Química

18 de outubro de 2016

Desmineralização de água: Reposição e serviços conseguem manter fornecedores ativos

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Química e Derivados, Desmineralização de água: Reposição e serviços conseguem manter fornecedores ativos

    Texto de Hamilton Almeida e fotos divulgação

    Química e Derivados, Fernandes: vendas crescem com oferta de químicos para OR

    Fernandes: vendas crescem com oferta de químicos para OR

    Diante das novas exigências de mercado ditadas pelo ritmo mais lento da economia brasileira, o segmento de desmineralização de água se sobressai pelo dinamismo das soluções ou mesmo pelas alternativas apresentadas pelos players, que estão, por assim dizer, fazendo do limão uma limonada.

    “Este ano, há uma desaceleração nas solicitações de tratamento químico para sistemas de osmose reversa (OR) e também nas de resinas de troca iônica, em comparação com 2015”, admite Ricardo de Araújo Fernandes, gerente de marketing da Kurita. Apesar do revés, ele acredita que, ao final de 2016, a empresa registrará “um crescimento percentual de dois dígitos no faturamento líquido com produtos químicos para tratamento de sistemas de OR, mediante trabalhos prospectivos em plantas que possuem sistemas de grande porte e estão com problemas operacionais”. O executivo também espera que o faturamento com resinas de troca iônica consiga, pelo menos, atingir o mesmo volume de vendas obtido em 2015.

    Marcus Simionato, gerente comercial da GE Water, calcula que, de 2014 para 2015, ocorreu uma redução da ordem de 20% a 30% na quantidade de projetos novos. Por outro lado, acusa um incremento na manutenção dos equipamentos em uso (membranas de OR) e na assinatura de novos contratos para fornecimento de sistemas móveis. No balanço das contas, afiança que a GE vai crescer: “Temos um portfólio muito grande de produtos, vários contratos de terceirização, sistemas móveis e diversas tecnologias”.

    Química e Derivados, Membranas com espaçador ASD operam com baixa pressão

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    Química e Derivados, Piaia vislumbra aumento da demanda por novos sistemas

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    Ricardo Pinheiro, gerente da unidade de negócios LPT – Liquid Purification Technologies da Lanxess, também reconhece que “poucos projetos estiveram no radar e estão sendo realizados. A demanda por consulta a novos projetos é muito baixa no momento”. Por isso, salienta a importância de “ficar atento ao mercado de reposição”.

    Na opinião de Rolando Piaia, desenvolvedor de negócios de projetos e equipamentos da Nalco Water, “a procura por sistemas terceirizados se manteve relativamente constante nos últimos 12 meses”. Além do fornecimento pela via DBOOM (Design, Build, Own, Operate, Maintain), a empresa provê serviços especializados de operação e manutenção (O&M).

    A percepção de David Dini, executivo de contas da Mann+Hummel Fluid Brasil, é de que muitos projetos que tinham cronograma consolidado para realização em 2015 foram cancelados e/ou paralisados: “No primeiro semestre deste ano, houve uma elevação em consultas e projetos, em relação com igual período do ano passado: aumento na proporção de consultas para projetos com cronogramas consolidados para execução até o final de 2016, início de 2017”.

    Química e Derivados, Dini: clientes querem sistemas com o melhor custo/benefício

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    A procura por manutenção de sistemas e atualização de processos da mesma forma apresentou aumento, na visão de Dini: a maioria por retomada de processos paralisados nos últimos um ou dois anos. Já o suprimento de insumos “permaneceu globalmente inalterado, apresentando diminuição nos setores mais atingidos pela crise e aumento em outros, como, por exemplo, no de celulose”.

    Embora haja um freio nos investimentos este ano, Humberto Búfalo, gerente comercial da Veolia Water Technologies, sustenta que a empresa continua recebendo consultas, seja por serviços ou projetos: “Na maioria das vezes, os clientes têm solicitado propostas para formação de budget para 2017”.

    Carlos Pasqualini, gerente de desenvolvimento de serviços e unidades móveis da Veolia, especifica que indústrias petroquímicas, siderúrgicas e eletrônicas “postergaram investimentos”, abrindo-se a possibilidade de serviços na modalidade de aluguel. O segmento de celulose e papel “manteve investimentos” pela ampliação de fábricas ou novas instalações.

    “No ano passado, a escassez de água em algumas regiões propiciou alguns sistemas de reuso, aplicando algumas tecnologias combinadas para produção de água desmineralizada”, adiciona.


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