Domissanitários e Limpeza

15 de dezembro de 2011

Detergente em Pó – Produto com maior poder de lavagem e menor consumo de água é o desafio do mercado

Mais artigos por »
Publicado por: Gerson Trajano
+(reset)-
Compartilhe esta página

     

    Química e Derivados, Detergente em pó

    A

    formulação de detergentes em pó para lavagem de roupa vai mudar radicalmente no Brasil. Pautado pela sustentabilidade ecológica e competitividade econômica, os fabricantes estão abolindo o STPP (tripolifosfato de sódio), empregando zeólitas, polímeros, enzimas e até derivados de óleo de coco de babaçu.

    Os fabricantes estudam também novas formulações para lançar um produto com maior poder de lavagem e menor consumo de água. “Isso trará um ganho em economia para o produtor e o consumidor, além de ser altamente sustentável”, diz Maria Eugênia Saldanha, diretora executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla).

    Para Gustavo Haruki Kume, gerente de marketing da área industrial da Clariant, remover a sujeira pesada respeitando o meio ambiente é mesmo um desafio grande para o setor. “Mas, na minha opinião, a próxima evolução química está relacionada com a proteção da cor e com o poder de lavar roupas brancas e coloridas simultaneamente e facilitar a posterior passagem a ferro de roupas”, avalia o executivo.

    Os fabricantes não revelam nada sobre a constituição de qualquer nova fórmula, mantida a sete chaves. Hoje, o detergente em pó, popularmente conhecido como sabão em pó, é composto basicamente por 12% de surfactantes (tensoativos), 12% de builders, 6% de ingredientes auxiliares e 70% de auxiliares de produção ou cargas.

    É bom lembrar que o mercado é segmentado, a começar pelo próprio posicionamento em relação à marca, preço e regionalismo. Dessa maneira, cada formulação possui um balanço diferente na combinação de insumos. Em um detergente premium, por exemplo, há um teor mais alto de surfactante e vários tipos de enzimas, entre outros ingredientes de limpeza e brilho.

    O segredo de uma formulação capaz de realizar mais lavagens com reduzido consumo de água estaria na concentração das cargas, porém não se comenta publicamente quanto ou o que seria empregado para se obter os resultados desejados.

    Esse conceito de detergente em pó já existe na Europa e nos Estados Unidos e tem o objetivo de oferecer um maior número de lavagens por embalagem de mesmo tamanho. “Isso permite otimizar a cadeia logística, a quantidade de material de embalagem e a energia elétrica despendida para a fabricação”, diz João Luiz Fabrin, gerente de pesquisa e desenvolvimento técnico da Ypê, marca da Indústria Química Amparo.

    Mesmo com essas vantagens, Maria Eugênia vê o projeto como um grande desafio, porque não será fácil para a dona de casa brasileira aceitar uma mercadoria de alto valor agregado por um preço mais elevado. “Mas esse é um desafio que devemos assumir, pois os benefícios ao meio ambiente são inegáveis”, afirma a diretora da Abipla.

    Química e Derivados - Maria Eugênia - Abipla - Domissanitários
    Maria Eugênia: formulações trazem ganhos para o produtos e consumidor

    Os detergentes em pó evoluíram nas últimas décadas, desde a sua chegada ao Brasil, na década de 1950, principalmente na adaptação aos hábitos de lavagem do consumidor brasileiro. “No passado as formulações eram ajustes de fórmulas europeias em que as condições de lavagem (temperatura e dureza das águas) eram completamente distintas. Hoje temos formulações sob medida para as nossas reais necessidades e condições de limpeza”, explica Adriana Guerra Maganhotto, gerente regional de Desenvolvimento de Novos Negócios da Novozymes na América Latina.

    Os detergentes em pó têm forte presença nos lares brasileiros e seu crescimento acompanha o aumento da população e do seu poder aquisitivo. Em 2005 o consumo era de 3,5 quilos por habitante/ano. Mas, nos últimos cinco anos, a ampliação do volume foi de 18,7%. “Creio que atingiremos neste ano a marca de 5 kg/hab. Ainda é um volume abaixo do México (8 kg/hab) e da Europa (11 kg/hab). Pretendemos crescer em média 6,7% no consumo nos próximos anos”, prevê Maria Eugênia.



    Página 1 de 512345

    Compartilhe esta página







      2 Comentários


      1. Agora que estava ficando bom o assunto o texto acaba. Por gentileza, continuem essa reportagem, para sabermos mais sobre a utilização de enzimas e alvejantes. Afinal a propaganda que passa na TV do “rosa” manda colocar junto com o detergente em pó. E se esse detergente tiver enzima, o que acontece??


        • Quimica e Derivados

          Aparentemente, não há incompatibilidade entre alvejantes por oxidação (o rosa) e detergentes com enzimas. A composição do “rosa” inclui proteases, por exemplo. Veja a composição completa na ficha de segurança dos produtos, que está disponível no site do fabricante do “rosa”: http://www.rb.com/br/SegurancadeProduto-FISPQ. Eles são incompatíveis com alvejantes clorados – há um aviso bem grande quanto a isso nas embalagens.

          Atenciosamente,

          a redação de QD.



      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next