Cosméticos

14 de julho de 2011

Cosméticos – Pesquisas nanotecnológicas buscam apoio financeiro

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Publicado por: Rose de Moraes
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    á quase duas décadas, as pesquisas nanotecnológicas são empreendidas pelas grandes indústrias cosméticas. A Lancôme, em 1995, lançou na França o primeiro creme com nanopartículas de que se tem notícia. No Brasil, as principais referências no lançamento de nanocosméticos vêm do O Boticário, que lançou e patenteou mundialmente o antissinais Vitactive, nanocosmético com sistema de liberação direcionada, bem como da Natura, que também apresentou produto nanocosmético na França e, mais tarde, no Brasil, introduziu hidratantes em nanoemulsões.

    Cientes do interesse da comunidade científica e empresarial em conhecer e aprofundar questões relativas a nanocosméticos, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e o Instituto de Tecnologia e Estudos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Itehpec) promoveram, de 15 a 16 de junho, em São Paulo, o Seminário Internacional de Nanotecnologia Aplicada aos Cosméticos: Perspectivas para a Indústria Brasileira.

    As perspectivas de apoio financeiro aos projetos com nanocosméticos encabeçados por empresas brasileiras foram eleitas como tema de interesse pelos organizadores, tornando-se alvo da apresentação de representante da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Considerada agência de inovação para o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, a Finep levou a público sua missão de subvencionar financeiramente vários projetos com foco em inovação.

    Revista Química e Derivados, Andréa Bentes Leal, analista do escritório regional da Finep de São Paulo

    Andréa: Finep tem linhas para micro e pequenas empresas

    Ao participar do painel sobre Fomento e Perspectivas de Apoio em Projetos Nanocosméticos, Andréa Bentes Leal, analista do escritório regional da Finep de São Paulo, relatou as primeiras subvenções do órgão a projetos em nanotecnologia, iniciadas em 2006, envolvendo materiais nanoestruturados para aplicações no setor cosmético, e os financiamentos mais recentes, geralmente voltados ao aproveitamento da biodiversidade brasileira.

    De 2006 até 2009, 845 projetos de inovação em todos os campos foram aprovados pelo órgão, sendo 742 projetos devidamente contratados, e que mobilizaram recursos da ordem de R$ 1,286 milhão. Em 2010, houve uma demanda de 993 projetos na Finep, mas apenas 122 chegaram a ser habilitados para análise. Desse total, apenas três empresas na área de biotecnologia envolvendo cosméticos foram inscritas e contempladas: uma microempresa, uma pequena empresa e uma grande empresa, sendo uma delas com projeto focado em nanotecnologia no valor informado de R$ 5.389.686,46.

    Segundo a analista, as micro e pequenas empresas também podem pleitear recursos ao órgão e se beneficiar dos instrumentos de financiamento em valores até R$ 900 mil, sem juros e para pagamento em cem parcelas. Sob diferentes condições de financiamento, ela também destacou o Programa Inova Brasil, concebido para atender empresas brasileiras dedicadas a desenvolver inovações tecnológicas subvencionadas em projetos cujos valores ultrapassam R$ 1milhão.

    Fotoprotetor nano – O primeiro fotoprotetor brasileiro desenvolvido com nanotecnologia foi tema da apresentação de Simone Sotto Mayor, médica dermatologista e diretora da unidade de dermocosméticos da Biolab, empresa farmacêutica com mais de trinta patentes registradas no Brasil e no exterior. Com laboratório para estudos e desenvolvimento de dermocosméticos ativo desde 2003, a empresa se lançou na busca de um protetor extremo contra as radiações solares (UVA/UVB) e que apresentasse níveis mais elevados de fotoestabilidade na pele, contrapondo-se à existência no mercado de protetores cuja efetividade diminuía 50% após duas horas de permanência sobre a pele.

    “A nossa preocupação foi buscar uma fórmula para manter o FPS após a exposição por períodos mais longos e a partir de 2005/2006 fomos contemplados pela Finep com verbas para desenvolver nanoformulações, como a de proteção contra radiações UV; e assim chegamos à primeira formulação em nanocápsula em 2009/2010, conseguindo nanoencapsular filtros solares químicos, obtendo resultados mais efetivos, de maior transparência e menor oleosidade, bem como a liberação controlada dos filtros”, informou Simone.


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