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25 de abril de 2003

Distribuição: Carbono Química amplia capacidade e portfólio

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Publicado por: Renata Pachione
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    om investimento de US$ 2,5 milhões, a Carbono Química, de São Bernardo do Campo-SP, está em fase final de reestruturação. Apesar de ter mudado de endereço de Diadema-SP para a atual planta, em janeiro de 2001, por conta dos diversos incrementos planejados, as obras só devem estar concluídas no final deste ano. Em área de 18 mil m², o local irá abrigar 47 tanques e terá capacidade de armazenagem de líquidos de 3.100 m³. No momento, conta com parque de sólidos de 1 mil m² de área útil e 37 dos tanques previstos já construídos.

    Química e Derivados: Distribuição: Amarilla produzirá linhas ecológicas em 2004.

    Amarilla produzirá linhas ecológicas em 2004.

    Mas os planos de expansão não param por aí. Com ineditismo, porém em tom de mistério, o diretor Victor Luiz Maluf Amarilla anuncia a intenção de somar ao papel de distribuidor de produtos petroquímicos também o de fabricante. Sem comentar detalhes sobre a abertura de unidade fabril, prevista para 2004, Amarilla antecipa que a carteira de produtos provavelmente se concentrará em linhas ecológicas. Já para curto prazo a empresa prevê a implantação de quatro filiais, localizadas no Paraná, Rio Grande do Sul, interior de São Paulo e na Região Nordeste do País.

    Os incrementos, no entanto, vão além do ganho estrutural. As alterações visam o fortalecimento da atuação em novos mercados, como o cosmético e o farmacêutico, por meio de novas parcerias e ramificações das já existentes. Todas essas mudanças, na avaliação de Amarilla, vão ao encontro do dinamismo do setor petroquímico. Para ele, as indústrias têm como característica manter estreita a relação com o cliente e por conseqüência estar em sintonia com as solicitações do mercado. “Qualidade é obrigação, nossa tarefa é fidelizar o cliente”, receita Amarilla. Para tanto, a Carbono também adotou como estratégia aumentar a abrangência logística e comercial. Em se tratando de logística, a Carbono muniu-se de frota de 23 caminhões-tanque, o que lhe oferece, entre outros benefícios, autonomia perante às transportadoras.

    Entre as novidades do novo player destaca-se a implantação do laboratório de controle de qualidade e desenvolvimento de aplicações. O local absorveu investimento de US$ 200 mil, dos quais metade destinou-se ao segmento analítico do projeto. Trata-se, na opinião de Amarilla, de um diferencial da empresa, a partir do qual se sente apta para desenvolver novas aplicações para os clientes. Em área de 125 m², o laboratório está equipado com câmaras especiais e instrumentos analíticos de última geração, conforme informação do diretor. Há também a expectativa da Carbono de dobrar a área do laboratório até o final de 2004.

    Em consonância com o esperado aumento da carteira de produtos, no início deste ano, a empresa passou a representar o aditivo reológico Spectrogel, da nacional Spectrochem Indústria e Comércio. Esse produto proporciona adequada tixotropia aos sistemas base solvente, oferecendo nivelamento com controle do escorrimento, além de prevenir o surgimento de sedimentações e facilitar a estocagem prolongada. Seu uso é recomendado para esmaltes alquídicos brilhantes, acetinados e foscos, bem como para tintas arquitetônicas, industriais e de impressão.

    Na linha de agentes de cura para resina epóxi, entre os lançamentos figura a Jointmide, de linha de poliamidas que se combinadas a resinas epóxi, resultam em formulações para pisos industriais, tintas anticorrosivas e adesivos. Outro agente de cura da marca trata-se da linha Jeffamines fabricada pela norte-americana Huntsman Corporation. São poliaminas de cadeia longa cuja principal propriedade dá conta da oferta de flexibilidade ao produto. Um diferencial refere-se à sua transparência. Em função dessa característica, o produto não interfere na coloração final.

    Atual foco da Carbono Química, a linha ecológica se destaca entre os produtos da marca. Com o objetivo de atuar com formulações menos agressivas ao ambiente, a empresa realiza investimentos constantes em linhas de resinas base água, epóxi, uretânica e alquídica, além de carbonatos orgânicos, como os da linha Jeffsol Carbonatos, composta por solventes atóxicos da Huntsman. Entre outras características, o produto apresenta alto ponto de fulgor, desde 160°C até mais de 205°C (varia de acordo com os produtos da linha); baixo odor e alta solvência, além de baixa toxicidez. Outra aposta da empresa fica por conta dos solventes Carbosolv A, também atóxicos e biodegradáveis. São derivados de correntes na faixa de destilação próxima a dos querosenes que se destacam por níveis baixos de toxicidez e agressividade ao meio, diminuindo o odor residual e a dermatite, comumente, gerada por esse tipo de produto.

    Avanço significativo – Neste ano a Carbono completa 25 anos e com faturamento de cerca de 50 milhões de dólares ao ano, a empresa tem muito a comemorar. O avanço impressiona: em 1995, a empresa comercializava 2 mil m³ de solventes por mês, entre aromáticos e alifáticos. Com uma reestruturação realizada nos dois anos seguintes, a marca saltou para 8 mil m³/mês, além dos produtos químicos, no final de 2000. “Em 1997 trabalhávamos com 12 produtos, hoje temos mais de 250. É um crescimento notável”, orgulha-se Amarilla. As vendas atingem a marca de 9 mil m³ ao mês.


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