Química

24 de maio de 2010

Cosméticos – Metodologia para aquisição de equipamentos para sistema de embalagem na indústria cosmética

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Reportagem por Maria Lucila d’Ottaviano Napole, Franci Sérgio Koja e Antônio Carlos Dantas Cabral

     

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    o decorrer dos últimos treze anos, a expansão vigorosa da pequena e média empresa cosmética, em relação aos demais segmentos que compõem o parque industrial químico, determinou a criação de um modelo no processo decisório para os investimentos destinados à renovação e adequação das máquinas e equipamentos, com o objetivo de reduzir as margens de erro e prejuízos. O novo recurso metodológico para ser aplicado nesse processo é baseado em matrizes numéricas (percentuais), contribuindo para elevar o nível de segurança nas aquisições de bens de capital com reflexos na qualidade final da produção e, na somatória, resultar em menor risco de perdas ao projeto em sua globalidade.

    O novo modelo foi criado e validado na produção de cosméticos, mas pode ser adaptado sem problemas nos segmentos da indústria farmacêutica, alimentícia e de higiene pessoal. Multidisciplinar, o novo processo dispõe de uma metodologia que busca o pensamento sistêmico-participativo dentro de uma estrutura simples, lógica e de fácil compreensão, que considera variáveis técnicas e comerciais na aquisição dos equipamentos para envase no Sistema de Embalagem (SE), aproveitando os demais equipamentos disponíveis em operação.

    Até um passado recente, o ordenamento utilizado nesse tipo de tarefa pelas divisões de suprimentos da maioria das pequenas e médias empresas do setor cosmético se resumia a simplesmente adquirir os equipamentos em leilões das indústrias farmacêuticas e alimentícias, por conta da sinergia em suas linhas de produção. As facilidades tecnológicas contribuem como boa prática nos procedimentos de compra – apesar de distantes de métodos adequados e mais específicos para este fim –, valendo-se exclusivamente dos esforços isolados de seus profissionais técnicos.

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    Figura 1: Representação esquemática do Sistema Embalagem SE

    O envolvimento integrado dos responsáveis pelos resultados das áreas de produção na aquisição de um novo equipamento é um ponto forte nesse novo processo, apresentado como solução mais adequada para a produção – embora estes procedimentos de aquisição sejam adaptados às condições operacionais específicas de cada empresa, sem alterar a essência de seus processos. Independentemente do porte da indústria ou área, selecionar e adquirir equipamentos para utilização do sistema embalagem é uma atividade considerada complexa, que exige ainda um pouco mais de esforço e dedicação dos pequenos grupos.

    Cada empresa adapta este procedimento às suas condições operacionais, sem que a sua essência seja alterada. Em muitas empresas pequenas e médias a escolha se fundamenta na experiência dos departamentos técnicos e no desejo subjetivo dos proprietários. Já no caso de empresas internacionais é feita uma transferência normativa de praxe, realizada pela matriz, conduzindo o processo por meio de parcerias que, na maioria das vezes, são baseadas simplesmente no menor valor na aquisição.

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    Figura 2: Envasadora de alta velocidade(500 unid/min) para bisnagas. No detalhe superior, o robô de alimentação.

    Na verdade, quando a prática sistêmica da participação no processo de decisão de aquisição não ocorre com os responsáveis pela operação dos equipamentos, em um futuro próximo, essa ausência se manifestará com problemas para a operação do novo equipamento. Porque o grupo operacional não esteve vinculado ou comprometido com a escolha, pode declarar, com razão, que desconhece ou não foi suficientemente consultado para garantir o desempenho esperado. O envolvimento engajado dos setores administrativo, de produção e manutenção no processo decisório de aquisição pode apresentar resultados que tendem a uma solução adequada. Analogicamente, como no gerenciamento do Sistema Embalagem da indústria cosmética, pressupõe-se que igualmente importante é conhecer os anseios dos consumidores e garantir a flexibilidade, se houver necessidade de reorganizar o processo dentro do conceito de produção puxada, integralmente aplicável neste novo método.

    Na análise das propostas, a inovação – A preocupação com a necessidade de renovar os bens de capital está intrinsecamente relacionada com o porte e as estratégias de penetração no mercado. Na área cosmética, as empresas de pequeno e médio porte representam perto de 90% do setor e, geralmente, optam pelo caminho da terceirização, fabricando excedentes para as indústrias maiores, outras especificidades para grifes, além de marcas próprias, que são destinadas para redes de varejo. A maioria não investe em suas próprias marcas; sua estrutura é enxuta e seu corpo técnico muitas vezes oriundo de grandes empresas. Com essas características, é frequente a exigência de muita agilidade na pequena e média indústria cosmética para, afinal, garantir o bom atendimento aos clientes; enquanto no terreno administrativo são decididos os investimentos para a compra de novos equipamentos.

    A detecção da necessidade de ampliar a capacidade produtiva para atender o aumento da demanda ou atualizar a tecnologia são os primeiros pontos de partida do roteiro básico para aquisição de novos equipamentos. Em seguida, normalmente a área técnica de engenharia assume realizando a tomada de preços no mercado para a melhor relação custo/benefício, ao mesmo tempo em que é realizada uma pesquisa interna informal entre os profissionais de operação-manutenção até a aquisição do equipamento, sua instalação e funcionamento.

    É na análise das propostas recebidas que, afinal, utiliza-se a chave que abre para o caráter inovador da metodologia, que utiliza além da proposta técnico-comercial uma visita a equipamento similar instalado onde um novo encadeamento de ações para a compra gere referenciais numéricos. Para cada parâmetro estabelecido atribuem-se pesos que representam a sua importância relativa dentro de cada critério (na Tabela 1, exemplo de ponderação de parâmetros de avaliação de uma linha de envase).


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