado brasileiro de produtos químicos. “O primeiro semestre foi morno, a demanda teve um comportamento fraco, principalmente porque o governo parece preso ao dilema de promover o crescimento ou controlar a inflação”, avaliou.


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