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27 de julho de 2003

Distribuição: Dermet aposta em serviços para crescer no Brasil

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    riada em 1999, a Dermet do Brasil, subsidiária da Dermet, uma das líderes na distribuição de produtos químicos do México, aposta na prestação de serviços para ampliar sua participação no País. A empresa apresenta sucessivos aumentos de vendas, principalmente após a incorporação da Agekem, distribuidora dos produtos da FMC, Great Lakes e Biolab, reforçando seu portfólio, antes limitado ao álcool polivinílico da Celanese, que comprou essa atividade da Air Products.

    A participação da Dermet é predominante, detendo 80% do capital, sendo os 20% restantes divididos entre investidores privados nacionais. O diferencial da subsidiária brasileira consiste na alta qualificação dos seus diretores e gerentes de negócios, todos com larga experiência em empresas internacionais. A começar pelo gerente-geral Guilherme Agricola, engenheiro mecânico, mestre em administração de negócios (MBA), com vinte anos de atuação em empresas do porte da Du Pont, Black Box e Epson, além de ter experiência empresarial prévia.

    O diretor-comercial Antonio Carlos Gonçalves trabalhou por 20 anos na Dow Química, além de outros cinco na Rhodia e na Laporte, em várias posições de relevo. A unidade de negócios de plástico foi confiada a Josefina Filardo, engenheira química que passou dez anos na Dow e mais sete na GE Plastics, antes de se dedicar a iniciativas empresariais próprias. Carlos Paulino Rodriguez gerencia as atividades de tecnologia e aplicação de produtos, registrando no currículo a formação de engenheiro químico, com MBA, e quinze anos na Dow, seis anos na Cabot e outros dois na Laporte. A área de tratamento de água está com Mauro Campopiano Ramires, com mesma formação, além de duas décadas de trabalho na atividade em empresas como Drew, Aquatec e Betz. A química Debora Zago Formis, especialista em qualidade há dez anos, atuou na Basf, além de lecionar. Na controladoria, Luis Fernando Cabrini, contador, com MBA, possui quatorze anos de experiência na área contábil e fiscal.

    Esse time de especialistas facilita a abordagem a novos clientes, sempre com o intuito de oferecer produtos de desempenho elevado, em aplicações customizadas. “A diferenciação de atitude e serviços nos garante a evolução de negócios”, comentou Gonçalves. A empresa atua por meio de parcerias com empresas de armazenagem e operadores logísticos, de modo a reduzir custos e alcançar mais flexibilidade operacional. “Já trabalhamos ligados à internet, com emissão de notas fiscais automaticamente, no local da armazenagem”, explicou Agricola.

    O objetivo para 2003 é alcançar vendas totais de US$ 7,2 milhões, dos quais US$ 4 milhões na forma de revenda, e outros US$ 3,2 milhões em negócios Indent (quando o cliente compra direto do fornecedor, no exterior). Com isso, a DermetAgekem planeja crescer mais de 20% ao ano nos próximos três exercícios fiscais, sempre apurando o foco na especialização da linha de produtos e serviços. “Não descartamos a aquisição de outras empresas e de linhas complementares de produtos”, considerou o gerente-geral.

    O portfólio da empresa começa pelo álcool polivinílico da Celanese (sendo o maior importador do Brasil); contém ainda aditivos poliméricos e fluidos da Great Lakes, em especial os retardantes de chama; iniciadores de polimerização da FMC; peróxidos orgânicos e ácido peracético da FMC-Foret; inusmos para tratamento de água da BioLab; resinas para revestimentos da DSM; e especialidades minerais da SMI. No total, há 87 produtos disponíveis, atendendo a mais de 200 clientes ativos na revenda, além de 23 para Indent.

    Por enquanto, as atividades da empresas estão focadas em segmentos específicos, como a produção de adesivos, polimerização em emulsão, produtos têxteis, higiene e limpeza, tratamento de água (processo e industrial), graxas e lubrificantes, petróleo e gás, tintas, plásticos e borrachas, papel e celulose, e especialidades químicas. “Atuamos em âmbito nacional, com prazos de entrega muito curtos e confiáveis”, disse Gonçalves.

    No entanto, os executivos reconhecem que o mercado brasileiro é muito competitivo e possui peculiaridades críticas. Um exemplo é a variação cambial, ocorrida em 2002, que ceifou uma parte dos lucros da empresa. “A variação cambial é um risco típico do negócio”, comentou Gonçalves. “Mesmo com a evolução abrupta em 2002, tivemos resultado positivo e interessante”, afirmou Agricola.

    A própria Dermet, no México, já sentiu o peso dos negócios globalizados. Segundo Agricola, o grupo empresarial faturava por volta de US$ 350 milhões em 1998, atuando em vários mercados. Com o implementação do Nafta, a zona de livre-comércio da América do Norte, foi preciso fazer uma reestruturação para não quebrar. “A Dermet, então, deixou de lado as commodities e as atividades nas quais não era competitiva”, explicou. Em 2002, o faturamento do grupo encolheu para US$ 200 milhões, porém com boa rentabilidade, que lhe permitiu até incorporar alguns concorrentes em situação difícil. A Dermet já possui filiais na América Central, e está se fortalecendo no Brasil, tendo em vista o mercado sul-americano.



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