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10 de fevereiro de 2014

Investimentos em construção civil decepcionaram

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados,Distribuição: Investimentos em construção civil decepcionaram, mas houve crescimento nas especialidades
    Distribuição: Investimentos em construção civil decepcionaram, mas houve crescimento nas especialidades

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    ano de 2013 está acabando, e não vai deixar saudades. Pelo menos para grande parte dos distribuidores químicos nacionais. As flutuações da taxa cambial, somadas às notórias deficiências de infraestrutura nacional, conspiraram contra o negócio. Além disso, a perda da competitividade da produção local, especialmente em relação aos produtos norte-americanos, apoiados pelo barato shale gas, dificultou a obtenção de melhores margens. Os players, agora, revisam suas estratégias de atuação para aproveitar oportunidades e alcançar resultados melhores em 2014.

    Química e Derivados, Foresti: excessos burocráticos continuam a prejudicar o setor

    Foresti: excessos burocráticos continuam a prejudicar o setor

    “Tivemos um ano difícil em 2013”, resumiu Luciano Foresti, diretor comercial da Brenntag Química do Brasil, subsidiária do poderoso grupo alemão, um dos líderes mundiais na distribuição química. Ele comentou que muitas empresas entraram no mercado nacional em 2013, afetando mais as commodities, cujos preços ficaram em um patamar abaixo do desejável. “Perdemos volume e faturamento de vendas porque não conseguimos acompanhar algumas ofertas que surgiram”, lamentou.

    A valorização do dólar ajudou a recompor a margem em alguns produtos. “Cerca de 75% dos produtos que negociamos têm preços dolarizados e o dólar a R$ 2,20 contribuiu para alcançarmos resultado positivo em moeda nacional”, disse Foresti. Em dólares, porém, o faturamento deve ficar abaixo do ano anterior.

    Segundo Foresti, o desempenho da subsidiária brasileira até o terceiro trimestre foi o melhor da América Latina, região que está apresentando resultados decepcionantes, com exceção da Colômbia. “Neste ano, os Estados Unidos mostraram crescimento firme, a Europa iniciou uma recuperação e a Ásia continua sendo um forte consumidor, mas a nossa região andou de lado”, comentou.

    Relatório da Brenntag, comparando o terceiro trimestre de 2013 com o de 2012, apontou um crescimento de vendas de 9,6% na América do Norte, com elevação de 7,2% no EBITDA. As vendas da distribuidora na Europa foram ampliadas em 2%, com EBITDA 17,3% maior, enquanto a Ásia/Pacífico ficou quase estável, com 0,1% de aumento de vendas e EBITDA 8,6% maior. Porém a América Latina registrou recuo de 1,2% nas vendas e de 2,5% no EBITDA. Os números globais da distribuidora indicam a venda de € 2,5 bilhões nesse trimestre, com 4,9% de acréscimo em relação ao terceiro trimestre de 2012, e aumento de 14,7% no EBITDA mundial.

    Química e Derivados, Bighetti: com menos dias úteis, 2014 pode ser pesadelo logístico

    Bighetti: com menos dias úteis, 2014 pode ser pesadelo logístico

    Armando Bighetti, presidente da quantiQ (empresa da Braskem), maior distribuidora química nacional, espera encerrar o ano com aumento de faturamento em reais em relação ao ano anterior. “Em dólar, nós nem estamos fazendo essa conta ainda”, disse, admitindo que a influência cambial deve ser negativa.

    Bighetti atribui esse desempenho à tibieza da atividade industrial brasileira durante todo o ano. Apesar disso, os negócios nas atividades farmacêuticas, de cosméticos, alimentação humana e construção civil registraram evolução notável em 2013. De maneira diversa se comportaram os segmentos de grande volume, como tintas, borracha e energia, que ficaram bem abaixo do planejado no início do ano. “No cômputo total, a rentabilidade operacional pode ser qualificada como baixa em 2013”, avaliou.

    Ao contrário das anteriores, a Química Anastácio conseguiu superar as metas de crescimento estipuladas para o ano. “Quando elaboramos o plano estratégico para 2013, trabalhamos com a média de 20% de crescimento, mas nossa expectativa atual é de encerrar o ano com 23%”, informou Rodrigo D’Amaro, gerente estratégico de vendas da distribuidora. “Atingimos também a meta de lançamento de novos itens em todos os segmentos de atuação, fator decisivo para superarmos as metas estipuladas.”

    D’Amaro informou que os segmentos alimentício, de poliuretanos e de cosméticos foram os que apresentaram melhores contribuições à companhia. Já a área de saúde animal, cujos prognósticos para o ano eram muito animadores, decepcionou, a ponto de indicar alteração de rumos no planejamento para 2014.

    Também a Makeni-IMCD Group (resultado da compra de participação majoritária da distribuidora nacional pelo grupo holandês) aferiu aumento de 10% em seus negócios durante 2013, segundo estimativas de Reinaldo Medrano, CEO da Makeni-IMCD Group Brasil, com base em números preliminares.


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