Tecnologia Ambiental

17 de fevereiro de 2009

Desmineralização de Água – Tecnologias reduzem custo operacional e ajudam clientes em época de crise

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Desmineralização de Água

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    principal receio dos fornecedores de tecnologias para desmineralização de água com a recessão da economia é a diminuição do ritmo de modernização em curso nesse segmento nos últimos anos. Felizmente, na opinião da grande maioria das empresas, o risco seria apenas na velocidade da mudança, visto que a introdução de novas técnicas para aperfeiçoar o acondicionamento de água para geração de vapor industrial tornou-se fato considerado irreversível em vários setores importantes. Nem mesmo a crise teria condições de fazer os clientes retrocederem, ou seja, voltarem aos velhos sistemas da chamada “desmi”. Isso muito em virtude de conquistas que englobam também ganhos no custo operacional, importantes em épocas recessivas.

    A mudança tecnológica, aliás, já se encontra no início de um segundo estágio de evolução, superando uma primeira etapa em que a indústria procurou substituir as colunas com resinas de troca iônica por unidades de osmose reversa. A atual onda é melhorar a eficiência dos skids, já amplamente empregados no Brasil, por meio de sofisticações nas membranas e principalmente pela conjugação na linha de sistemas de pré-tratamento mais eficientes, com ultrafiltração, resinas de troca iônica especiais ou com o uso complementar de equipamentos para controle microbiológico, como a radiação ultravioleta. Também faz parte dessa evolução, em uma fase ainda incipiente, mas já com casos de aplicação, o polimento final com sistemas de eletrodeionização, em substituição a colunas mistas de resinas de troca iônica.

    Há de se lamentar, porém, o fato de a crise econômica ter atingido as empresas bem no meio da curva ascendente desse processo de modernização. Isso porque 2008 vinha sendo considerado um dos melhores anos para o segmento, justamente aquele em que setores mais renitentes a novas tecnologias, como o sucroalcooleiro, começavam a ceder aos apelos técnico-comerciais dos fornecedores. Depois de alguns anos de tentativas, cerca de 90% das usinas de açúcar e álcool já haviam migrado da troca iônica para a osmose reversa e começavam também a ser convencidas a experimentar a ultrafiltração e a eletrodeionização. Com a crise, e a consequente suspensão de pelo menos vinte novas usinas que seriam construídas no Brasil a partir de 2009, o movimento foi atrapalhado.

    Química e Derivados, Rolando Piaia Junior, Responsável por desenvolvimento de mercado da GE, Desmineralização de Água

    Rolando Piaia Junior: crise abalou o desempenho dos novos investimentos da GE

    Baque geral – Empresas empenhadas nesses novos clientes sentiram a mudança brusca de humor dos clientes. A GE Water Technologies, por exemplo, chegou a erguer em 2008 uma fábrica em Sorocaba-SP para montar as unidades de osmose reversa com capacidade de produção de água desmineralizada de 20 a 150 m3/h. Segundo o responsável por desenvolvimento de mercado da GE, Rolando Piaia Junior, o investimento nasceu principalmente para atender o chamado middle market, com destaque o sucroalcooleiro. Com a produção local, o custo caiu o suficiente para fazer a GE vender mais de 50 skids e assim suportar a demanda crescente.

    Mas a animação do primeiro ano pós-investimento foi abalada com a crise. “Foi um baque geral, principalmente porque a GE Water era a que mais crescia no grupo no mundo e também no Brasil”, disse Piaia. Nessa avalanche de negócios, a empresa conseguia até mesmo vender suas outras variadas tecnologias, que englobavam também as membranas de ultrafiltração ZeeWeed utilizadas no pré-tratamento de osmose reversa. Além de unidades na Petrobras há mais tempo instaladas, a GE forneceu para duas usinas de açúcar e álcool, também para remover sólidos suspensos e coloidais prejudiciais às membranas de osmose reversa: na Usina Alto Alegre, em Santo Inácio-PR, e para a Usina Vista Alegre, de Itapetininga-SP. Outras instalações, caso a crise não tivesse colocado em suspensão todos os novos investimentos da área, deveriam surgir em breve.


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