Economia

27 de maio de 2013

Distribuição – Setor demonstra alta capacidade de adaptação e consegue ampliar vendas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Distribuição - Setor demonstra alta capacidade de adaptação e consegue ampliar vendas

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    montanha-russa da economia nacional põe à prova a criatividade e a flexibilidade da distribuição química. A capacidade de adaptação aos humores variáveis dos diversos segmentos atendidos determinará a qualidade dos negócios realizados neste ano, e também os seus resultados.

    A indústria de transformação, o grande cliente dos distribuidores, obteve desempenho sofrível em 2011 e 2012, com poucos sinais de recuperação nos primeiros meses de 2013. Apesar disso, as empresas de comércio químico conseguiram ampliar as suas vendas e lucros, quase sempre intensificando suas ações em mercados que passaram ao largo das dificuldades de mercado, caso dos domissanitários e dos cosméticos. Ao mesmo tempo, como esse mesmo caminho foi seguido por muitos fornecedores, a disputa pelos clientes se tornou ainda mais acirrada.

    Química e Derivados, Rubens Medrano, Associquim, Sincoquim, Makeni Chemicals, benefícios isolados prejudicam cadeias produtivas

    Medrano: benefícios isolados prejudicam cadeias produtivas

    O setor registrou queda de faturamento em dólares em 2012, embora tenha mantido o volume de negócios em moeda nacional, até com um ligeiro aumento em relação a 2011. “Esperamos que 2013 tenha resultados melhores, mas não é fácil ser otimista”, considerou Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim/Sin­coquim) e da Makeni Chemicals.

    O dirigente setorial comentou que os movimentos de recomposição de estoques pelos clientes tornaram agitados os meses de janeiro e fevereiro para o setor, mas março começou “frio”. O ambiente “morno” frustrou expectativas de recomposição de preços e margens dos distribuidores. “Precisamos esperar os resultados de abril para verificar se isso é uma tendência de mercado, mas parece que só no segundo semestre a situação em geral deve apresentar uma considerável melhora”, avaliou. Isso refletiria as recentes medidas oficiais de desoneração tributária em âmbito federal sobre diversas cadeias produtivas, em especial da cesta básica, bem como o alívio de impostos sobre a conta de eletricidade.

    Ao mesmo tempo, o governo federal anunciou estar montando uma segunda lista de produtos (muitos deles químicos) que terão alíquota do imposto de importação majorada, a título de proteção à indústria local. “Isso encarece o produto final e alguns desses itens sequer têm oferta local suficiente para suprir a demanda”, afirmou. Medrano advoga a instituição de políticas de longo prazo que beneficiem todas as cadeias produtivas em lugar de medidas pontuais e isoladas de curto prazo. São os casos dos investimentos na estrutura logística, da reforma tributária e da redução dos entraves burocráticos.

    Química e Derivados, Luciano Foresti, Brenntag, margens no Brasil ficaram abaixo da média internacional

    Foresti: margens no Brasil ficaram abaixo da média internacional

    “A burocracia é um dos obstáculos para o crescimento do país”, criticou Luciano Foresti, diretor comercial no Brasil da distribuidora internacional Brenntag. Ele se refere aos esforços excessivos dedicados à obtenção e operação com licenças de vários órgãos e tributos, além de entraves crescentes para os transportes de químicos. “Tudo isso se traduz em custos que precisam ser repassados aos clientes.”

    A tentativa de equalização das alíquotas de ICMS em operações interestaduais é um exemplo das dificuldades que se acumulam sobre as empresas. Alguns estados, principalmente Espírito Santo e Santa Catarina, haviam adotado regimes fiscais diferenciados para importações, praticamente isentando-as do ICMS. Isso atraiu para os portos desses estados um volume grande de operações. Porém, outros estados impuseram alíquotas complementares de ICMS sobre as mercadorias importadas por esses portos incentivados, como forma de neutralizar a vantagem fiscal.

    A tentativa de equalização, portanto, é louvável e deveria facilitar a vida dos envolvidos nas negociações. “Até agora, isso não aconteceu”, lamentou João Miguel Thomé Chamma, diretor superintendente da Bandeirante Brazmo. Segundo ele explicou, o tratamento fiscal continua sendo diferente entre produtos com e sem fabricação similar nacional. Além disso, cada estado pode glosar o ICMS apontado no porto de entrada no país durante um prazo prescricional de cinco anos. “É uma fase de transição, as coisas vão se acomodar, mas ainda há uma grande incerteza nessas operações”, avaliou.


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