Cosméticos

15 de janeiro de 2012

Perspectivas 2012 – Cosméticos – Setor continua a crescer, mas em ritmo mais lento do que na última década

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Publicado por: Rose de Moraes
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    química e derivados, cosméticos, perspectivas 2012

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    s chances de se tornar a segunda maior potência mundial do mercado da beleza são grandes, mas o Brasil desacelera o ritmo veloz de crescimento até então característico desse setor. Depois de uma década e meia de alta, com crescimento anual de dois dígitos, superando em boa margem os percentuais do PIB (Produto Interno Bruto), o mercado brasileiro de produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos começou a arrefecer em 2011 e passou a indicar a possível entrada na maturidade, tal qual se observa nos mercados tradicionais ao redor do mundo.

    No transcorrer de todos esses anos crescendo a taxas vigorosas, o desaquecimento, mesmo que transitório, como muitos acreditam, produz uma desagradável sensação de solavanco na trajetória ascendente, cujos impactos somente poderão ser avaliados com o passar do tempo. Será então possível verificar se foi um mero deslize de percurso ou uma fase de gastos mais contidos dos consumidores nesse setor e que tende a continuar.

    Saliente-se que as informações de 2011 ainda não são definitivas, mas estimativas preliminares, baseadas em dados parciais de desempenho provenientes de fontes fidedignas.
    Até setembro, conforme os dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda na produção industrial, em volume, indicando desaceleração no setor, correspondia a 3% em relação ao mesmo período de 2010. O único item excluído dessa pesquisa é o sabonete, mas nem os economistas entendem bem por quê.

    Tomando por base o total de vendas físicas em 2011 informado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor deve ter fechado o ano com 7,3% de aumento sobre o ano anterior, indicando 1.279,2 milhão de toneladas em 2011, contra 1.191,7 milhão de toneladas em 2010.

    A Abihpec estima um crescimento de 9,2% no faturamento líquido do setor, levando em conta R$ 25,7 bilhões alcançados em 2011, em comparação com os R$ 23,5 bilhões de 2010. Em dólares, o faturamento líquido deve ser 14,5% superior, comparando-se os prováveis US$ 15,4 bilhões de 2011, com os US$ 13,4 bilhões registrados em 2010.

    Conforme avaliação da empresa de consultoria Lafis Informação de Valor, a estimativa para o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos é fechar 2011 com vendas líquidas de R$ 30 bilhões. Em 2010, foram R$ 27,3 bilhões. Já o faturamento nominal (sem os impostos) em 2011 deverá entrar na casa dos US$ 40 bilhões, enquanto em 2010 foram alcançados US$ 37 bilhões.

    Os gastos com produtos de higiene e beleza no ano que passou continuam a ser significativos, mas os níveis de consumo alcançados podem ter frustrado as expectativas dos grandes investidores, acostumados a avaliar o mercado brasileiro com desempenho galopante.

    A demanda dos brasileiros por produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos continua forte, na opinião de Hérida Cristina Tavares, analista setorial da Lafis. No entanto, ela compara seu comportamento em 2011 ao fluxo das águas de um rio caudaloso, enquanto a expectativa dos empresários era continuar encontrando no mercado brasileiro uma corredeira com águas torrenciais.

    Concebidas em anos aquecidos, as expectativas vertiginosas tinham, de fato, justificativa. O aumento de renda de algumas camadas da população nos últimos anos evidenciou o quão latente era o anseio de compra de itens de higiene pessoal e de beleza, bem como de experimentação de novas marcas e produtos. Ao captar essa demanda represada, as indústrias do setor investiram fortemente em lançamentos diferenciados, expandiram as redes de distribuição e proporcionaram maior variedade de opções ao varejo.

    Com isso, os produtos se tornaram mais segmentados, funcionais e atrativos nos pontos de venda e a sua propaganda cada vez mais associou os padrões estéticos, a boa aparência e a higiene ao bem-estar e ao sucesso, de forma irresistível.

     


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